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sábado, 8 de agosto de 2026

Convite para o lançamento do "Ensaio sobre a música armorial"

Foto: Lucas Emanuel / Divulgação

No próximo sábado (15), às 15h, a Academia Pernambucana de Letras recebe a cerimônia de lançamento de meu mais novo livro: “À guisa de arcadas de rabeca e ponteados de viola: ensaio sobre a música armorial”.

Produzido com incentivo do Funcultura (Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura), o ensaio empreende uma análise estética e crítica a partir do repertório estabelecido pela Orquestra Armorial de Câmara de Pernambuco e pelo Quinteto Armorial, nos anos 1970.

O evento, com entrada gratuita, contará com a destinação de uma parte da tiragem ao público, mediante preenchimento de formulário online.

[Confira mais detalhes sobre o lançamento]

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Música armorial explicada em inglês e espanhol


A música armorial é inspiradora e importante demais para ser conhecida apenas por poucos. E não só conhecida, como também analisada e compreendida.

Por isso, com a atualização de meu e-book Introdução à música armorial, agora também estão disponíveis na Amazon as traduções para espanhol e inglês.

Confira os links: PORTUGUÊS | ESPAÑOL | ENGLISH

***

Introdução à Música Armorial oferece uma visão concisa e didática sobre o repertório dos grupos musicais ligados ao Movimento Armorial, detalhando suas raízes conceituais, antecedentes estéticos, características e desdobramentos.

A obra aborda a influência de marcos como a Semana de Arte Moderna de 1922 e o Manifesto Regionalista de 1926, as ideias de Mário de Andrade e Camargo Guarnieri, e as reações a movimentos musicais contemporâneos como a Bossa Nova e a Tropicália.

Aborda ainda a importância de César Guerra-Peixe e a preparação de Ariano Suassuna na formação do movimento, explicando a simbologia instrumental e as marcas de estilo da música armorial, além de mapear a atuação de grupos fundamentais como a Orquestra Armorial e o Quinteto Armorial, e a geração de novos compositores que seguiram ou reinterpretaram essa estética.

O e-book, em suma, busca entender a complexidade e o legado duradouro da música armorial.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

Música armorial vira tema de e-book didático


Livro escrito pelo crítico Carlos Eduardo Amaral aborda influências e características da sonoridade dos grupos armoriais

Impulsionados pelo escritor Ariano Suassuna, a Orquestra Armorial de Câmara de Pernambuco e o Quinteto Armorial encantaram ouvintes ao longo dos anos 1970 e entraram na História da Música Brasileira pelas contribuições estéticas que estabeleceram. Além disso, abriram caminho para outros grupos, como a efêmera Orquestra Romançal Brasileira e o Quarteto Romançal.

No entanto, poucos ouvintes (e até mesmo poucos músicos) conseguem definir “o que é música armorial”. Na ausência de uma bibliografia fora do meio acadêmico que abordasse os aspectos conceituais e de estilo da sonoridade armorial, o jornalista, crítico musical, pesquisador e compositor Carlos Eduardo Amaral desenvolveu um livro didático em versão eletrônica.

Introdução à música armorial” é dividido em quatro capítulos, que abordam as raízes conceituais, os antecedentes estéticos, as características e os desdobramentos da música produzida durante o auge do Movimento Armorial. De leitura rica ágil, enriquecida com links para vídeos e artigos externos, o livro está à venda na Amazon.

“O capítulo mais importante do e-book certamente é o que fala das características daquilo que reconhecemos hoje como ‘sonoridade armorial’. Porém é necessário compreender as composições armoriais desde os eventos que influenciaram a música brasileira nos anos 1920 até o surgimento de grupos e compositores posteriores aos anos 1970”, comenta o autor, que planeja publicar um ensaio crítico sobre música armorial ainda em 2024.

Assim, o leitor é levado a recapitular marcos importantes do nacionalismo nas artes, como a Semana de Arte Moderna de 1922, o Manifesto Regionalista de 1926, o Ensaio sobre a música brasileira (1928), de Mário de Andrade, e a Carta aberta aos músicos e críticos do Brasil (1950), de Mozart Camargo Guarnieri, bem como compreender o papel crucial de compositores como César Guerra-Peixe e do escritor Ariano Suassuna.

O AUTOR
CARLOS EDUARDO AMARAL (Olinda, 1980) é jornalista, crítico musical, escritor, compositor, arranjador, pesquisador e mestre em Comunicação pela UFPE. Na mesma universidade, graduou-se em Jornalismo e concluiu pós-graduação lato sensu em Jornalismo e Crítica Cultural.

Como pesquisador, foi agraciado com prêmios da Fundação Nacional de Artes (Funarte), da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) e do Ministério da Cultura, além da Medalha Biblioteca Nacional — Ordem do Mérito do Livro.

