quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Mais duas partituras finalizadas


Primeiro foi a Ladainha do Sagrado Coração de Jesus, op. 07, dedicada ao coral Contracantos, aqui do Recife, regido pelo professor Flávio Medeiros. É uma partitura para coro misto, com inclusão opcional de baixo contínuo e intermezzi instrumentais improvisatórios entre as seções. Sem o contínuo, dura cerca de cinco minutos; com ele, a duração é ad libitum.


E, semana passada, adaptei para quinteto de cordas o Estudo armorial n° 1, escrito originalmente para duo de violoncelos, sendo rebatizado como Xaxado, toada e galope, op. 16, remetendo (agora de modo explícito) à forma mais comum de suítes musicais do Movimento Armorial: alegre, lento e vivo, mas sob nomes e ritmos folclóricos nordestinos.

A motivação do Xaxado, toada e galope foi prestar homenagem a um dos grupos de câmara mais renomados do Nordeste brasileiro, o Quinteto da Paraíba, que completou 25 anos de carreira agora em 2014 e tem em sua discografia um dos CDs de música clássica mais emblemáticos gravados pela Kuarup, Armorial & Piazzolla, em cujo concerto da lançamento estive em 1995, em João Pessoa.

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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Aprendendo a ouvir Música Clássica

As palestras com o caro colega e jornalista Irineu Franco Perpétuo, dentro da programação do XVII Virtuosi, acontecem na Livraria Cultura do Paço Alfândega nos dias 9, 10 e 11 de dezembro, às 10h. Clique na imagem para se inscrever.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Interlúdio das Nove Horas / Nine O'Clock Interpolation - música incidental


O uso de música de fundo é prática nas sessões maçônicas e de organizações paramaçônicas desde sempre, porém pouco se vê hoje em dia o uso de música ao vivo nessas cerimônias, e desde Mozart Jean Sibelius, até onde se tem notícia, cessou o uso de música incidental maçônica - isto é, de peças criadas especialmente para para tais ocasiões (trilhas sonoras para teatro e cinema são exemplos de música incidental).

No caso da Ordem DeMolay, nunca foi feita música incidental para suas reuniões. Também não seria necessário hoje em dia, pois, com a ajuda dos recursos audiovisuais à disposição, pode montar uma seleção musical específica para cada ocasião, Mesmo assim, para resgatar um antigo costume maçônico, decidi escrever uma peça simples para uma das partes das cerimônias DeMolay.

O Interlúdio das Nove Horas é um momento de pausa obrigatório nos trabalhos ritualísticos públicos ou secretos da Ordem DeMolay, especialmente quando coincide com as vinte e uma horas, onde os membros da Ordem realizam uma oração em gratidão a seus pais. Para esse intervalo, criei uma peça curta, de cerca de um minuto e meio, para flauta e cravo, dedicada a dois Seniores DeMolay do México que são instrumentistas: Gonzalo Pastrana Cárdenas e Miguel Montes.

A peça (que pode ser executada em qualquer combinação de instrumento de madeira ou corda friccionada solista mais instrumento de teclado ou harpa) será estudada pelos dois músicos para depois ser gravada e disponibilizada para as reuniões. Aqui está a partitura para quem quiser ir se antecipando.

O plano mais amplo era o de criar uma trilha sonora completa para sessões ordinárias e especiais da Ordem DeMolay, no entanto esse envolve uma orquestra sinfônica e um coro, que demandam custos altos e tempo para ensaio. Mantenho por enquanto a esperança para uma chance futura.

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The employ of background music is a common proceeding in masonic and para-masonic meetings since ever, but nowadays it's rarely seen the usage of live music - and specific incidental music is not composed perhaps since Mozart. In case of the Order of DeMolay such kind of music was not created before, Anyway it would not be needed in our days because of all audio-visual resources we have available, which allow us to create a soundtrack for each different occasion. Even this way, to rescue that old usage, I've decided to write a single piece for one of the parts of DeMolay meetings.

The Nine O'Clock Interpolation is a mandatory moment of pause in public and secret DeMolay works, specially at 9 p.m., when DeMolay members pray in gratitude to their parents. For this break time I've created a short piece for flute and harpsichord, with a duration about a minute and a half, dedicated to two Mexican DeMolay Seniors who are instrumentists: Gonzalo Pastrana Cárdenas and Miguel Montes.

