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| Paulo Arruda (primeiro plano) com o violonista André Maria. Foto: Gustavo Pimentel. |
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quinta-feira, 27 de março de 2014
OSR executa obra de Paulo Arruda
terça-feira, 9 de julho de 2013
Reestreia da OSR
A Sinfônica do Recife já tem data para a sua reestreia, sob regência de Marlos Nobre: 28 de agosto.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
A polêmica da audiência
(Para encerrar a série de postagens que teve como tema a audiência pública sobre a Sinfônica do Recife, na última quinta pela manhã.)
Rita Marize, diretora do Santa Isabel, havia passado um bilhete para o vereador André Régis informando que o site do teatro tem um link destinado à orquestra, posto que o vereador havia dito que a OSR não tinha um site próprio.
André Régis reagiu incisivo: "O que tem no site do teatro é inadmissível para a história da orquestra", e defendeu que a OSR é uma instituição independente do Santa Isabel e deve possuir um site próprio (a rigor, acrescento que tanto a OSR quanto o Santa Isabel deveriam ter, ademais, um assessor de imprensa cada uma).
Marlos Nobre acrescentou que no site do teatro ainda constava o nome de Osman Gioia como regente titular (o que foi corrigido em menos de 24h) e a secretária de cultura Leda Alves, ao perguntar quanto dos músicos sabia que a orquestra tinham um site, só viu quatro braços levantados - para sua própria surpresa.
O vereador retomou a palavra e perguntou a Rita Marize se o Santa Isabel está capacitado para dar as condições de trabalho necessárias para a orquestra, posto que encontrou o arquivo da OSR deteriorado. "Está em situação de miséria", resumiu.
Rita, que assumiu a diretoria do teatro em abril, respondeu que o teatro não tem tanto espaço e que se está fazendo um levantamento nele, dizendo ainda que tudo da OSR está sendo respeitado. Porém, não retrucou acerca do arquivo da orquestra.
Alguns músicos, por sua vez, reclamaram entre si, na plateia, porque não estão tendo mais acesso ao banheiro social do teatro - e os dos camarins não comportam tanta gente, sendo para uso individual.
Rita Marize, diretora do Santa Isabel, havia passado um bilhete para o vereador André Régis informando que o site do teatro tem um link destinado à orquestra, posto que o vereador havia dito que a OSR não tinha um site próprio.
André Régis reagiu incisivo: "O que tem no site do teatro é inadmissível para a história da orquestra", e defendeu que a OSR é uma instituição independente do Santa Isabel e deve possuir um site próprio (a rigor, acrescento que tanto a OSR quanto o Santa Isabel deveriam ter, ademais, um assessor de imprensa cada uma).
Marlos Nobre acrescentou que no site do teatro ainda constava o nome de Osman Gioia como regente titular (o que foi corrigido em menos de 24h) e a secretária de cultura Leda Alves, ao perguntar quanto dos músicos sabia que a orquestra tinham um site, só viu quatro braços levantados - para sua própria surpresa.
O vereador retomou a palavra e perguntou a Rita Marize se o Santa Isabel está capacitado para dar as condições de trabalho necessárias para a orquestra, posto que encontrou o arquivo da OSR deteriorado. "Está em situação de miséria", resumiu.
Rita, que assumiu a diretoria do teatro em abril, respondeu que o teatro não tem tanto espaço e que se está fazendo um levantamento nele, dizendo ainda que tudo da OSR está sendo respeitado. Porém, não retrucou acerca do arquivo da orquestra.
Alguns músicos, por sua vez, reclamaram entre si, na plateia, porque não estão tendo mais acesso ao banheiro social do teatro - e os dos camarins não comportam tanta gente, sendo para uso individual.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Frases da audiência sobre a OSR
"O que a gente viveu [sobre as crises na OSR de uns anos pra cá] não é nenhum cataclismo. Agora temos de olhar pra frente". Leda Alves, secretária de cultura do Recife.
