quarta-feira, 30 de abril de 2014

Clientes ocultos em proliferação

Imagem clichê e meramente metafórica. Fonte: Google Imagens.
Uma prática que está em evidência no mercado é a contratação de clientes ocultos para avaliar a prestação de serviços em diversos setores do comércio, como postos de gasolina, escolas de idiomas, joalherias, padarias etc. Diversas empresas especializadas têm recrutado prestadores de serviço em todo o país e os têm treinado para cada tarefa que as empresas contratantes desejam aperfeiçoar ou verificar, a fim de evitar prejuízo de imagem.

A revista Exame, o jornal Destak e o jornal O Globo fizeram matérias a respeito e mencionam empresas do ramo que podem ser encontradas pela internet. Todas estas que são citadas disponibilizam um link para cadastro ou para envio de currículo. A rigor, a maioria de nós já atua como cliente oculto na prática (no meu caso, devido também à profissão), mas essas reportagens orientam a atuar de forma profissional, com ganho de qualidade para si e para todos os clientes das empresas avaliadas.

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terça-feira, 29 de abril de 2014

Desagravo a Ascenso Ferreira




No domingo (27) a estátua do poeta pernambucano de Palmares, localizada no Cais da Alfândega, foi desfigurada. Um dia depois, descobriu-se que havia sido por obra de um doente mental, mas a comoção persistiu: danificar qualquer uma das estátuas do chamado Circuito da Poesia é um crime simbólico e de fato para os recifenses. Por isso, registro um desagravo pessoal reproduzindo um poema de Ascenso musicado posteriormente por outro grande nome das artes em Pernambuco.


Maracatu
 
Zabumba de bombos,
Estouro de bombas,
Batuques de ingonos,
Cantigas de banzo,
Rangir de ganzás...

- Luanda, Luanda, onde estás?
Luanda, Luanda, onde estás?

As luas crescentes
De espelhos luzentes,
Colares e pentes,
Queijares e dentes
De maracajás...

- Luanda, Luanda, onde estás?
Luanda, Luanda, onde estás?

A balsa do rio
Cai no corrupio
Faz passo macio,
Mas toma desvio
Que nunca sonhou...

- Luanda, Luanda, onde estou?
Luanda, Luanda, onde estou?


***

Esse poema foi musicado em 1999 por Marlos Nobre e integra as Três canções negras, op. 88. Está logo no primeiro movimento.


Destaques na revista O Rosacruz

Museu Egípcio e Rosacruz. Foto: via Google Imagens.
Na edição de O Rosacruz deste trimestre (aqui está o sumário da edição anterior), destaco dois artigos sobre temas bem atuais: um sobre a influência da informação na sociedade, especialmente quanto aos efeitos negativos de notícias sensacionalistas propagadas pelos meios de comunicação de massa, e sobre a depressão, incluindo orientações para evitar quadros leves desse estado psíquico.

Outros artigos da edição atual de O Rosacruz abrangem: os aspectos místico-filosóficos das artes marciais japonesas, o simbolismo da abelha ao longo da história e a velha questão sobre Francis Bacon e Shakespeare (eles foram ou não foram a mesma pessoa?). A revista trimestral é de acesso livre - ou seja, a membros e não membros da Ordem Rosacruz, AMORC - e tem planos de assinaturas anuais e bianuais.

Em tempo, neste mês de maio o Museu Egípcio e Rosacruz, localizado em Curitiba, promove a exposição Onde tudo começou, patrocinada pelo Banco Itaú e em parceria com o Museu Nacional da UFRJ. A entrada é gratuita.

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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Perfil do Consumidor, com Fernando Machado

Foto: Divulgação.
O Perfil do Consumidor era uma seção dominical do blog do colunista social Fernando Machado que eu acompanhava toda semana, pois sempre fui fã dessas entrevistas pingue-pongue com personalidades diversas. Porém, ano passado a seção foi interrompida, por decisão do próprio colunista, devido à falta de consideração de seus entrevistados - os quais começaram a atrasar ou não responder as perguntas que ele fazia.

Pessoalmente, tinha a curiosidade de saber o que o próprio Fernando Machado responderia se ele fosse o entrevistado. Então, ao nos encontrarmos casualmente no calçadão de Boa Viagem domingo retrasado (20), expressei-lhe o desejo e ele gentilmente aceitou o desafio. Eis agora suas respostas, exclusivas para este blog.

Qual a maior invenção do homem – Cuidar do homem

Qual a pior invenção do homem – Destruição do homem

Um nome que a história guardou – Marilyn Monroe e Mathias da Rocha

E um que a história vai guardar –  Papa Francisco

Com quem gostaria de se esbarrar no Internacional – Com Ieda Vargas (Miss Universo de 1964) e Martha Vasconcelos (Miss Universo de 1968)

Um filme inesquecível – O Grande Gatsby

Um ator – Tantos, mas fico com Clark Gable e Marlon Brando

Uma atriz – A diva Marilyn Monroe

Hino musical – Vassourinhas

Um cantor – Elvis Presley, Cauby Peixoto, Nelson Gonçalves

Uma cantora – Elis Regina, Maria Bethania, Elizete Cardoso, Dalva de Oliveira, Ângela Maria

A palavra mais bonita – Saudade

E a mais feia – Desprezo

Restaurante ao qual gosta de ir – Leite

Comida preferida – As caseiras (carne ao molho com feijão e arroz)

Comida que detesta – Bode

O que não pode faltar na sua geladeira – Água

Uma poeta ou poetisa – Cecília Meirelles

O destino do Recife que recomendaria a um turista –  Assistir ao encontro dos blocos líricos no Marco Zero

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domingo, 27 de abril de 2014

Coluna de Domingo - 3

Daniel Wolff. Foto: Divulgação.
  • PMs e guardas municipais apareceram com mais frequência no D. Lindu após o caso do quase rapto de uma criança no parque, denunciado pela mãe à imprensa. Por outro lado, é comum pais e mães perderem de vista seus filhos por lá - por culpa do celular, às vezes.
  • Muitos adolescentes compram bebida indiscriminadamente nas barracas da orla em frente ao D. Lindu; outros eventualmente utilizam maconha. Os que bebem curtem cerveja, caipirinha e vodca.
  • Daniel Wolff (foto) lançará seu primeiro CD de canções, Canção do Porto, no próximo dia 15 de maio, às 20h, em Porto Alegre. Ouça trechos no site oficial do violonista e compositor gaúcho.
  • Wolff, que recebeu oito indicações no último Prêmio Açorianos de Música (o Grammy do Rio Grande do Sul), terá duas obras estreadas em 2014 e está com apresentações agendadas em seis países.
  • Aproxima-se o lançamento do edital para o concurso da Câmara Municipal do Recife. Haverá também concurso da prefeitura municipal para gestor público.
  • Muitos estudantes de música de Pernambuco estão lamentando a extinção da orquestra formada por estudantes da Etapa Educativa do Mimo.
  • Aliás, não decolou a decisão do marketing da Mimo de mudar o gênero do festival: a maioria das pessoas continua a se referir a ele no feminino (a Mimo), mesmo que não haja mais a vinculação ao nome original do evento, Mostra Internacional de Música de Olinda.
  • Já Lu Araújo, idealizadora do festival e diretora geral, promete que as oficinas voltarão a Olinda este ano, em novo formato.
  • O violinista Sergio Ferraz faz pocket show hoje na Livraria Cultura do Shopping RioMar, às 16h.

