segunda-feira, 31 de março de 2014

Artista sem press kit?

Karina Ferreira, da Nova Aurora Comunicação. Foto: Facebook
Recentemente tive uma experiência inédita em quase oito anos de carreira como jornalista: preparei uma matéria sobre um artista e a mandei para avaliação. Foi aprovada e editada, porém, pela falta de fotos e pela indisponibilidade do artista para providenciá-las (devido ao excesso de compromissos profissionais), o texto foi pra geladeira.

Só duas pessoas podem te socorrer nessa hora. Na verdade, elas não te socorrem: antecipam-se e, por força de ofício e experiência, evitam que isso ocorra.

A primeira é o assessor de imprensa, que tem a obrigação de ter em mãos um press kit ou de recomendar um site que o equivalha (embora não seja a mesma coisa, na prática). A outra, na ausência do assessor de imprensa, é o produtor - que não é obrigado a atuar como tal, mas deve ter noções da função.

Conversei com minha amiga jornalista (e colega dos tempos de faculdade) Karina Ferreira, da Nova Aurora Comunicação, que trabalha com assessoria de imprensa há anos e entende do assunto melhor do que eu. Ela explica o que é um press kit e qual o seu papel para a promoção de uma pessoa física, jurídica ou evento.

O press kit ou kit para imprensa nada mais é que um material mais elaborado para divulgação de um projeto/empresa/artista. Além de conter o release do objeto de divulgação, o press kit DEVE oferecer informações complementares: pendrive/CD com infográficos, fotos, plantas, mapas, músicas, vídeos, encarte, gravuras, releases de assuntos relacionados. Para arrematar, vale enviar com um brinde. Mas não vale apenas presentear. Tem que ser um brinde que reforce a marca da empresa/evento/produto que está sendo divulgado. No caso de artistas, o press kit ganha uma importância maior, pois, NECESSARIAMENTE, tem como item principal o CD/DVD, catálogo ou livro do artista. Isso possibilita ao jornalista que o recebe a oportunidade de conhecer a obra sobre a qual se pretende que ele escreva. É impossível divulgar o lançamento de um livro ou CD/DVD musical sem oferecer o produto para apreciação dos jornalistas. Como escreverão sem conhecer a obra? Da mesma forma, falar sobre uma futura exposição de artes plásticas apreciando o catálogo é bem mais viável do que apenas imaginando o evento por meio das palavras do release.

domingo, 30 de março de 2014

Exercício ilegal da profissão de flanelinha

Foto: Google Imagens. Fonte.
Por mais que nos pareça inverossímil ou inusitado, o caso realmente foi tratado na segunda esfera mais alta da Justiça nacional. O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decidiu no mês passado, dia 18, que a falta de registro profissional para um dos profissionais mais benquistos dos centros urbanos do país não configura contravenção penal (art. 47 do Decreto-Lei 3.688/1941).

A decisão comporta que "Consoante ensinamento doutrinário, o núcleo do tipo de exercício ilegal de profissão ou atividade busca coibir o abuso de certas pessoas, ludibriando inocentes que acreditam estar diante de profissionais habilitados, quando, na realidade, trata-se de uma simulação de atividade laboral especializada. No caso do guardador ou lavador de carros, não se pode afirmar que haja uma atividade especializada a exigir conhecimentos técnicos para a sua realização, não sendo a previsão de registro em determinado órgão, por si só, capaz de tornar a conduta penalmente relevante".

GASOLINA E LOTÉRICAS - Outras duas sentenças recentes do STJ, a primeira proferida também em meados de fevereiro e a segunda em 11 de março, tratam 1. da importação de gasolina sem autorização e recolhimento de tributos e 2. da isenção de responsabilidade da Caixa Econômica Federal pela segurança de agências lotéricas.

Na questão da gasolina, estava em questão se a entrada do produto no país naquelas circunstâncias podia ser tratado pelo princípio da bagatela. "Essa conduta tem adequação típica ao crime de contrabando, ao qual não se admite a aplicação do princípio da insignificância". Considerando que ninguém traz apenas dois galões de combustível pela Ponte da Amizade, o julgamento parece razoável.