"Quem pensa em projeto pessoal em uma ação coletiva [a reestruturação da orquestra] só vai prejudicar". Idem
"Não vamos brincar como menino buchudo, como menino amarelo. Aqui é todo mundo crescido". Idem
"Tenham certeza de que vocês têm um líder amável, mas também exigente". Marlos Nobre, regente titular interino, aos músicos da OSR
"Os músicos emprestam seus instrumentos à cidade [não recebendo adicional de manutenção] e cada instrumento vale mais que muitos anos de salário de seus donos". Vereador André Régis
"Nunca houve uma época de ouro da OSR porque ela ainda virá. Estamos trabalhando para isso. Mas é certo que nunca houve um período tão ruim quanto os últimos doze anos [aplausos]". Idem
"Nós da oposição estamos sempre à disposição do governo e a Comissão [de Educação, Cultura, Esportes e Turismo da Câmara Municipal] tem membros do governo também. A causa da orquestra é suprapartidária". Idem
"A preocupação com a vida do artista é uma prioridade. E o trabalho de uma orquestra é suprepartidário". Elyr Alves, violista da OSR.
"Apoio a condução da questão por André Régis. Quero participar e contribuir. A orquestra [OSR] representa a alma da cidade: existe para nos dar prazer, para nos dar cultura". Vereador Raul Jungmann
"Quem pensa em projeto pessoal em uma ação coletiva [a reestruturação da orquestra] só vai prejudicar". Idem
"Não vamos brincar como menino buchudo, como menino amarelo. Aqui é todo mundo crescido". Idem
"Tenham certeza de que vocês têm um líder amável, mas também exigente". Marlos Nobre, regente titular interino, aos músicos da OSR
"Os músicos emprestam seus instrumentos à cidade [não recebendo adicional de manutenção] e cada instrumento vale mais que muitos anos de salário de seus donos". Vereador André Régis
"Nunca houve uma época de ouro da OSR porque ela ainda virá. Estamos trabalhando para isso. Mas é certo que nunca houve um período tão ruim quanto os últimos doze anos [aplausos]". Idem
"Nós da oposição estamos sempre à disposição do governo e a Comissão [de Educação, Cultura, Esportes e Turismo da Câmara Municipal] tem membros do governo também. A causa da orquestra é suprapartidária". Idem
"A preocupação com a vida do artista é uma prioridade. E o trabalho de uma orquestra é suprepartidário". Elyr Alves, violista da OSR.
"Apoio a condução da questão por André Régis. Quero participar e contribuir. A orquestra [OSR] representa a alma da cidade: existe para nos dar prazer, para nos dar cultura". Vereador Raul Jungmann
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Expectativa para a audiência pública da OSR
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| Foto: Facebook/perfil pessoal. |
Quinta que vem acontecerá a audiência pública proposta pelo vereador André Régis e aprovada pela Câmara Municipal para discutir a situação atuação da Sinfônica do Recife. Nos próximos dias, iria publicar depoimentos de importantes personalidades que acompanham a questão e que me responderiam sobre o que pensam da iniciativa dessa discussão a portas abertas com a sociedade.
A primeira convidada foi a professora Ana Lúcia Altino Garcia, pianista e diretora executiva do Virtuosi, bastante conhecida das plateias de concertos recifenses e que confirmou a presença do marido, maestro Rafael Garcia, para falar na audiência como diretor artístico do Virtuosi.
No entanto, os demais convidados, gente com quem sempre tive abertura, decidiram não se manifestar - por motivos desconhecidos, que não compreendi a princípio, mas que estou começando a compreender agora. Assim, ficam aqui apenas as palavras de professora Ana Lúcia Altino Garcia.