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sábado, 26 de abril de 2014

Relação de consulados de Pernambuco

Consulado Americano no Recife. Foto: Arthur Mota / Folha de Pernambuco. Reprodução - via Google Imagens.
Já que o Recife vai receber uma quantidade de turistas maior e mais variada do que na Copa das Confederações, é bom ter à mão uma relação dos consulados que têm escritório em Pernambuco. Basta, então, baixar o PDF com a listagem oficial do Guia Consular de Pernambuco.

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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Inscrições abertas para os programas de intercâmbio da Aiesec

Quando cumpri estágio docência no mestrado, tive um aluno que era membro da Aiesec - instituição da qual eu nunca tinha ouvido falar. Daí a conheci e me empolguei com sua proposta, além de ter feito posteriormente dois cursos de conversação que ela promoveu, em inglês e espanhol.

Queria também ter participado de um programa de intercâmbio organizado pela Aiesec, mas eu já estava perto da idade limite de 30 anos que eles estipulam e não pude me habilitar. Porém, conheci vários intercambistas - chamados de aiesecers - e todos relatam o quanto foi importante as experiências de voluntariado vividas no exterior.

Por isso, fica a recomendação para conhecer melhor os programas de intercâmbio da Aiesec, caso você tenha entre 18 e 30 anos, e se aventurar em um deles.

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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Acompanhe tudo sobre turismo em Pernambuco

Imagem: site Quatro Estações, via Google Imagens.
O blog Viva Pernambuco Turismo ganhou o terceiro 3° lugar no concurso Top Blog (categoria "turismo", júri popular) em 2012. Nele você pode encontrar uma série de informações, como:
  • sugestões de roteiros;
  • ofertas de vagas nas áreas de hotelaria, turismo e afins;
  • lista de telefones úteis;
  • indicações de hotéis, pousadas, agências de turismo e locais de entretenimento.
Vale a pena conferi-lo.

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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Hablando con nuestros hermanos - 3

[Post final da série]


El betacismo

Prometímosselo y abrazándonos y echándonos su bendición, el uno tomó el viaje de Salamanca, el otro de Sevilla, y yo el de Alicante, adonde tuve nuevas que había una nave ginovesa que cargaba allí lana para Génova.

No espanhol de Castela, o fonema representado pela letra vê havia perdido a distinção em relação a seu fonema oposto, o da letra bê. Assim, aquela letra passou a ser preservada por questões etimológicas (da mesma maneira que mantivemos, em algumas línguas neolatinas, o agá antes de vogais), mas acabou sendo mantido em outras regiões da Espanha e restaurado em determinadas colônias no continente americano.

O betacismo (nome desse fenômeno de supressão do fonema vê em favor do bê – que na verdade aplica-se a qualquer indistinção ou troca entre os dois fonemas) e o lleísmo estão entre as peculiaridades fonéticas mais traiçoeiras para iniciantes na língua espanhola. Ouvir a palavra valle pela boca de um argentino e de un paraguaio em uma mesma conversa (soando como “bache” ou “baje” e “baie” ou “vaie”, respectivamente) é um exemplo.


El futuro compuesto

–Sepamos agora, Sancho hermano, adónde va vuesa merced. ¿Va a buscar algún jumento que se le haya perdido? –No, por cierto. –Pues ¿qué va a buscar? –Voy a buscar, como quien no dice nada, a una princesa, y en ella al sol de la hermosura y a todo el cielo junto.

Aqui no Brasil, é comum usarmos o futuro composto em lugar do futuro simples: “Vou trabalhar amanhã”, em vez de “Trabalharei amanhã”. O mesmo se dá na língua espanhola, porém é preciso observar que nela se exige preposição obrigatória entre os dois verbos (“voy A trabajar“), causando estranheza ao ouvinte nativo a sua omissão. O mesmo se aplica no uso do pretérito imperfeito do verbo ir: “Eu ia trabalhar” vira “Yo iba a trabajar“.


O futuro do subjuntivo

…sin gobierno salistes del vientre de vuestra madre, sin gobierno habéis vivido hasta ahora, y sin gobierno os iréis, o os llevarán, a la sepultura cuando Dios fuere servido

O futuro do subjuntivo é utilizado constantemente na língua portuguesa. Justo por isso, ele é causador de certa agonia quando aprendemos espanhol, onde – apesar de continuar existindo – ficou relegado à norma culta arcaica e foi substituído pelo presente do subjuntivo no uso cotidiano.

Dessa forma, se falamos “Quando eu for”, “Quando tu escreveres”, “Assim que ele tiver”, temos de nos acostumar a dizer em espanhol “Quando eu vá”, “Quando tu escrevas”, “Assim que ele tenha”, pra expressar ideias futuras (“Cuando yo vaya”, “Cuando tu escribas”, “Apenas él tenga”).

[Todas as citações dos posts desta série são do Dom Quixote de Cervantes]

terça-feira, 22 de abril de 2014

Daqui a um mês, pela primeira vez no Recife

Duas óperas do compositor norte-americano Gian Carlo Menotti. Imperdíveis.

O maior e mais bonito aeroporto em linha reta da América Latina

Bonito realmente ele é. Foto: Abdenildo Santos, via Google Imagens.
Nosso folclórico ufanismo nos fez comemorar pesquisa recente divulgada no site da revista Exame e que trazia em primeiro lugar, na preferência dos usuários, o Aeroporto Internacional do Recife / Guararapes / Gilberto Freyre (por que alguns dos aeroportos principais do país têm três denominações? Eu chamo o daqui de "Guararapes").

Na matéria, são explicados os aspectos considerados positivos pelos passageiros, e alguns dos negativos. Vou comentar aqui sobre estes últimos e mais outros não citados. Posteriormente, tentarei tirar um tempo para traduzir as informações mais importantes para o inglês e o espanhol.

Acesso via ônibus
Curiosamente, todas as capitais por onde passei no Brasil e onde precisei pegar ônibus - quais sejam, Rio, São Paulo, Curitiba e Salvador - dispõem de linhas que ligam o aeroporto ao Centro. Recife também.

Ainda por cima é uma linha opcional, cujos veículos possuem ar-condicionado, e com tarifa muito acessível: R$ 2,70 contra R$ 9,00 em média no Rio e R$ 32,00 em São Paulo (e nessas duas últimas capitais, as linhas são privativas, não de empresas do sistema urbano).

Qual o problema, então? O ônibus daqui não possui bagageiro - serve como mera linha urbana alternativa. E ninguém entende porque não se implanta esse serviço, seja na linha atual (042 - Aeroporto, da empresa Borborema), seja criando uma nova.

Uso do táxi
No Guararapes, existem os táxi pré-pagos e os comuns, mas mesmo assim sobretaxados (não sei se legalmente ou não). Ou seja, estes - mesmo com taxímetro - são mais caros do que os de fora do aeroporto. Se você não se importar em esperar, é possível por telefone pedir carros das cooperativas, desde que os espere no primeiro andar, onde ficam as entradas de embarque.