The piece (that can be played in any combination of soloist either woodwind or bowed string and keyboard or harp) will be studied by the musicians to then be recorded and spread for download. Here is the score for those who want to play it soon. The most comprehensive plan was to compose a whole soundtrack for all kind of DeMolay meetings, however this project involves a symphony orchestra and a choir, which requires high costs and time for rehearsal. I keep while this the hope for a future chance.

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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Lançamento de PsicoPOIESISgrafia, de Ivanubis


O livro com 68 poemas será lançado nesta quinta, dia 13, na Saraiva do RioMar Shopping às 19h, com apresentação do Quarteto Encore. O quarteto de cordas irá tocar Quimiophantasía, do próprio Ivanubis.

Sobre a peça musical, o compositor comenta:

O neologismo se refere à química do próprio cérebro, o qual autoadministra a substancia intangível da phantasía (do grego). Todavia, não significa ser necessariamente um tratamento de cura, trata-se de um organismo independente do querer consciente. A peça retrata alguns aspectos da mente dentro de seu incomensurável universo.

O primeiro movimento, Labirintos do inconsciente, representa uma viagem por dentro do íntimo. É um lugar dentro de nós que não nos pertence... Onde sempre nos perdemos ao viajar por ele, e o acesso ao mesmo muitas vezes se dá pela desorientação, guiados pela psique objetivando atravessar as fronteiras da sanidade para conhecer a nós mesmos.

O segundo movimento, Valsa dos mortos, assume nossos sonhos de vida que morreram em meio à estrada da vida e entretanto permanecem em nosso interior. Sonhos esses que são desenterrados do inconsciente e valsam assombrosamente nos salões da tormenta. A tensão é sobre a tênue linha entre emoção e a razão, nos mantendo a beira de um colapso do eu.

O terceiro movimento, Andamentos a-temporais, enquadra as mudanças de nossa percepção de tempo e do que esta fora dele. A segunda palavra do título é a junção de duas outras, 'atemporal' e 'temporal', justamente para ilustrar um imaginário de tempestades que acontecem em nosso ser durante o passar do tempo vivido, mas que não é cronometrado no biológico e vive no desconhecido do inconsciente.

A edição de PsicoPOIESISgrafia é de Paulo Arruda e a capa, das mais bem desenhadas, é trabalho de Adriano Rocha (foto e design gráfico) sobre conceito do poeta e compositor. Detalhe: o quadro na foto também é de Ivanubis, em acrílico sobre MDF

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sábado, 8 de novembro de 2014

Osesp estreia obra de Clóvis Pereira em 2015


Na reportagem que fala da temporada 2015 da Sinfônica do Estado de São Paulo está a novidade. Cinco obras de compositores brasileiros serão estreadas pela orquestra ou por seus conjuntos de câmara, entre elas o Quinteto para sopros de Clóvis Pereira, para a formação tradicional desse tipo de peça (flauta, oboé, clarineta, fagote e trompa).

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Novos compositores pernambucanos

Conforme anunciado nesta última segunda pelo tenor Pedro Martins, o projeto Novos Compositores Pernambucanos, a ser estreado em 2015, terá canções inéditas de:

Paulo Arruda. Foto: Guga Pimentel.
Paulo Arruda (1977)
Compositor e contrabaixista. Teve obras executadas pela Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório Pernambucano de Música e Orquestra Sinfônica do Recife. Foi o vencedor do 1º Concurso Moacir Santos e Finalista do Festival Tinta Fresca, com a obra Cangaço de Vida e Morte. É integrante da Orquestra Sinfônica Jovem do CPM, da Orquestra Retratos e do grupo Quarteto Aberto.

Jorge van der Linden. Foto: Facebook.
Jorge van der Linden (1986)
Graduado em Música pela UFPE, estudou Composição com Prof. Dr. Nelson de Almeida (BRA), Prof. Dr. Mark Allan Taggart e Prof. Dr. Edward Jacobs (ECU-EUA). Integrou grupos corais e de ópera. Atua como sound designer de jogos e trilhas sonoras, e técnico de áudio em gravações e espetáculos. Trabalhou em Festivais como Janeiro de Grandes Espetáculos e Palco Giratório e atualmente integra o naipe dos barítonos no coro Opus 2, regido pelo Prof. Dr. Flávio Medeiros, e integra a banda Serrapilheira como compositor e instrumentista.