**
Eu não acredito que uma audiência pública resolva alguma coisa mas sem dúvida nenhuma é um passo para mostrar a situação da OSR atual, como ela se encontra, suas dificuldades, os problemas salariais, a falta de uma programação, enfim tudo que já se sabe e o que se deve fazer para melhorar e principalmente para resgatar a credibilidade que hoje não existe. É certamente uma forma de mobilizar a sociedade para a importância de uma orquestra sinfônica numa cidade como o Recife assim como para os problemas que afligem a orquestra hoje, e para a busca de soluções que irão depender unicamente da vontade política. Que não seja apenas uma audiência pública, mas várias, até que se encontre o ponto de equilíbrio entre o artístico e o material fazendo com que a OSR retome suas atividades e atenda os anseios de seus músicos. Acho que é essa nossa esperança.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Audiência pública sobre a OSR
Agora à tarde houve audiência pública no plenário da Câmara Municipal para discutir a situação da Orquestra Sinfônica do Recife, cujos músicos compareceram em peso e ocuparam todo um lado da arquibancada do plenário.
Com cerca de metade dos vereadores presentes - exclusive o presidente da casa, vereador Vicente André Gomes (PSB) -, o vereador André Régis (PSDB) ocupou a tribuna durante cinco minutos para recapitular alguns aspectos que marcam a atual crise da sinfônica (que se arrasta desde 2006, na verdade).
Régis, presidente da Comissão de Educação, Cultura, Turismo e Esportes da Câmara, reforçou que todos os grandes centros urbanos do mundo têm uma orquestra sinfônica e que portanto a audiência não era para debater se uma sinfônica é necessária ou não, mas sobre o que se poderia fazer em favor da sinfônica que o Recife possui desde 1930.
Ele relatou ter visitado o Santa Isabel para conversar com os músicos da OSR por quatro vezes desde o início de seu mandato para entender porque ela praticamente não estava mais tocando: "Estamos em junho e só dois concertos foram realizados. Outros dois concertos [um na última quarta, dia 29] foram cancelados de última hora com o público do lado de fora do Teatro, sem explicações". (De fato, até hoje nenhuma explicação foi dada para os cancelamentos.)
Por fim, o vereador disse que ouviu músicos de outras orquestras e membros da sociedade civil para entender o que estava se passando; alertou que o cargo de maestro titular estava em aberto; e enfatizou que os músicos da OSR precisam ser respeitados.
Com o microfone aberto no plenário, o vereador Henrique Leite (PT) elogiou a iniciativa da audiência mas reclamou que a discussão sobre a OSR não poderia ser partidarizada, pois nunca houve uma política pública para a orquestra.
A rigor, não havia sido mencionado na audiência que a situação era culpa do PT. O vereador petista estava se antecipando a que tal acusação fosse feita. Porém, aproveitando o embalo, é bom que se diga que o PT não foi responsável ativamente pela crise da Sinfônica: foi passivamente, omitindo-se às demandas levadas pelos músicos.
É só comparar a direção artística de Osman Gioia com a de Carlos Veiga, através, p. ex., dos CDs gravados por ambos, para se constatar que, se não havia uma política pública para a OSR ou para a música clássica em geral no município, havia uma melhor qualidade artística no final dos anos 1990, quando Roberto Magalhães dirigia a prefeitura municipal. Também não desejo politizar o debate - não é necessário e não vai ajudar em nada -, mas é um fato que precisa ser contraposto.
(Tenhamos em mente, sobretudo, o que a orquestra pede na atualidade. Vide entrevista abaixo com Gueber Santos. Isso é o importante pra OSR no momento.)
Por fim, o resumo da ópera: o tema não ocupou dez minutos da sessão da Câmara, não se chegou a nenhuma conclusão ou promessa em favor da orquestra e nenhum novo evento ou discussão a respeito foi marcado pela casa. Nenhum dos músicos foi convidado a falar ou a mandar pronunciamento por escrito, muito menos ninguém da população, e não havia cidadão inglês algum para ver o debate. Então, é de se perguntar: qual passo adiante foi dado após a tarde de hoje?