Passarela do metrô
A passarela que ligará o terminal de passageiros à estação do metrô mais próxima não se destinará aos transeuntes: será para quem for sair de um lugar com destino a outro. Isso evitará que pessoas usem o metrô sem pagar, saindo do terminal.

Bicicletário
Há uma barra de ferro colocada como bicicletário na pracinha em frente do antigo terminal de passageiros. Há outras duas para os funcionários do aeroporto, ou que trabalhem lá, colocadas dentro do estacionamento que fica entre ambos os terminais.

Segurança externa
Sair andando do aeroporto, 1. só se for para pegar ônibus no antigo terminal de passageiros (a 50m da saída mais ao sul do novo terminal) ou na pracinha citada, em frente a esse antigo terminal; 2. só se você tiver apenas bagagem de mão ou uma simples mochila e 3. não for noite.

O acesso do segundo andar que liga o novo terminal ao edifício-garagem é um tanto esquisito. Convém evitá-lo para não ser abordado por estranhos.

Elevadores
Infelizmente, só há dois disponíveis para os passageiros com bagagem (um de cada lado do vão central) e apertados. Estão construindo outros dois, mas não parece que ficarão prontos até a Copa.

Preços altos das refeições
Nisso, nenhum aeroporto brasileiro importante quer se diferenciar, não sei por quê. Aqui, idem.

Entre parênteses. A Casa dos Frios ganhou licitação do Governo do Estado (de Pernambuco) para instalar um restaurante popular. No entanto, boa parte das coisas que são vendidas no estande, que fica no segundo andar, não está na tabela exibida ao público e é mais cara (musse, quiche e sanduíche natural grande, por exemplo).

[Update em 28/04/14]

Reclamei isso em particular para a Ouvidoria da Infraero e recebi a seguinte resposta:

Em atenção ao Relato de Atendimento nº 4203/2014, ouvida a Superintendência Regional do Nordeste, Aeroporto Internacional do Recife - Guararapes/Gilberto Freyre, por meio do  despacho registrado no Sistema de Ouvidoria, fomos assim informados: "O concessionário foi notificado por meio do Ofício nº 714/RFCM/2014 para realização das medidas administrativas cabíveis. Intensificaremos a fiscalização para coibir a recorrência do problema"

Para quem trabalha no aeroporto e não pode gastar muito, a saída é ir em D. Riva, na curva final da rua Barão de Souza Leão. O estabelecimento nunca fecha; só não dá para pedir padrão de qualidade.

Atendimento na PF
Você pode até demorar a ser atendido na Polícia Federal, mas se estiver precisando de um passaporte pra logo, chegue até às 16h e aguarde o encaixe. Ponto positivo para as prisões de traficantes, sempre noticiadas na imprensa. É o aeroporto brasileiro onde os meliantes desse tipo são mais presos.

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segunda-feira, 21 de abril de 2014

Chamada de trabalhos: V Simpósio Internacional de Musicologia da UFRJ


A Escola de Música da UFRJ e o Programa de Pós-Graduação em Música da instituição anunciaram a realização do V Simpósio Internacional de Musicologia da universidade, de 11 a 15 de agosto de 2014. Os trabalhos a serem submetidos terão como tema: “Periódicos Musicais: História, Crítica e Políticas Editorais”.

O mote é para comemorar o aniversário de 80 anos da Revista Brasileira de Música, o primeiro periódico acadêmico da área de música no Brasil, e "convida a uma reflexão sobre os periódicos especializados e a imprensa periódica não especializada, em suas dimensões históricas e críticas, bem como seu papel na difusão do conhecimento da área de música nos diversos países da Europa e das Américas", diz o e-mail enviado pela Profa. Maria Alice Volpe, presidente do Conselho Editorial da publicação.

O evento visa a aproximar especialistas brasileiros e estrangeiros para debater tópicos como: história do periodismo musical, crítica musical, história da recepção, diálogos culturais, disseminação, transferência e apropriação de ideias, repertórios, estéticas, estilos, práticas musicais e ideologias, nacionalismo, migração e identidade, patrimônio e acervos, música, sociedade e política, estudos interdisciplinares em artes visuais, teatro, literatura, filosofia, história, sociologia e antropologia cultural, estratégias discursivas na relação entre arte e ciência, conhecimento e poder, e políticas científicas e editoriais atuais.

Os trabalhos devem ser submetidos até o dia 18 de maio de 2014 e a divulgação do resultado está prevista para 10 de junho de 2014. Mais informações: sim@musica.ufrj.br.

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domingo, 20 de abril de 2014

Coluna de Domingo - 2

Cussy de Almeida (1936-2010). Foto: Via blog PQP Bach.
  • Semana passada o professor de literatura Peron Rios, tricolor, pagou-me uma Antarctica Original em razão de aposta que fizemos quanto ao título da Copa do Nordeste.
  • Uma das razões pelas quais temos motoristas tão mal-educados nos coletivos do Recife é a preocupação dos donos de empresas de ônibus em perdê-los para a região de Suape, onde há demanda constante e boa remuneração. Se os patrões mandarem os grosseiros e atrasados pra rua, haverá problemas pra reposição, pois faltará mão-de-obra.
  • A Sinfônica do Estado de São Paulo e a Fundação Calouste Gulbenkian, de Lisboa, firmaram convênio para promover a encomenda e estreia de duas obras a cada ano, a partir de 2015. Uma de compositor brasileiro, outra de português.
  • Os primeiros convidados serão Luís Tinoco e o paulistano Aylton Escobar, que já foi regente da Sinfônica da Paraíba nos anos 1980. A notícia é da revista Concerto.

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sábado, 19 de abril de 2014

Curso de regência do Mimo em nova época do ano

Isaac Karabtchevsky. Foto: Tom Cabral/MIMO
O curso mais badalado do Mimo, inaugurado em 2007 e ministrado pelo maestro Isaac Karabtchevsky, sofreu uma grande mudança em sua concepção, anunciada esta semana pela produção do festival.

A partir de agora, o curso de regência acontecerá no meio do ano, na cidade de São Paulo - ou seja, não mais durante os dias de concertos do Mimo, que são em agosto e setembro.

A edição de 2014 será entres os dias 02 e 07 de julho e contará com 15 alunos participantes e 30 ouvintes. A assessoria de imprensa do Mimo informa ainda que a orquestra residente passa a ser a do Instituto Baccarelli, sediada na capital paulista.

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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Comungando longe das paróquias

Catedral de Orvieto, Itália.
Imagine, particularmente quem for católico romano, que você está de viagem, por exemplo, em uma cidadezinha do interior da Bulgária, do Líbano ou do sul da Índia, a turismo; é domingo e não há uma paróquia de rito latino (isto é, da Igreja de Roma) ou uniata (de igreja de rito oriental, como o bizantino, mas ligada a Roma); seria então possível receber a comunhão numa paróquia ortodoxa?

Consultei o advogado, catequista e professor de Direito Humberto Carneiro para sanar essa dúvida e a resposta, além de clara, é bastante interessante para recapitular a questão da validade dos sacramentos de outras igrejas, não obedientes ao Bispo de Roma.

"Pode sim [comungar]. O nome disso é communicatio in sacris ("comunicação nas coisas sagradas") revestida de licitude. Ela é permitida pelo Código de Direito Canônico em relação aos sacramentos da Penitência, Eucaristia e Unção dos Enfermos (extrema unção), desde que inexista perigo de erro/indiferença religiosa pelos católicos e em situações de grave e verdadeira necessidade (causa justa)", explica Humberto, que indica o respectivo dispositivo do CDC.

