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| Foto: Reprodução. |
Quando Reinaldo Azevedo tratou Oscar Niemeyer de "metade gênio, metade idiota" pelo menos explicou a razão do uso dos dois adjetivos. No artigo de Antunes, gostaria de encontrar uma justificativa ou uma contextualização defensável para a pecha de "velho burro". Até agora estou procurando.
A rigor, o discurso de Ariano ao idealizar o Movimento Armorial era o de que tinha trabalhado para resgatar as "verdadeiras" raízes da arte brasileira e fazer frente à invasão do "lixo" pop norte-americano. Foi um discurso que teve até alguma razão de ser naqueles tempos, mas que se revelou um falso dilema com o passar dos anos - da mesma forma que a implicância de Adorno com o jazz.
De toda maneira, o Movimento Armorial, como produto, rendeu muita coisa boa, esteticamente falando, ou seja, tratou-se de um discurso ideologizado e carregado nas tintas, porém de resultados artísticos de alto nível. Foi algo similar à imagem de homem das selvas que Villa-Lobos pintou de si mesmo na Europa, uma balela tremenda que serviu para justificar sua expressão musical genial.
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