Reatualização da postagem: o que aconteceu na Câmara, conforme explica a matéria do portal LeiaJá, foi a aprovação de um requerimento de autoria do vereador André Régis para que fosse marcada a referida audiência pública. Esta ficou datada para o próximo 20 de junho e já tem presença esperada de várias pessoas do meio musical erudito recifense.
Com cerca de metade dos vereadores presentes - exclusive o presidente da casa, vereador Vicente André Gomes (PSB) -, o vereador André Régis (PSDB) ocupou a tribuna durante cinco minutos para recapitular alguns aspectos que marcam a atual crise da sinfônica (que se arrasta desde 2006, na verdade).
Régis, presidente da Comissão de Educação, Cultura, Turismo e Esportes da Câmara, reforçou que todos os grandes centros urbanos do mundo têm uma orquestra sinfônica e que portanto a audiência não era para debater se uma sinfônica é necessária ou não, mas sobre o que se poderia fazer em favor da sinfônica que o Recife possui desde 1930.
Ele relatou ter visitado o Santa Isabel para conversar com os músicos da OSR por quatro vezes desde o início de seu mandato para entender porque ela praticamente não estava mais tocando: "Estamos em junho e só dois concertos foram realizados. Outros dois concertos [um na última quarta, dia 29] foram cancelados de última hora com o público do lado de fora do Teatro, sem explicações". (De fato, até hoje nenhuma explicação foi dada para os cancelamentos.)
Por fim, o vereador disse que ouviu músicos de outras orquestras e membros da sociedade civil para entender o que estava se passando; alertou que o cargo de maestro titular estava em aberto; e enfatizou que os músicos da OSR precisam ser respeitados.
Com o microfone aberto no plenário, o vereador Henrique Leite (PT) elogiou a iniciativa da audiência mas reclamou que a discussão sobre a OSR não poderia ser partidarizada, pois nunca houve uma política pública para a orquestra.
A rigor, não havia sido mencionado na audiência que a situação era culpa do PT. O vereador petista estava se antecipando a que tal acusação fosse feita. Porém, aproveitando o embalo, é bom que se diga que o PT não foi responsável ativamente pela crise da Sinfônica: foi passivamente, omitindo-se às demandas levadas pelos músicos.
É só comparar a direção artística de Osman Gioia com a de Carlos Veiga, através, p. ex., dos CDs gravados por ambos, para se constatar que, se não havia uma política pública para a OSR ou para a música clássica em geral no município, havia uma melhor qualidade artística no final dos anos 1990, quando Roberto Magalhães dirigia a prefeitura municipal. Também não desejo politizar o debate - não é necessário e não vai ajudar em nada -, mas é um fato que precisa ser contraposto.
(Tenhamos em mente, sobretudo, o que a orquestra pede na atualidade. Vide entrevista abaixo com Gueber Santos. Isso é o importante pra OSR no momento.)
Por fim, o resumo da ópera: o tema não ocupou dez minutos da sessão da Câmara, não se chegou a nenhuma conclusão ou promessa em favor da orquestra e nenhum novo evento ou discussão a respeito foi marcado pela casa. Nenhum dos músicos foi convidado a falar ou a mandar pronunciamento por escrito, muito menos ninguém da população, e não havia cidadão inglês algum para ver o debate. Então, é de se perguntar: qual passo adiante foi dado após a tarde de hoje?
Reatualização da postagem: o que aconteceu na Câmara, conforme explica a matéria do portal LeiaJá, foi a aprovação de um requerimento de autoria do vereador André Régis para que fosse marcada a referida audiência pública. Esta ficou datada para o próximo 20 de junho e já tem presença esperada de várias pessoas do meio musical erudito recifense.