Publicou pela Cepe Editora cinco livros que têm como protagonistas compositores referenciais da música pernambucana: Clóvis Pereira – No Reino da Pedra Verde, Maestro Formiga – Frevo na tempestade, Maestro Duda – Uma visão nordestina, Getúlio Cavalcanti – Último regresso e Jota Michiles – Recife, manhã de sol.

No campo da literatura, publicou os romances Sem relva e Sem gado, os Contos sobre a morte desprovidos de morbidez e Ide em paz – Um ensaio sobre arte e crítica de arte. Como compositor, escreveu mais de trinta peças para instrumentos solistas, conjuntos de câmara e orquestra sinfônica, além de arranjos de diversos gêneros musicais.

SERVIÇO
Livro: Introdução à música armorial
Autor: Carlos Eduardo Amaral
Preço: R$ 16,99
Vendas: Amazon

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Palestra aborda origens e legado da música armorial

Ilustração: Victor Luiz



Palestra aborda origens e legado da música armorial

Jornalista e crítico musical Carlos Eduardo Amaral apresenta uma contextualização histórica e estética de artistas e grupos influenciados pelo ideário artístico de Ariano Suassuna

No próximo sábado (19), às 10h, o jornalista, escritor e crítico musical Carlos Eduardo Amaral irá ministrar a palestra “Música armorial: da gênese à contemporaneidade”, dirigida a profissionais, especialistas e estudiosos das áreas de arte, cultura, música e jornalismo. O evento, que tem inscrições gratuitas e vagas limitadas, acontecerá na sede da Orquestra Criança Cidadã, no Quartel do Cabanga. Os interessados devem enviar o currículo para o e-mail pb_amaral@hotmail.com.

A palestra, contemplada pela Lei Aldir Blanc Recife 2021, tem o objetivo de proporcionar uma análise estética (tanto conceitual como estilística) das obras musicais criadas no contexto do Movimento Armorial, nos anos 1970, bem como das que o antecederam e das que foram escritas em décadas posteriores, sob influência daquela primeira leva de composições. O conteúdo será dividido em quatro momentos, ao longo de duas horas e meia de exposição.

“Embora o Movimento Armorial tenha sido uma tendência de forte influência até os dias atuais, especialmente no contexto da arte pernambucana, ainda poucas são as publicações, mesmo acadêmicas, que enfocam a produção musical estimulada pelas orientações de Ariano Suassuna e pelas contribuições de César Guerra-Peixe, ou que se aprofundem no âmbito estético dessa produção musical, que ainda impacta a criação de novas composições artísticas”, explica Amaral, sobre a motivação para a elaboração da palestra.

PROGRAMA
Momento 1: As raízes conceituais da música armorial
- A Semana de Arte Moderna de 1922 e o Manifesto Regionalista de 1926.
- O Ensaio sobre a música brasileira, de Mário de Andrade, e a Carta aberta aos músicos e críticos do Brasil, de Mozart Camargo Guarnieri, em 1950.
- O realismo socialista e o II Congresso Mundial dos Compositores Progressistas (Praga, 1948).
- Uma reação indireta à bossa nova, à Jovem Guarda e à Tropicália.

Momento 2: Os antecedentes da música armorial
- O nacionalismo na música brasileira de concerto entre os anos 1930 e 1960: Villa-Lobos, Francisco Mignone, Oscar Lorenzo Fernández, Camargo Guarnieri e José Siqueira.
- A importância de César Guerra-Peixe para o Movimento Armorial.
- A preparação realizada por Ariano Suassuna.

Momento 3: As características da música armorial
- Orquestra Armorial X Quinteto Armorial.
- Os grupos romançais.
- Contribuições bissextas.
- Grupos de música popular no esteio do Movimento Armorial.

Momento 4: Os desdobramentos da música armorial
- O refrigério e o revigoramento.
- Repensando as antigas propostas.
- Outros compositores surgiram.
- Uma nova geração encaminhada.

O PALESTRANTE
CARLOS EDUARDO AMARAL (Olinda, 1980) é jornalista, crítico musical, escritor, compositor, arranjador, pesquisador e mestre em Comunicação pela UFPE como bolsista da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe). Na mesma universidade, graduou-se em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo e concluiu pós-graduação lato sensu em Jornalismo e Crítica Cultural.

Como pesquisador, foi agraciado com prêmios da Fundação Nacional de Artes (Funarte), da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) e do antigo Ministério da Cultura; organizou a “Coletânea de crítica musical – Alunos da UFPE” (edição independente, 2010); colaborou com o livro “O ofício do compositor” (Editora Perspectiva, 2012) e apresentou trabalhos acadêmicos sobre música e ativismo político, no Canadá, e música armorial, na Argentina.

