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terça-feira, 29 de abril de 2014

Destaques na revista O Rosacruz

Museu Egípcio e Rosacruz. Foto: via Google Imagens.
Na edição de O Rosacruz deste trimestre (aqui está o sumário da edição anterior), destaco dois artigos sobre temas bem atuais: um sobre a influência da informação na sociedade, especialmente quanto aos efeitos negativos de notícias sensacionalistas propagadas pelos meios de comunicação de massa, e sobre a depressão, incluindo orientações para evitar quadros leves desse estado psíquico.

Outros artigos da edição atual de O Rosacruz abrangem: os aspectos místico-filosóficos das artes marciais japonesas, o simbolismo da abelha ao longo da história e a velha questão sobre Francis Bacon e Shakespeare (eles foram ou não foram a mesma pessoa?). A revista trimestral é de acesso livre - ou seja, a membros e não membros da Ordem Rosacruz, AMORC - e tem planos de assinaturas anuais e bianuais.

Em tempo, neste mês de maio o Museu Egípcio e Rosacruz, localizado em Curitiba, promove a exposição Onde tudo começou, patrocinada pelo Banco Itaú e em parceria com o Museu Nacional da UFRJ. A entrada é gratuita.

Todos os direitos reservados. Permitida a reprodução apenas parcial, salvo outra sob acerto prévio, citando-se a fonte e o link de origem em qualquer em qualquer circunstância.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Peças rosacruzes de Erik Satie

Satie por Suzanne Valadon. Foto: Wikipédia.
O compositor francês talvez seja o músico mais conhecido por sua ligação com os rosacruzes (embora não com a moderna AMORC, Antiga e Mística Ordem Rosacruz), tendo ingressado em 1891 num núcleo idealizado por Joséphin Péladan* e que reunia poetas simbolistas e artistas de inclinação antimaterialista, naturalista e não clerical: a Ordem da Rosacruz Católica, do Templo e do Graal, a rigor um movimento místico-cultural de matiz gnóstico.

A Ordem funcionou no Salão da Rosa+Cruz (que, na verdade, teve seis endereços diferentes), o qual servia a exposições e récitas musicais e literárias, mas também a reuniões de estudos e rituais dos rosacruzes.

Satie foi designado compositor oficial do Salão e, com isso, tinha a incumbência de criar música incidental para as cerimônias secretas do grupo, do que resultaram: Salut drapeau!, Le fils des étoiles e Sonneries de la Rose Croix, peça para piano solo em três movimentos (Ária da Ordem, Ária do Grande Mestre e Ária do Grande Prior).

Contudo, o compositor deixou a fraternidade em 1892 - por discordar do rótulo de que era discípulo de Péladan - e, bem a ver com sua acentuada excentricidade, fundou a Igreja Metropolitana da Arte de Jesus, o Líder, cujo único membro era ele mesmo e para a qual escreveu algumas outras peças.

***

* Joséphin Péladan, romancista de família católica devota e místico ligado ao reavivamento do movimento martinista em Paris, ao lado de Papus e Stanislas de Guaita. Mais tarde, no século 20, a Ordem Martinista passou a funcionar sob coordenação da AMORC, de modo que seus membros necessariamente são também membros da Ordem Rosacruz.