Novas perspectivas para a OSR
Hoje à tarde, as atenções do poder legislativo municipal estarão voltadas para a Orquestra Sinfônica do Recife, que será tema de audiência pública na Câmara Municipal, no Parque Treze de Maio. Antes de o debate começar, procurei um dos integrantes da Comissão de Músicos da OSR, a qual denunciou - mais uma vez - a situação da orquestra à imprensa e à sociedade e lancei-lhe três perguntas. Confiram as respostas do claronista e clarinetista Gueber Santos, que resumem as reivindicações da sinfônica mais antiga do Brasil em atividade ininterrupta.
1. Qual é a orquestra que os músicos da OSR visualizam, isto é, como é a Sinfônica do Recife que seus integrantes desejam?
Esperamos ter uma Orquestra Sinfônica que cumpra melhor o seu papel na cidade do Recife. Para isso, precisamos oferecer à população recifense concertos de qualidade, que façam parte de um programa artístico maior, ou seja, de uma Temporada Anual de Concertos. É imprescindível que o público saiba quando será e qual será o programa executado em cada concerto da OSR para que, dessa forma, possa acompanhá-la mais de perto. Nesse sentido, a criação de uma website para a orquestra figura como uma importante ferramenta tecnológica. Desejamos, ainda dentro do quesito programação, contar com a participação de renomados regentes e solistas convidados. Seria interessante termos em nossa programação artística a participação de artistas pernambucanos que se destacam no exterior, a exemplo dos violoncelistas Antonio Meneses e Leonardo Altino, do oboísta Isaac Duarte, do compositor Marlos Nobre, do maestro Lanfranco Marceletti, entre outros. Também destaco a importância dos concertos didáticos, realizados para alunos das escolas públicas da rede municipal (e por que não ampliar para a rede estadual também, por meio de parcerias entre a Prefeitura do Recife e o Governo do Estado?), bem como os concertos populares realizados em praças públicas. Além disso, gostaríamos de ter uma série de Grandes Concertos Populares, realizados dentro do teatro, com a participação de grandes artistas regionais e nacionais, a fim de incentivarmos cada vez mais a presença do público no teatro. Precisamos também contar com a colaboração do regente assistente (cargo desativado pela gestão anterior da OSR), pois cada regente (Titular, Auxiliar e Convidados) desempenha um importante papel na vida artística de uma orquestra. Bem, finalmente, desejamos um modelo de gestão para a OSR que ofereça propostas e projetos em parceria com os músicos da orquestra.
2. Num cenário com um novo regente, os músicos da OSR estão dispostos a serem remanejados numa eventual ação como as que aconteceram na Osesp no final dos anos 90 e da OSB em 2011?
Acreditamos que medidas drásticas como esta apenas deveriam ser tomadas quando esgotadas todas as possibilidades de diálogo e de engajamento do músico em questão nesse novo projeto para a Orquestra Sinfônica do Recife. Um diretor artístico competente e experiente saberá, sem dúvida, conduzir esse processo da melhor forma possível, pois antes de ser um regente, ele deve ser acima de tudo um gestor.
3. Em que consiste o plano de carreira cujo projeto tramita na Câmara?
O Plano de Cargos e Carreira da categoria especial Músicos da Orquestra Sinfônica do Recife consiste numa necessária reestruturação salarial para os músicos da orquestra. Além de reparar a defasagem salarial que existe hoje na OSR (em comparação com os salários praticados nas demais orquestra do país), o PCC representa um investimento a longo prazo na orquestra, que atualmente se encontra em processo de sucateamento e corre o risco de se extinguir. Infelizmente, hoje a nossa orquestra figura como um "degrau" momentâneo na carreira dos nossos músicos, pois estes, assim que conseguem algum outro vínculo empregatício que valorize mais o seu trabalho, abandonam legitimamente a OSR em busca de melhores condições de vida. A implantação do PCC é imprescindível para reverter esse quadro (nos últimos anos vários colegas pediram demissão da orquestra) e buscar escrever daqui para frente uma nova história, pois precisamos oferecer melhores condições salariais aos músicos a fim de que os nossos próximos concursos atraiam músicos experientes, capazes de colaborar com esse novo projeto artístico que tanto almejamos para a OSR.