Como escritor e crítico musical, publicou pela Cepe Editora cinco livros-reportagem que têm como protagonistas compositores referenciais da música pernambucana (os quatro últimos compõem o selo Frevo, Memória Viva, idealizado pelo autor):

“Clóvis Pereira – No Reino da Pedra Verde” (2015)
“Maestro Formiga – Frevo na tempestade” (2017)
“Maestro Duda – Uma visão nordestina” (2018)
“Getúlio Cavalcanti – Último regresso” (2018)
“Jota Michiles – Recife, manhã de sol” (2019)

Publicou, ainda, os romances “Sem relva” e “Sem gado”, os “Contos sobre a morte desprovidos de morbidez” e “Ide em paz – Um ensaio sobre arte e crítica de arte”. E, como compositor, escreveu mais de trinta peças para instrumentos solistas, conjuntos de câmara e orquestra sinfônica, além de arranjos diversos.

SERVIÇO
[PALESTRA]
“Música armorial: da gênese à contemporaneidade”
Ministrador: Carlos Eduardo Amaral
Local: Sede da Orquestra Criança Cidadã – 7° Depósito de Suprimento do Exército Brasileiro
Endereço: R. Gen. Estilac Leal, 439, Cabanga
Inscrição: Gratuita
Número de vagas: 20
Inscrições via e-mail: pb_amaral@hotmail.com (enviar currículo anexado)

***

terça-feira, 3 de setembro de 2019

In memoriam Jarbas Maciel (1933-2019)

Foto: Roberta Guimarães
Soube ontem do falecimento do professor Jarbas Maciel, aos 86 anos, no último sábado – professor de Filosofia, Estética, Matemática, Física e ainda músico (violista da Orquestra Armorial) e grande leitor de livros espiritualistas.

Levarei a honra de ter feito a última entrevista com ele, para a Revista Continente, em 2014.

E foram anos de tentativa até ele poder me receber novamente (a primeira entrevista havia sido para um trabalho da universidade, em 2002), devido à sua luta contra uma longa doença.

Um sábio pleno, que agora fez sua transição.

Bem, se quiserem ter uma ideia desse gênio, convido-os à leitura. E deixo abaixo o primeiro movimento de uma das pouquíssimas músicas que escreveu, mas que se tornou marco do repertório armorial: a suíte A Pedra do Reino.

terça-feira, 9 de abril de 2019

O recolhimento de um discreto polímata

Foto: Arthur Mota - Folha PE / Reprodução

Em setembro de 2014 a Revista Continente publicou um perfil que fiz sobre o professor Jarbas Maciel. Foi a última vez que ele recebeu um jornalista.

E ali ficou registrada uma palavra de reconsideração do Armorial para com o Manguebeat. Um registro histórico, que passou despercebido.

Basta folhear abaixo:

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Rara gravação de arranjo de Clóvis Pereira: "Repente", de Zoca Madureira

Repente, de Antônio José Madureira (mais conhecido como "Zoca" Madureira), é uma das obras mais conhecidas do repertório armorial. Em um CD lançado pela Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte, no início do século, Repente recebeu um arranjo magistral de Clóvis Pereira, sob encomenda para o álbum. Por se tratar do melhor arranjo já feito pelo compositor, disponibilizo o áudio dele, que mantenho guardado há anos em um CD gravável caseiro. As fotos de diversos momentos da carreira de Clóvis, são do meu livro Clóvis Pereira - No Reino da Pedra Verde, da Cepe Editora.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Seven armorial works to be heard


To introduce some friends musicians abroad to the armorial music I've prepared a simple list with seven works to be heard. They are mandatory to comprehend the style of such kind of nationalist classical music with roots in the inland folk music from the Northeastern states of Brazil.

  1. Três peças nordestinas (Three Northeastern pieces), by Clóvis Pereira - I. No Reino da Pedra Verde (At the Green Stone Kingdom), II. Aboio, III. Galope.
  2. Mourão, by César Guerra-Peixe and Clóvis Pereira.
  3. Toré, by Antonio José "Zoca" Madureira.
  4. Toada e desafio, by Capiba.
  5. Rasga, by Antonio Carlos Nóbrega.
  6. Cipó branco de Macaparana, by Cussy de Almeida.

Update: All those works were from the 1970s, when the Armorial Movement was active, but one can not forget a later work of 1996, the Missa de Alcaçus (Alcaçus Mass) by Danilo Guanais.

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terça-feira, 27 de maio de 2014

Anais da 20° Conferência da Associação Argentina de Musicologia

Foto: Facebook.
Silvina Luz Mansilla (foto), pesquisadora do Instituto Nacional de Música Carlos Vega, divulgou os anais da conferência realizada em agosto de 2012 em Buenos Aires. Participei daquele evento apresentando o resumo do artigo que está da página 55 a 66, intitulado Investigación de contrasentidos en las premisas estéticas de la música armorial. Mas todos os trabalhos cujas exposições acompanhei foram muito interessantes. Vale a pena a leitura para os que são da área de música.

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