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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Palestra aborda origens e legado da música armorial

Ilustração: Victor Luiz



Palestra aborda origens e legado da música armorial

Jornalista e crítico musical Carlos Eduardo Amaral apresenta uma contextualização histórica e estética de artistas e grupos influenciados pelo ideário artístico de Ariano Suassuna

No próximo sábado (19), às 10h, o jornalista, escritor e crítico musical Carlos Eduardo Amaral irá ministrar a palestra “Música armorial: da gênese à contemporaneidade”, dirigida a profissionais, especialistas e estudiosos das áreas de arte, cultura, música e jornalismo. O evento, que tem inscrições gratuitas e vagas limitadas, acontecerá na sede da Orquestra Criança Cidadã, no Quartel do Cabanga. Os interessados devem enviar o currículo para o e-mail pb_amaral@hotmail.com.

A palestra, contemplada pela Lei Aldir Blanc Recife 2021, tem o objetivo de proporcionar uma análise estética (tanto conceitual como estilística) das obras musicais criadas no contexto do Movimento Armorial, nos anos 1970, bem como das que o antecederam e das que foram escritas em décadas posteriores, sob influência daquela primeira leva de composições. O conteúdo será dividido em quatro momentos, ao longo de duas horas e meia de exposição.

“Embora o Movimento Armorial tenha sido uma tendência de forte influência até os dias atuais, especialmente no contexto da arte pernambucana, ainda poucas são as publicações, mesmo acadêmicas, que enfocam a produção musical estimulada pelas orientações de Ariano Suassuna e pelas contribuições de César Guerra-Peixe, ou que se aprofundem no âmbito estético dessa produção musical, que ainda impacta a criação de novas composições artísticas”, explica Amaral, sobre a motivação para a elaboração da palestra.

PROGRAMA
Momento 1: As raízes conceituais da música armorial
- A Semana de Arte Moderna de 1922 e o Manifesto Regionalista de 1926.
- O Ensaio sobre a música brasileira, de Mário de Andrade, e a Carta aberta aos músicos e críticos do Brasil, de Mozart Camargo Guarnieri, em 1950.
- O realismo socialista e o II Congresso Mundial dos Compositores Progressistas (Praga, 1948).
- Uma reação indireta à bossa nova, à Jovem Guarda e à Tropicália.

Momento 2: Os antecedentes da música armorial
- O nacionalismo na música brasileira de concerto entre os anos 1930 e 1960: Villa-Lobos, Francisco Mignone, Oscar Lorenzo Fernández, Camargo Guarnieri e José Siqueira.
- A importância de César Guerra-Peixe para o Movimento Armorial.
- A preparação realizada por Ariano Suassuna.

Momento 3: As características da música armorial
- Orquestra Armorial X Quinteto Armorial.
- Os grupos romançais.
- Contribuições bissextas.
- Grupos de música popular no esteio do Movimento Armorial.

Momento 4: Os desdobramentos da música armorial
- O refrigério e o revigoramento.
- Repensando as antigas propostas.
- Outros compositores surgiram.
- Uma nova geração encaminhada.

O PALESTRANTE
CARLOS EDUARDO AMARAL (Olinda, 1980) é jornalista, crítico musical, escritor, compositor, arranjador, pesquisador e mestre em Comunicação pela UFPE como bolsista da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe). Na mesma universidade, graduou-se em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo e concluiu pós-graduação lato sensu em Jornalismo e Crítica Cultural.

Como pesquisador, foi agraciado com prêmios da Fundação Nacional de Artes (Funarte), da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) e do antigo Ministério da Cultura; organizou a “Coletânea de crítica musical – Alunos da UFPE” (edição independente, 2010); colaborou com o livro “O ofício do compositor” (Editora Perspectiva, 2012) e apresentou trabalhos acadêmicos sobre música e ativismo político, no Canadá, e música armorial, na Argentina.