Gabriel Fernandes. Foto: Facebook.
Gabriel Fernandes (1990)
Pianista e compositor natural de Garanhuns, iniciou seus estudos de piano aos seis anos de idade. Em 2005 ingressou no Conservatório Pernambucano de Música, onde foi aluno de Suzilane Figueiredo, Adriane de Carvalho e Fernando Müller. Em 2010 seguiu para os Estados Unidos a fim de estudar com o professor Bernardo Scarambone na Eastern Kentucky University e graduou-se em piano e composição em maio de 2014 nessa universidade.

Pedro Tavares. Foto: Facebook.
Pedro Tavares (1984)
Atua como professor do Conservatório Pernambucano de Música (CPM) desde 2010, compositor e arranjador. Trabalhou com diversos gêneros e formações camerísticas, com destaque para Baião, canção para soprano, coro e orquestra estreada em Bolonha, Itália, em 2009, e nos últimos anos vem-se dedicando à Orquestra de Rock do CPM, para a qual escreve arranjos e atua como instrumentista.

Bruno Oliveira. Foto: Facebook.
Bruno Oliveira (1989)
Natural de Recife, Bruno Oliveira iniciou-se na música em 2001, aos 11 anos, tocando guitarra. Estudou violão e piano erudito no Conservatório Pernambucano de Música, harmonia contemporânea no Cia. Dos Músicos (atual Tritonis) e bacharelado em violão erudito na UFPE. Recentemente gravou com o tenor Pedro Martins o CD John Dowland – Songs from ‘Book of Songs or Aryes I’ e é integrante da banda de metal Kriver.

Carlos Eduardo Amaral.
Carlos Eduardo Amaral (1980)
Mais conhecido como crítico de música clássica no Recife, graças à atuação no blog Audições Brasileiras, no festival Mimo e, principalmente, na revista Continente. Estudou apenas dois anos de musicalização na Escola de Música Antenor Navarro, em João Pessoa, quando adolescente, e foi agregando conhecimento de forma autodidática desde então, até lançar-se como compositor em 2014. Suas partituras mais recentes estão disponíveis no projeto Sesc Partituras.

Iuri Gama. Foto: Facebook.
Iuri Gama (1992)
Começou a estudar composição em 2011, no curso de extensão ministrado por Wander Vieira na UFPE. Em 2012 ganhou bolsa para estudar na Brandeis University (EUA), onde teve aulas de orquestração e composição com David Rakowski, e de música eletroacústica com Eric Chasalow. De volta ao Brasil em 2013, atualmente é aluno de Marcílio Onofre, no curso de extensão em Composição do Compomus, na UFPB e concluirá a licenciatura em música pela UFPE em 2015.

Tauan Lemos Miguel. Foto: Facebook.
Tauan Miguel Lemos (1989)
Nascido em Alta Floresta (MT), veio para o Recife em 1996 e começou a estudar música em 2005, tocando guitarra na escola Minami. Em 2007 ingressou no Conservatório Pernambucano de Música e estudou violão popular, viola caipira e trompete. De 2008 a 2012 cursou Licenciatura em Música na UFPE e passou a interessar-se por composição. Atualmente é aluno do Mestrado em Musicologia na UFPB.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Novas canções pernambucanas


O tenor Pedro Martins, cada vez mais especializado no repertório romântico e pós-romântico alemão, irá lançar em breve um projeto com canções inéditas de jovens compositores pernambucanos. Todos os nomes serão divulgados por ele oportunamente, mas já posso antecipar que o meu está no meio, junto com o de mais dois amigos queridos. O convite de Pedro veio há cerca de duas semanas, e no último sábado bati o martelo quanto ao poeta a ser musicado: Carlos Pena Filho (1929-1960). O poema sairá do Livro geral, que ganhei ano passado da viúva do escritor, a artista plástica Tania Carneiro Leão.