Cân. 844 — § 1. Os ministros católicos só administram licitamente os sacramentos aos fiéis católicos, os quais de igual modo somente os recebem licitamente dos ministros católicos, salvo o preceituado nos §§ 2, 3 e 4 deste cânon e do cân. 861, § 2.

§ 2. Todas as vezes que a necessidade o exigir ou a verdadeira utilidade espiritual o aconselhar, e desde que se evite o perigo de erro ou de indiferentismo, os fiéis a quem seja física ou moralmente impossível recorrer a um ministro católico, podem licitamente receber os sacramentos da penitência, Eucaristia e unção dos doentes dos ministros não católicos, em cuja Igreja existam aqueles sacramentos válidos.
 


No entanto, as igrejas onde existam "aqueles sacramentos validos" não abrangeriam as anglicanas e luteranas, ou melhor, as reformadas em geral, conforme acrescenta Humberto. 

"As luteranas, definitivamente, não mantiveram a sucessão apostólica desde os tempos de Lutero. Já os anglicanos perderam-na por ausência - em certo tempo da história - de intenção de 'fazer o que a Igreja faz', de modo que dali em diante não havia mais sucessão apostólica. Eles também agiam com 'defeito de forma'. A fórmula contida no Edwardine Ordinal era deficiente. Posteriormente eles voltaram a sagrar bispos com a intenção de fazer o que faz a Igreja e com a forma correta, contudo, já não tinham mais bispos validamente ordenados - com sucessão apostólica. Assim, o Papa Leão XIII, enfrentando essa questão no documento Apostolicae Curae, definiu que:

"Aderindo estritamente, neste caso, aos decretos dos pontífices, nossos predecessores, e confirmando-os mais completamente, e, como o foi, renovando-os por nossa autoridade, de nossa própria iniciativa e de conhecimento próprio, pronunciamos e declaramos que as ordenações conduzidas de acordo com o rito Anglicano foram, e são, absolutamente nulas e totalmente inválidas."

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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Hablando con nuestros hermanos - 2

[Post originalmente publicado no Blog da Revista Continente]

Yeísmo x lleísmo

¿A qué llamas apear, o a qué dormir? dijo Don Quijote. ¿Soy yo por ventura de aquellos caballeros que toman reposo en los peligros?

Lleísmo é como se denomina a presença do fonema original castelhano para o duplo ele, igual ao nosso ele agá. Já o yeísmo é a ausência dele, sendo substituído pelo fonema da letra ípsilon (nosso i intervocálico). Se em português, censuramos quem fala “trabaiá” em vez de “trabalhar”, no espanhol esse fenômeno tornou-se admissível ao longo do tempo e já é majoritário entre os nativos do idioma.

E aqui, subsequentemente, é necessário o brasileiro se acostumar às várias pronúncias do ípsilon na língua espanhola – saber no papel é uma coisa, durante a conversa é outra: a informação perde-se se não captada na velocidade do diálogo. A palavra payazo (palhaço), p. ex., pode nos soar como: “padjasso” (Caracas), “paiasso” (México/Chile) e “pajasso”/”pachasso” (Rio da Prata).

Para nós, lusofalantes, trata-se de fonemas distintos, mas a prática nos faz perceber que, em espanhol, estamos diante de um caso de alofonia (subvariações de um único fonema) – tal qual numa palavra como escola, a qual compreendemos mesmo que se diga “iscola”, “echcola” ou “ichcola”.

Já em países como Peru, Bolívia e Paraguai, a coexistência com idiomas indígenas (aimará, quéchua e guarani, respectivamente) tornou necessária a diferenciação entre o fonema original do duplo ele e o do ípsilon (e também da distinção entre os fonemas bê e vê – vide tópico Betacismo). Numa simples conversa via bate-papo, pode-se notar como os falantes yeístas mais jovens do idioma confundem grafias, como: valla em vez de vaya, ou cabayo por caballo.


Seseo, ceceo y distinción

Salió, en esto, don Quijote, armado de todos sus pertrechos, con el yelmo, aunque abollado, de Mambrino en la cabeza, embrazado de su rodela y arrimado a su tronco o lanzón.

Vocês já notaram que nos filmes de Almodóvar é frequente a aparição do som do tê-agá inglês nos diálogos entre os personagens? É que nas regiões centrais da Espanha existe uma distinção entre o fonema da letra esse, igual ao nosso, e o das letras cê e zê, que soam como o citado tê-agá britânico.

Nas demais regiões espanholas e em todas as suas ex-colônias, a distinção (tida como uma incômoda marca metropolita) se perdeu em favor da generalização do fonema da letra esse (fenômeno chamado de seseo). Já nas regiões rurais do sul da Espanha ocorreu o oposto: o fonema do tê-agá englobou indistintamente as letras esse, zê e cê, causando-nos a impressão de que todos têm língua presa (o ceceo).


Queísmo x dequeísmo

Contóles asimismo casi todas las aventuras que Sancho había contado, de que no poco se admiraron y rieron, por parecerles lo que a todos parecía…

Nos queixamos da má aplicação da regência de certos verbos quando usamos um pronome relativo, especialmente no caso do verbo gostar: sempre ouvimos, p. ex., “essa é a revista que gosto” em lugar de “essa é a revista de que gosto”, já que quem gosta, gosta DE alguma coisa. Na língua espanhola, a ausência da preposição “de”, em casos como esse, passou a ser tolerada e é comum no espanhol rioplatense. Não há o que se acrescentar nesse ponto, basta prestar atenção a ele.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Guararapes, sob o imaginário da fé

Foto: site oficial do IRB

Hoje haverá a inauguração da exposição Guararapes, sob o imaginário da fé, no Instituto Ricardo Brennand, com curadoria do historiador Leonardo Dantas Silva. O coquetel acontece das 19h30 às 22h e a entrada é mediante convite impresso. Quem desejar o convite, basta me solicitar (audicoes@gmail.com) que o encaminharei (já autorizado).

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terça-feira, 15 de abril de 2014

Você se acha um poeta?

Bernardo Souto (E) ao lado do poeta Ângelo Monteiro. Foto: Facebook.
Todo mundo tem um amigo que se intitula poeta, lança livros e povoa as redes sociais com seus versos. Alguns tratam seus amigos poetas com tolerância, outros com entusiasmo, outros os ignoram e por aí vai. Mas como reconhecer que você está ao lado de um poeta de talento, ou menos competente, se ele ainda não foi reconhecido pela crítica ou recebeu algum prêmio julgado por uma banca reconhecida?

É preciso ressalvar primeiro que a crítica não é um corpo unitário e burocrático e que prêmios funcionam de forma limitada para mapear a atividade artística, então é melhor o próprio leitor desenvolver seu julgamento. Para falar melhor sobre os critérios de julgamento básicos sobre poesia, recorri ao amigo e crítico literário Bernardo Souto, da revista Vila Nova, que eventualmente ministra cursos de apreciação literária no Recife. (Os grifos são do entrevistado.)