Como escritor e crítico musical, publicou pela Cepe Editora cinco livros-reportagem que têm como protagonistas compositores referenciais da música pernambucana (os quatro últimos compõem o selo Frevo, Memória Viva, idealizado pelo autor):

“Clóvis Pereira – No Reino da Pedra Verde” (2015)
“Maestro Formiga – Frevo na tempestade” (2017)
“Maestro Duda – Uma visão nordestina” (2018)
“Getúlio Cavalcanti – Último regresso” (2018)
“Jota Michiles – Recife, manhã de sol” (2019)

Publicou, ainda, os romances “Sem relva” e “Sem gado”, os “Contos sobre a morte desprovidos de morbidez” e “Ide em paz – Um ensaio sobre arte e crítica de arte”. E, como compositor, escreveu mais de trinta peças para instrumentos solistas, conjuntos de câmara e orquestra sinfônica, além de arranjos diversos.

SERVIÇO
[PALESTRA]
“Música armorial: da gênese à contemporaneidade”
Ministrador: Carlos Eduardo Amaral
Local: Sede da Orquestra Criança Cidadã – 7° Depósito de Suprimento do Exército Brasileiro
Endereço: R. Gen. Estilac Leal, 439, Cabanga
Inscrição: Gratuita
Número de vagas: 20
Inscrições via e-mail: pb_amaral@hotmail.com (enviar currículo anexado)

***

sexta-feira, 18 de março de 2016

Nova casa: Orquestra Criança Cidadã


Como alguns já devem saber, agora estou ao lado de uma grande orquestra, fruto de um grande projeto musical, nascido no Recife, que literalmente vi nascer: a Orquestra Criança Cidadã, ainda conhecida pelo nome de batismo de Orquestra dos Meninos do Coque.

Após passar pelo processo seletivo aberto pela OCC, assumi a assessoria de comunicação e imprensa da OCC no último dia 10 com o desafio de potencializar a projeção de imagem dos "Meninos do Coque" no ano em que completam uma década de existência.

Por isso, a expectativa é de muito trabalho e muita responsabilidade, mas as atuais integrantes da equipe são bem participativas: Devanise Mendes (assistente de comunicação na sede), Tamíz Freitas (assistente de comunicação do Núcleo Ipojuca) e Aline (assistente de design).

A primeira mobilização acontecerá em breve: o lançamento do DVD da OCC com a violinista japonesa Yoko Kubo, gravado em Roma, em novembro de 2015. O álbum, com os concertos para violino de Bach (BWV 1041 a 1043) está de primeira, e metade da tiragem de 10 mil exemplares será doada para as obras de benemerência do Vaticano.

No mais, obrigado a todos pelas palavras de incentivo.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Bandoneon e orquestra à noite, no D. Lindu

Rodolfo Mederos. Foto: Consulado da Argentina no Recife/Divulgação.
Atendendo a convite do cônsul da Argentina no Recife, Jaime Beserman, estarei no concerto de logo mais no Teatro Luiz Mendonça, pelas celebrações dos 214 anos da Revolução de Maio. As atrações são a Orquestra Criança Cidadã, regida pelo argentino radicado na Paraíba Gustavo Paco de Gea, e o bandoneonista Rodolfo Mederos, que veio a Pernambuco especialmente para a ocasião. Serão colocados à disposição do público 400 ingressos, que começarão a ser distribuídos às 17h.

Todos os direitos reservados. Permitida a reprodução apenas parcial, salvo outra sob acerto prévio, citando-se a fonte e o link de origem em qualquer em qualquer circunstância.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Orquestra Criança Cidadã inicia construção de sua sede

Foto: Thiago Medeiros, via Flickr
Desde dezembro que está sendo preparada a construção da sede da OCC, no mesmo bairro onde ela tem desenvolvido, desde 2006, suas atividades: o Cabanga. O projeto, executado pela Odebrecht e com apoio da Lei Rouanet, prevê juntamente uma sala de concertos com capacidade para 816 pessoas - um pouco maior do que a do Teatro Santa Isabel, por exemplo. Para saber melhor sobre as novidades do grupo, a OCC possui uma revista que pode ser acessada online e já vai na décima quinta edição.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Concerto da OCC hoje no D. Lindu

A Orquestra Criança Cidadã dos Meninos do Coque realiza seu primeiro concerto da temporada hoje à noite às 19h30, no Teatro Luiz Mendonça, Parque Dona Lindu. No repertório, a Primeira de Beethoven "entre outros clássicos".