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sábado, 1 de novembro de 2014

Compositores contemplados para a próxima Bienal de Música Brasileira Contemporânea

CATE-
GORIAS
Enc. / Conc.
Compositores / Origem
Cat. 1:
Orquestra
Sinfônica
Encomenda
Paulo Costa Lima (BA), Liduíno Pitombeira (CE),
Eli-Eri Moura (PB), Jorge Antunes (RJ)
Concurso
Alexandre Mascarenhas Espinheira (BA),
Lucas Duarte Neves
Cat. 2:
Orquestra
de Câmara
Encomenda
Marisa Rezende (RJ), Flo Menezes (SP),
Roberto Victório (RJ)
Concurso
Alexandre de Paula Schubert (MG),
Emanuel Lima Cordeiro (), Nikolai Almeida Brucher (RJ)
Cat. 3:
Orquestra
de Cordas
Encomenda
Wellington Gomes (BA), Marlos Nobre (PE),
Harry Crowl (MG)
Concurso
José Orlando Alves (MG), Gilson Jappe Beck (RS),
Caio Tikaraishi Pierangeli (PR)
Cat. 4:
 conjuntos
de 6 a 10
intérpretes, com ou sem Música
Eletroacústica
Encomenda
Edson Zampronha (RJ), Marcos Lucas (RJ), Marcilio Onofre (PB),
Jocy de Oliveira (PR), Silvio Ferraz (SP), Pauxy Gentil-Nunes (RJ)
Concurso
Carlos Eduardo Verdam Maria (RJ), Henderson de Jesus
Rodrigues dos Santos (CE), Vitor Ramirez Lopes Cardoso (MG), Ivan Eiji Yamaguchi Simurra (SP), Paulo Henrique
Guimarães Raposo (SP), Felipe de Souza Lara (SP),
Mario Jacinto Ferraro Jr. (SP), Rubens Tubenchlak (SC)
Cat. 5:
conjuntos de 3
a 5 intérpretes
e/ou Coro,
com ou sem Música Ele- troacústica
Encomenda
Aylton Escobar (SP), Alfredo Barros (PE),
João Pedro de Oliveira (Portugal), Marcus Siqueira ()
Edino Krieger (SC), Antônio Borges-Cunha (RS)
Concurso
Roseane Yampolschi (RJ), Tauan Gonzalez Sposito (PR),
Julian Maple de Oliveira (SP), Ticiano Albuquerque de
Carvalho Rocha (PB), Daniel Vargas Coelho (MG),
Mauricio Soares Dottori (RJ), Caio Márcio Ferreira
Chaves dos Santos (RJ), Alexandre Ramuzzi Ficagna (PR)
Cat. 6:
Duos, com ou sem Música
Eletroacústica; Solos
ou Música Acusmática
     
Encomenda
Valério Fiel da Costa (PA), Paulo Rios Filho (BA);
Ricardo Tacuchian (RJ), Ronaldo Miranda (RJ),
Rodolfo Coelho de Souza (SP), Alexandre Lunsqui (SP),
Raul do Valle (SP), José Augusto Mannis (SP)
Concurso
Henrique Maia Lins Vaz (PE), Daniel Vargas Coelho (MG),
Matheus Gentile Bitondi (SP), Gustavo Rodrigues Penha (SP),
Frederick de Jesus Carrilho (SP), Clayton Ribeiro (SP),
Aquiles Guimarães (SP), Thiago Diniz Gonzaga de Lima (MG),
Samuel Cavalcanti Correia (PB), Mario Jacinto Ferraro Jr. (SP),
Fliblio Ferreira de Souza (PR), Daniel Rocha Ferraz Ribeiro (BA), Sérgio Kafejian Cardoso Franco (SP)
Observações:
1)       Os parênteses informam a unidade da federação de nascimento dos compositores, e não o local de residência;
2)       Os 30 compositores que receberam encomenda foram escolhidos mediante eleição por colégio eleitoral de 83 membros, formado por compositores que participaram de no mínimo 5 Bienais, regentes que dirigiram obras sinfônicas em pelo menos duas Bienais e professores de composição de universidades brasileiras;
3)       A Comissão de Seleção do concurso intitulado “Prêmio Funarte de Composição Clássica 2014”, que premiou 37 obras, foi formada pelos compositores Bryan Holmes, Harry Crowl, Liduíno Pitombeira e Rodolfo Coelho de Souza, e pelos regentes Erick Magalhães de Vasconcelos e Jamil Maluf;
4)       No concurso, Daniel Vargas Coelho e Mario Jacinto Ferraro Jr. foram premiados em duas categorias. Os 12 compositores cujos nomes estão em negrito/itálico participarão pela primeira vez de uma Bienal de Música Brasileira Contemporânea; sua premiação é motivo de especial satisfação, pois confirma o papel renovador das Bienais.