1. Qual é a orquestra que os músicos da OSR visualizam, isto é, como é a Sinfônica do Recife que seus integrantes desejam?
Esperamos ter uma Orquestra Sinfônica que cumpra melhor o seu papel na cidade do Recife. Para isso, precisamos oferecer à população recifense concertos de qualidade, que façam parte de um programa artístico maior, ou seja, de uma Temporada Anual de Concertos. É imprescindível que o público saiba quando será e qual será o programa executado em cada concerto da OSR para que, dessa forma, possa acompanhá-la mais de perto. Nesse sentido, a criação de uma website para a orquestra figura como uma importante ferramenta tecnológica. Desejamos, ainda dentro do quesito programação, contar com a participação de renomados regentes e solistas convidados. Seria interessante termos em nossa programação artística a participação de artistas pernambucanos que se destacam no exterior, a exemplo dos violoncelistas Antonio Meneses e Leonardo Altino, do oboísta Isaac Duarte, do compositor Marlos Nobre, do maestro Lanfranco Marceletti, entre outros. Também destaco a importância dos concertos didáticos, realizados para alunos das escolas públicas da rede municipal (e por que não ampliar para a rede estadual também, por meio de parcerias entre a Prefeitura do Recife e o Governo do Estado?), bem como os concertos populares realizados em praças públicas. Além disso, gostaríamos de ter uma série de Grandes Concertos Populares, realizados dentro do teatro, com a participação de grandes artistas regionais e nacionais, a fim de incentivarmos cada vez mais a presença do público no teatro. Precisamos também contar com a colaboração do regente assistente (cargo desativado pela gestão anterior da OSR), pois cada regente (Titular, Auxiliar e Convidados) desempenha um importante papel na vida artística de uma orquestra. Bem, finalmente, desejamos um modelo de gestão para a OSR que ofereça propostas e projetos em parceria com os músicos da orquestra.
2. Num cenário com um novo regente, os músicos da OSR estão dispostos a serem remanejados numa eventual ação como as que aconteceram na Osesp no final dos anos 90 e da OSB em 2011?
Acreditamos que medidas drásticas como esta apenas deveriam ser tomadas quando esgotadas todas as possibilidades de diálogo e de engajamento do músico em questão nesse novo projeto para a Orquestra Sinfônica do Recife. Um diretor artístico competente e experiente saberá, sem dúvida, conduzir esse processo da melhor forma possível, pois antes de ser um regente, ele deve ser acima de tudo um gestor.
3. Em que consiste o plano de carreira cujo projeto tramita na Câmara?
O Plano de Cargos e Carreira da categoria especial Músicos da Orquestra Sinfônica do Recife consiste numa necessária reestruturação salarial para os músicos da orquestra. Além de reparar a defasagem salarial que existe hoje na OSR (em comparação com os salários praticados nas demais orquestra do país), o PCC representa um investimento a longo prazo na orquestra, que atualmente se encontra em processo de sucateamento e corre o risco de se extinguir. Infelizmente, hoje a nossa orquestra figura como um "degrau" momentâneo na carreira dos nossos músicos, pois estes, assim que conseguem algum outro vínculo empregatício que valorize mais o seu trabalho, abandonam legitimamente a OSR em busca de melhores condições de vida. A implantação do PCC é imprescindível para reverter esse quadro (nos últimos anos vários colegas pediram demissão da orquestra) e buscar escrever daqui para frente uma nova história, pois precisamos oferecer melhores condições salariais aos músicos a fim de que os nossos próximos concursos atraiam músicos experientes, capazes de colaborar com esse novo projeto artístico que tanto almejamos para a OSR.
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