CEA Bernardo, o que é poesia (e o que ela não é)?
BERNARDO SOUTO Arte verbal rítmica, a poesia é uma maneira de expressar os estados de alma mais profundos, seja através de símiles, metáforas, metonímias ou outros tropos. Para Goethe, a poesia é a "voz do inefável"; para Paul Valéry, "é uma tentativa de representar ou restituir por meio da linguagem articulada aquelas coisas ou aquela coisa que os gestos, as lágrimas, as carícias, os beijos, os suspiros procuram obscuramente exprimir". 

O que não é poesia? Não é poesia todo discurso que recorra ao que Heidegger chamava de "falatório", que é uma estratégia retórica utilizada para evitar o confronto com os mistérios da existência e a sondagem do psiquismo profundo. Também não é poesia o texto (ainda que disposto em versos) alicerçado em lugares-comuns, frases feitas, ou qualquer outra espécie de automatismo discursivo.
 
A poesia pode prescindir da forma?
Não. Pode prescindir das chamadas formas fixas, dos versos rimados e metrificados que encontramos nos sonetos, nas baladas e nos rondós, por exemplo. Eis por que existem poemas em prosa de elevado valor estético, como os de Baudelaire, os de Rimbaud e os de Francis Ponge; existem também inúmeras composições em verso livre que se ombreiam esteticamente às obras-primas na poesia tradicional, como o poema Tabacaria, de Fernando Pessoa, ou as Elegias de Duíno, de R. M. Rilke, O importante é que o campo de força sonoro do poema esteja bem construído, sobretudo no caso do verso livre, e que haja consanguinidade entre as imagens e atmosfera coesa, sobretudo no caso do poema em prosa. Quanto ao que a crítica costuma chamar de poesia visual, não é poesia de forma alguma, visto que a palavra passa a exercer um papel subalterno dentro da composição.

Qual expressão de lirismo disposta arbitrariamente em versos é poesia?
Não há. T. S. Eliot –  que era exímio versilibrista –  dizia que o verso livre, lato sensu, não existe. Com este paradoxo, Eliot quis expressar a sua preocupação em relação aos aspirantes a poeta que não entendiam a verdadeira natureza do verso livre, tão bem expressada por Manuel Bandeira:

Verso livre cem por cento é aquele que não se socorre de nenhum sinal exterior senão o da volta ao ponto de partida, à esquerda da folha de papel: verso derivado de vertere, voltar. À primeira vista, parece mais fácil de fazer do que o verso metrificado. Mas é engano. Basta dizer que no verso livre o poeta tem de criar seu ritmo sem auxílio de fora. É como o sujeito que solto no recesso da floresta deva achar o seu caminho e sem bússola, sem vozes que de longe o orientem, sem os grãozinhos de feijão de João e Maria. Sem dúvida, não custa nada escrever um trecho de prosa e depois distribuí-lo em linhas irregulares, obedecendo tão-somente às pausas do pensamento. Mas isso nunca foi verso livre. Se fosse, qualquer um poderia pôr em verso até o último relatório do Ministro da Fazenda. Essa enganosa facilidade é causa da superpopulação que infestam agora as nossas letras. O modernismo teve isso de catastrófico: trazendo para a nossa língua o verso livre, deu a todo o mundo a ilusão de que uma série de linhas desiguais é poema. Resultado: hoje, qualquer subescriturário de autarquia em crise de dor de cotovelo, qualquer brotinho desiludido do namorado, qualquer balzaquiana desajustada no seu ambiente familiar se julgam habilitados a concorrer com Joaquim Cardozo ou Cecília Meireles.

Alguns – os bitolados – não conseguiram captar as sutilezas que há nas palavras de Eliot e de Bandeira, e por isso, de forma pueril, acreditam que qualquer composição em verso livre é subpoesia; outros, de maneira igualmente cretina, acham que as formas fixas estão  ultrapassadas. Um dia, espero, alcançaremos a sensatez do meio-termo.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Uso do subjuntivo - orações optativas

Foto: www.portugues.com.br
Um amigo próximo me manda uma dúvida sobre gramática. Ele viu na internet que uma canção norte-americana tinha um verso traduzido de duas formas aqui no Brasil - "esperamos que vejamos nossa bandeira tremular..." e "esperamos que veremos nossa bandeira tremular..." - e que alguém alegou que a segunda forma era a correta, pois "o subjuntivo representa dúvida e o indicativo certeza" da realização daquele desejo.
Não há como negar que esse equívoco foi baseado numa leitura gramatical muito superficial, para não dizer leiga.

Em "esperamos", existe uma ação concreta, o ato de esperar, enquanto que o verbo "vejamos" expressa um desejo, futuro e não concreto, por isso o primeiro verbo está no infinitivo e o segundo no subjuntivo.

Mas não é apenas por isso: temos um caso de período composto por uma oração principal e outra subordinada. Ora, em sentenças que exprimem "desejo, hipótese, dúvida, indignação, ordem ou proibição", a oração subordinada - nesses casos chamada de oração optativa - deve ser conjugada no subjuntivo.
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domingo, 13 de abril de 2014

Fundarpe seleciona pareceristas

A Diretoria de Gestão de Cultura do órgão receberá os formulários de inscrição e comprovantes de atividades em currículo até esta segunda. A remuneração é de 1 mil reais para um piso mínimo de até dez projetos e cem reais para avaliação de cada projeto adicional. Vejam mais informações via Facebook.

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Coluna de Domingo - 1

Rodrigo Carneiro Leão. Foto: Paulo Almeida/Folha de Pernambuco. Via Google Imagens.
Para o blog não ficar parado aos domingos, inauguro uma coluna semanal cujo nome não poderia ser mais prosaico, mas que também encaixa-se na medida.
  • Neste exato momento estarei fazendo a prova de nível médio para a Assembleia Legislativa de Pernambuco. Eu e mais umas 31 mil pessoas, para 40 vagas. Pelo menos será menos tensa do que a da semana passada, a de nível superior, que durou o dia inteiro e deixou muitos concorrentes com o corpo dolorido.
  • Estão sendo esperados 350 mil visitantes no Recife para a Copa do Mundo. No carnaval, em comparação, foram contabilizados 810 mil turistas. Os dados são da Secretaria de Turismo do Recife.
  • Folclóricos como são/somos, os pernambucanos temem intervenção de Putin para anexar a Torre Malakoff, no Recife Antigo. Conforme o boato, o presidente russo teria sinalizado a possibilidade de ação militar após saber que o prédio-monumento refere-se à Guerra da Crimeia, no séc. 19.
  • Os assaltos no entorno do Shopping RioMar são constantes e diários - e todos nos imediações sabem disso: polícia, funcionários e moradores. Há casos de roubo a tiros que não foram noticiados na imprensa.
  • Entre os esportes que o recifense passou a conhecer mais de perto com o projeto Recife Antigo de coração, que fecha o trânsito de veículos no bairro aos domingos em prol do lazer da população, estão o badminton, o rúgbi e o futebol americano.
  • Fontes não oficiais que conheço afirmam que cerca de 85% dos policiais militares do Estado de Pernambuco não deveriam portar arma, por apresentarem distúrbios psicológicos, e 55% respondem por crimes graves.
  • Rodrigo Carneiro Leão, cônsul do Uruguai em Pernambuco, informa que a demanda de trabalho no consulado - no célebre casarão do Uruguay Club, em Olinda - está sobrecomum, com a proximidade da Copa do Mundo.

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sábado, 12 de abril de 2014

Sobre intercâmbio com aulas de música e artes na Itália

Stefano Burbi. Foto: Wikipédia

Noutra postagem desta semana, me referi a uma matéria sobre museus musicais na Europa e mencionei também a possibilidade de se fazer um intercâmbio em escolas de italiano incrementado com aulas extra sobre música e artes.

Pois bem, já tive a oportunidade de estudar o idioma de Dante e Petrarca por duas semanas em Florença, em junho de 2008, no Istituto Italiano, com uma bolsa concedida por cortesia do diretor da escola, o maestro e compositor florentino Stefano Burbi.

Particularmente não foi das melhores decisões que tomei porque eu tinha ido a Europa para me aperfeiçoar em inglês e já não praticava italiano havia cinco anos - era para eu ter dado um intervalo entre o aprendizado de um idioma e outro, mas eu não sabia quando voltaria por aquelas bandas e achei melhor estudar em vez de "turistar".

Por outro lado, tive a chance de conhecer um sistema diferente de ensino, em que todos os estudantes sentam-se ao redor de uma mesa, com o professor à cabeceira, e cada um tem sua vez de responder os exercícios oralmente. Não só isso, porém.

De olho nos alunos de canto operístico e instrumentos musicais, e nos melômanos, o Istituto Italiano (assim como outras escolas de idioma na Toscana) oferece aulas específicas em outro turno. Assim, depois de estudar gramática e conversação pela manhã, você pode se aprofundar em linguagem dos libretos, dicção e canto, história da ópera ou técnica instrumental à tarde.

Para quem não é da área musical, há turmas - conforme a escola - de apreciação de vinhos, política, cultura geral, literatura, bijuteria, culinária e outros assuntos. E se você não puder pagar pelas aulas ou quiser frequentar uma programação mais leve, é possível assistir a palestras abertas ao público ou audições musicais.

Foi numa palestra no Istituto Italiano, sobre personagens femininas nas óperas de Puccini, que tive o prazer de conhecer o regista (diretor cênico) Egidio Saracino, com quem tenho contato até hoje via Facebook e que visitou o Brasil em 2010.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Arquitetura religiosa paulista de 1600 a 1870

Mateus Rosada. Foto: Facebook.
O doutorando em Arquitetura pela USP no campus de São Carlos Mateus Rosada (no Instituto de Arquitetura e Urbanismo) está desenvolvendo uma pesquisa inédita sobre igrejas históricas de São Paulo. Depois de ficar descontente com a abordagem quase nula do barroco religioso paulista sob a ótica arquitetônica - em contraste com a quantidade de pesquisas acerca do mesmo período em igrejas fluminenses, baianas, pernambucanas e mineiras -, Mateus decidiu empreender um vultoso estudo sobre 108 igrejas e capelas urbanas espalhadas por todo o Estado.

"Vi uma lacuna enorme sobre São Paulo. E há também pouquíssima sobre o barroco do Sul do Brasil, do Mato Grosso, Goiás, Piauí, Maranhão, mas fechei só no paulista porque senão eu não daria conta", explica o pesquisador. Segundo ele, apesar de existirem obras que tratem de uma ou duas igrejas em específico, há apenas um livro que trata especificamente do barroco paulista como um conjunto, de autoria de Percival Tirapelli (Igrejas paulistas: Barroco e Rococó). "Os demais falam do Brasil todo e abortam também São Paulo, e o de Tirapeli trata de fazer uma análise artística, e não arquitetônica", completa o orientando da professora olindense Maria Ângela Bortolucci.

Igreja da Ordem Terceira do Carmo, Santos - 4a. fase, rococó. Fotos: Mateus Rosada.

Update: Mateus preparou um álbum de fotos em seu perfil no Facebook e o disponibilizou também no Flickr. Leia um pouco mais sobre a pesquisa, abaixo.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Crítica sobre o filme Noé

Fonte: Wikipédia.
Não tenho tido tempo ver para ver filmes desde o início do ano, mas - se fosse para ir ver algum graças a uma crítica - iria pela que fez meu dileto amigo Pedro Isaac, de João Pessoa. Nada de considerações de linguagem e estética cinematográfica ou sobre a atuação dos atores. Bastou a mordacidade contra o que ele considerou deturpações de enredo original para que eu ganhasse interesse.

(...) Graças a ele, agora sei que Noé era assassino, genocida e praticamente um infanticida. Que ele foi o antecessor espiritual de Leonardo Boff com esse papo de que a humanidade precisa ser eliminada para que a Terra vire o Paraíso (...)

Confira o texto completo no Facebook.

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Hablando con nuestros hermanos - 1

[Post originalmente publicado em 2011, no Blog da Revista Continente]

Depois de duas sextas-feiras ausente (em viagens a Petrolina, apurando reportagens para as próximas edições da Continente, e a Buenos Aires, para um congresso acadêmico de musicologia), volto a postar aqui no blog – desta vez, não para falar de música clássica, mas da língua espanhola. Por sinal, nos próximos meses vocês vão me ler em outras seções da revista: vou dar um tempo em Sonoras e partir para Pernambucanas, Viagem, Cardápio, Leitura…

O que me instigou a escrever este post foram os constantes episódios que tenho testemunhado em conversas entre brasileiros e hispanofalantes nos últimos dois anos, quando passei a viajar para outros países latinoamericanos e, numa dessas saídas, aproveitei para fazer um intercâmbio no intuito de finalmente aprender o idioma cervantino.

Além da alta velocidade de fala dos interlocutores, os estudantes brasileiros sentem uma dificuldade recorrente quanto à pronúncia nativa de outros habitantes que não sejam do país onde ele se encontra (ou do qual eles tenham estudado).

Não vou-me ater aos já batidos casos de falsos cognatos, como embarazada (grávida), oficina (escritório), sello (carimbo) ou saco (sacola/paletó), nem às diferenças vocabulares entre nações e regiões, mas a padrões de pronúncia e construção frasal que a própria gramática hispânica reconhece e classifica, fornecendo macetes naturais para o aprendizado dos estrangeiros.

É. Confesso que estou numa vibe Dad Squarisi.


Tuteo x voseo

“–Y yo ni más ni menos –dijo la ventera–; porque nunca tengo buen rato en mi casa sino aquel que vos estáis escuchando leer; que estáis tan embobado, que no os acordáis de reñir por entonces”.

Apreciamos muito o uso do na língua espanhola, porém quem já foi à Argentina, ao Paraguai e/ou ao Uruguai pôde perceber que se usa majoritariamente o pronome vos (você), que ficou relegado a círculos restritos em regiões da Espanha e de outros países da América Latina, como o Chile, a Colômbia e a Costa Rica.

Aprendemos aqui no Brasil que “você” se traduz como usted, só que não propriamente: usted é um pronome de tratamento para pessoas com quem não temos proximidade e pode equivaler a “você” ou a “senhor(a)”.

O bom do voseo é a sua conjugação regularíssima: basta substituir o erre do infinitivo por esse e acentuar a vogal temática. Assim, dizemos [vos] hablás/comés/oís para os verbos hablar, comer e oír, por exemplo.
E outra: a conjugação do vos só existe, salvo casos raros e específicos, para o presente do indicativo, para o presente do subjuntivo (que vos enviés)* e para o imperativo. (Por sinal, o imperativo só existe na forma positiva em espanhol. O imperativo negativo é feito com o presente do indicativo: dessa forma, se diz espera tú e esperá vos, mas no esperes tú e no esperés vos.)

Nos demais tempos, usa-se o vos com a conjugação do : vos/tú cantarías, cantarás etc.
As poucas exceções na conjugação do vos ficam por conta dos verbos ser (vos sos, pres. indic., e sé tú/vos, imper.), ir (tu/vos vas, pres. indic., e andá vos, imper.) e ver (onde coincide com a conjugação do sempre).

Não estranhe também se você encontrar alguém que mescle o  com a conjugação do vos: tú hablás - um equivalente do nosso coloquial “tu vai”, aqui do Nordeste. Já no tempos de Cervantes, vos era empregado como vosotros (vós) e era conjugado segundo este (vide citação acima).

***

Essa conjugação do vos no subjuntivo é informal e somente soa bem com verbos da primeira conjugação (ar). Não é reconhecida pela Real Academia Espanhol.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Fan Page da presidente publica foto "meramente ilustrativa"

Emerson Raniere, amigo meu que mora no Canadá e está participando do programa Ciência Sem Fronteiras, denunciou que a página da presidente Dilma Rousseff publicou notícia sobre decisão da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) ilustrada com foto de uma parada de ônibus no Aeroporto de Toronto, justo onde ele reside atualmente.

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Pelas capitais da música clássica europeia

Cité de la Musique, Paris. Foto: acervo pessoal
Para os amigos e colegas do meio musical, aqui vai uma reportagem que preparei há quase dois anos pro site da Continente sobre museus musicais em algumas capitais da Europa, incluindo as vantagens da experiência de se fazer um intercâmbio com aulas de instrumento ou canto. O texto resume dicas reunidas nas duas vezes que fui pro Velho Continente e abrange as seguintes cidades: Praga, Varsóvia, Viena, Bruxelas, Paris, Londres, Dublin, Lisboa (e Estoril) e Florença. Vale a pena a visita a alguns lugares em especial, como a Cité de la Musique, o Museu dos Instrumentos Musicais de Bruxelas e a Haus der Musik.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Sport permanece como único campeão de 1987

Revelo em primeira mão as próximas manchetes do caso, após a decisão de hoje:
  1. Conselho de Segurança da ONU repudia tentativa de invasão do Flamengo à sede do Sport
  2. Flamengo apela ao Tribunal de Haia para obter a Taça das Bolinhas
  3. Em cartada final, Flamengo alia-se a Darth Vader e Lex Luthor
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Semana de Comunicação Pública de Pernambuco tem início nesta quarta

Professora Ana Veloso, da Unicap, uma das convidadas da 2a. SCPP. Foto: Facebook.
Amanhã, dia 09, começa a segunda edição da Semana de Comunicação Pública de Pernambuco, organizada pelo Núcleo de Televisão e Rádios Universitárias (NTVRU) e pelo Departamento de Comunicação da UFPE. O evento acontecerá no auditório do Centro de Educação (CE) da universidade e as oficinas serão ministradas no Centro de Artes e Comunicação (CAC). As oficinas e debates acontecerão até sexta, dia 11, e as inscrições estão abertas pelo site oficial do evento, que contém toda a programação.

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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Pegue sua caixa de rojões

Profa. Sophia Costa. Foto: Facebook.

Uma coleção intocada de embalagens à disposição e a curiosidade inata a um acadêmico foram os fatores que motivaram a professora Sophia Costa a dedicar sua dissertação de mestrado ao estudo das imagens de pacotes de fogos de artifício, que resultou no livro Fogos de artifício: Imagens, mitos e símbolos, lançado pela editora Edgard Blucher e à venda pela internet.

Tendo tido a oportunidade de folhear o livro, conversei com Sophia, que leciona no curso de Design no campus da UFPE em Caruaru, para que ela explicasse como surgiu a ideia da dissertação, que ganhou prêmio da própria universidade, e qual a abordagem que ela utilizou nos estudos. Quem quiser saber mais sobre o livro, é só postar um comentário.



CEA Sophia, como se deu a ideia da pesquisa?
SOPHIA COSTA A ideia da pesquisa se deu durante o curso [a graduação] de Design, quanto tive contato com o acervo de embalagens de fogos da Fundaj. Na verdade, a coleção tinha acabado de ser doada, e ninguém tinha mexido nela ainda. Sob orientação, fiz a monografia fazendo uma análise das imagens. O trabalho ganhou o prêmio Gastão de Holanda, do Departamento de Design da UFPE. Os professores sugeriram seguir a pesquisa em Antropologia, onde já havia uma professora de design estudando em sua pós, e me integrei ao Núcleo do Imaginário, onde se pesquisa sobre cultura, mitologia, psicologia etc. A orientadora da pesquisa do livro foi a Profa. Danielle Perin Rocha Pita, a fundadora do primeiro Núcleo de Estudos do Imaginário no Brasil, na UFPE. E foi a maior divulgadora dos Estudos do Imaginário pelo país.

Acervo FUNDAJ
Como foi o desenvolvimento dos estudos?
O desenvolvimento da pesquisa se deu novamente em analisar as imagens do acervo da Fundaj, mas dessa vez com um recorte: apenas imagens das décadas de 1950 a 2000. A ideia era fazer uma comparação de imagens, saber se elas refletiam o imaginário e a cultura de cada época, o que se manteve até hoje e no que mudou. Toda fundamentação é nas mitologias sobre o fogo e nos estudos da cultura. A técnica de análise foi a Mitocrítica, de Gilbert Durand. (Quando falo cultura, foco principalmente nas festas juninas brasileiras, que foram outro recorte, visto que o uso dos fogos é muito amplo, desde jogos de futebol a comícios políticos.)

Foto: Sophia Costa

Quais as imagens mais recorrentes entre as embalagens que serviram de amostra à pesquisa?
Estrelas, cenários noturnos... Na maior parte, elementos ligados ao céu, ao alto. Nas embalagens atuais, tem coisas como extraterrestres, foguetes etc. É sempre uma tentativa de religação com algo do alto (isso pode ser entendido como divindade, mesmo que seja um E.T.). Em todas as mitologias que estudei, não há nenhuma que ligue as divindades criadoras ao que está "abaixo". Sempre, sempre se ligam ao alto, seja indígena, africana etc. É a questão do inconsciente coletivo de que fala Jung. Essas imagens arquetípicas, inexplicavelmente, fazem essa associação.

Foto: Sophia Costa
Qual teu foco de pesquisa atual?
Atualmente, eu mais alguns colegas professores do curso de Design em Caruaru fundamos o GEIA (Grupo de Estudos Interdisciplinar do Imaginário no Agreste). As pesquisas estão paradas no momento, pois a coordenadora do grupo assumiu a coordenação do curso, e meu foco de trabalho e estudos tem sido na área de Design Editorial (desenvolvimento de livros, revistas, jornais) no qual tenho orientado projetos de conclusão de curso que seguem essa linha.

Acervo FUNDAJ

domingo, 6 de abril de 2014

Prova da Alepe ou "Dies Staffae"

Foto: Jarbas Araújo/Alepe
Hoje foi o dia da estafa para quem fez a prova de nível superior do concurso para a Assembleia Legislativa de Pernambuco. As quatro horas e meia para marcar as cem questões objetivas, pela manhã e início da tarde, foram justas (embora na minha sala houvesse quem saísse chorando por não ter conseguido preencher o cartão de respostas), mas as três horas para as duas provas discursivas, a partir do meio da tarde, foram um teste de resistência para o equilíbrio mental - nem digo o psicológico, mas o intelectual mesmo.

Cuidar de uma redação e de uma matéria jornalística seria confortável se isso não significasse, na prática, cuidar de dois tipos de estruturação, abordagem, escolha de vocabulário, estilística e estratégias de coesão diferentes. Dá uma hora para construir cada texto e mais meia para passá-lo a limpo (por conta disso, daqui deste post vou direto dormir para recobrar as energias).

Meu comentário breve sobre a prova:
  1. As questões objetivas gerais não trouxeram problemas - acrescente-se: para aqueles que fizeram cursinho preparatório, feito eu. Inclusive esperávamos questões mais difíceis.
  2. Quem teve aulas de Lei de Acesso à Informação e Lei de Previdência Complementar dos Servidores de Pernambuco não estudou em vão: houve uma questão de cada assunto na parte de Direito Administrativo.
  3. Português incomodou pela extensão dos textos e pela quantidade: três para 15 questões. Inglês trabalhou com um único texto para os seis quesitos, mas num nível bem mais difícil que nas provas anteriores que vi em aula, especialmente pelo vocabulário sobre política, pelos verbos frasais e pela complexidade do assunto, pouco familiar para nós (os entraves na Casa dos Representantes dos EUA quanto à discussão sobre a autorização para o aumento de limites orçamentários pro Executivo, diga-se, Obama).
  4. Raciocínio Lógico, tudo tranquilo. Regimento Interno, Financeiro e Constitucional, sem turbulências, embora neste não tenha havido pergunta sobre Constituição do Estado.
  5. As questões objetivas específicas, por sua vez, contemplaram questões muito técnicas de assuntos muito distintos entre si, como diagramação, fotojornalismo e tipos de impressão. Eu tinha a expectativa de mais questões sobre assessoria de imprensa, comunicação institucional e comunicação pública.
  6. Boa quantidade de perguntas sobre teorias da comunicação, legislação nos meios de comunicação e história do jornalismo no Brasil.
  7. Tema da redação, formidável (thanks to Rachel Sheherazade): Violência e justiça em tempos de modernidade excludente. Ou seja, "o que você acha dos casos de vingança com as próprias mãos noticiados ultimamente pelo Brasil?"
  8. Tema da reportagem: redigir uma matéria jornalística de 25 a 30 linhas a partir de uma entrevista com um pesquisador e professor da Universidade Estadual de Campinas para falar do lançamento de uma hipotética publicação a ser lançada pela Alepe sobre violência juvenil.
  9. O título deveria ter de 40 a 45 toques e o subtítulo/sutiã (mencionado como chamam no Sudeste, "linha fina") de 80 a 85 toques.
  10. Muita gente deve ter se dado mal nessa prova discursiva específica por conta de um erro de interpretação da atividade. O edital (e a capa dos próprios cadernos de prova que recebemos) falavam em pauta ou matéria. Isso quer dizer que a atividade seria uma OU outra coisa. Todavia o enunciado era bastante claro ao pedir uma matéria jornalística, tendo como parâmetro a publicação em um jornal diário de grande circulação.
  11. Falando com outras palavras: se o edital e o caderno de prova dissessem que teríamos de fazer um parecer, reportagem ou estudo de caso, iríamos preparados para fazer os três - mas não TODOS os três, somente um deles. Es decir, quem fez pauta, sinto muito: try again.
Update: seria muito problemático a banca pedir uma pauta, visto que não há um parâmetro seguro ou aproximado para a estruturação de uma, a não ser que a prova definisse os elementos, como ela fez ao definir a quantidade de toques pro título e subtítulo da matéria.

Mas, em tal caso, não haveria muito trabalho para o candidato propor - por exemplo - tema, histórico, abordagem, fontes (mais contatos) e equipamento necessário, pois inclusive ele teria mais condições de inventar, em vez de ser colocado à prova por suas habilidades textuais de ofício.

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sábado, 5 de abril de 2014

Qual o portal de notícias locais que você mais acessa?

Além dos portais ligados aos três grandes jornais impressos recifenses (NE10, Pernambuco.com e Folha PE) e do G1, ligado ao Globo.com, há o LeiaJá, fundado em 2011 por José Janguiê Diniz (do Centro Universitário Maurício de Nassau). Agora, surgiu o Cidade a 1000, cuja origem ainda é um mistério (nada consta no expediente deles).

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Roteiro personalizado para Buenos Aires



Visualizar Buenos Aires Turístico em um mapa maior 

O fotógrafo portenho Claudio Portela reside há anos no Recife (fomos vizinhos de prédio por uma época aqui em Boa Viagem), e tempos atrás preparou um roteiro personalizado no Google Maps, com comentários em espanhol.

O roteiro era para os amigos, conhecidos e clientes de seu estúdio que pediam indicações do que conhecer na capital argentina e seus arredores, mas está acessível a qualquer pessoa - clicando-se acima. Já estive quatro vezes em Buenos Aires e ainda não conheci metade do que tem no mapinha, portanto fica aí a preciosa dica.

Como anda Higino?

Higino de Sousa. Foto: Facebook.
Há dois anos e meio tive a chance de ir até Gravatá do Ibiapina, distrito de Taquaritinga do Norte (agreste pernambucano), para conhecer a Sociedade Musical 24 de Junho, que tocava um repertório só com músicas da MPB que falassem sobre flores, especialmente as cultivadas na cidade.

Lá, eu e Chico Ludermir (então estagiário de fotografia da Continente) fizemos amizade com Higino de Sousa, o clarinetista da foto do link acima, cujo avô fizera parte da mesma banda. Higino foi nosso cicerone durante os dois dias de estada na cidade e era o único integrante da 24 de Junho que também compunha, mesmo tão novo.

Dois anos e meio depois o procurei pelo Facebook para saber das novidades. A resposta à primeira pergunta minha ("Continua tocando na banda e compondo?") não poderia ter sido mais espontânea: "Continuo tocando na banda sim, como eu te disse naquela época: 'Me criei nessa banda e nela quero morrer'."

Higino - que ainda mora no mesmo endereço, na rua principal de Gravatá do Ibiapina - está se dedicando mais às artes cênicas, cursa o segundo ano do ensino médio, arrisca-se na stand up comedy e abriu a própria companhia teatral.

Ele também tem o cinema como meta, mas primeiro sonha em comprar uma câmera apropriada: "Faço cinema na medida do possível. É preciso uma porção de equipamentos que custam bem caro. Faço quando alguém me empresta um câmera de qualidade, senão fico apenas no teatro mesmo."

Higino ainda divide o tempo com as atividades de sua igreja e com o grupo de escoteiros da cidade. Mesmo não se ocupando mais integralmente com a música, ele é um dos muitos talentos revelados no país pelas sociedades filarmônicas.