Na segunda lide, foi definido que a Caixa não tem responsabilidade pela segurança de agência com a qual tenha firmado contrato de permissão de loterias: "Isso porque as regras de segurança previstas na Lei 7.102/1983, que dispõe sobre segurança para estabelecimentos financeiros, não alcançam as unidades lotéricas." Isso significa que as lotéricas, para sua própria segurança, terão de se acostumar a movimentar tanto dinheiro quanto o de uma banca de jogo do bicho, dessas que há em cada esquina e faz até recarga de celular.

sábado, 29 de março de 2014

O professor poliglota


Já comentei entre meus amigos no Facebook que recentemente tive a oportunidade de conhecer e ser aluno do prof. Manoel Soares, de Português, que - além de lecionar gramática e redação - é conferencista e tradutor. E não meramente de inglês e espanhol: também entende de francês, italiano, alemão, latim e tupi. Quem passou pelas turmas do Espaço Jurídico o conhece bem, mas alguns amigos o conhecem dos tempos em que ele ensinava a turmas do ensino médio, em escolas particulares.

O que seus candidatos fazem do seu voto?


Ana Lira, representante pernambucana na 31a. Bienal de São Paulo
Esta semana os curadores da Bienal de São Paulo, que acontecerá de setembro a dezembro, divulgaram a lista de artistas participantes, entre os quais está o da jornalista e fotógrafa recifense Ana Lira. Ana foi selecionada pelo seu ensaio Voto!, em que ela questiona a fragilidade e mera conveniência das alianças políticas pelo país, nas quais candidatos antagônicos aliam-se ou dividem em seus palanques o mesmo padrinho.

A representação de rostos rasgados, desfigurados e desbotados pelo tempo - nos cartazes captados pelas lentes de Ana - traduzem-se em alegorias do espaço que os políticos passam a ocupar na memória fugidia e volátil da população: vivos e coloridos, antes, quando das campanhas; sem rosto e disformes, depois delas. Pedi então que Ana contasse como ela desenvolveu sua crítica política foi sendo construída e ela forneceu o relato abaixo.


A GÊNESE - Este projeto começou no segundo semestre de 2012, quando eu estava pesquisando a temática da crise de representatividade política, no Brasil, para desenvolver imagens que poderiam fazer parte do filme coletivo Eleições: crise de representação, que está em fase de edição em Recife. Durante a pesquisa, eu viajei para outra cidade para fazer um trabalho e acabei ficando ao longo do período eleitoral. A lei brasileira não permite que votemos fora dos nossos domicílios eleitorais, de modo que, além de justificar o voto pela primeira vez, eu também pude acompanhar o clima de votação em outro município.

Este contexto me ajudou a pensar as bases do trabalho. Eu percebi com mais clareza que havia uma distorção entre o resultados das urnas e os desejos, crenças e projeções da população. (...)

Estas reflexões me fizeram lembrar de uma hipótese que tive contato durante os meus estudos na área de comunicação. Nela, pesquisadora alemã Elizabeth Noelle-Neumann discutia o que chamou do fenômeno da
Espiral do Silêncio. Segundo ela, em um contexto eleitoral em que os modelos de participação política afastam o diálogo com a população, há um sério risco de serem consideradas majoritárias candidaturas que nem sempre têm o real apoio público. Porém, elas são colocadas como ideais ou vencedoras de modo tão impositivo e continuado que aos poucos silenciam as dissidências.

CARTAZES - Percebi que havia sintonia entre o que ela dizia e o ambiente eleitoral desenhado no Brasil. Então, comecei a pensar por meio de quais canais as pessoas poderiam exercer uma expressão mais livre acerca das candidaturas, partidos e do próprio contexto eleitoral brasileiro. Essa busca me levou aos cartazes de propaganda política espalhados pelos centros urbanos. Fui andando, percebendo e estudando como as pessoas agiam sobre eles, deixando de forma bastante simbólica suas opiniões acerca de um processo de escolha que mexe de forma determinante com a vida de todos nós.

(...)




CRENÇA PÚBLICA - O projeto discute os processos de crença na figura do político e o processo de transformação que eles passam ao longo de seus mandatos até tornarem-se espectros e vestígios de suas promessas de campanha. Ele debate, também, o cenário de infidelidade partidária existente no Brasil, movido pelos interesses pessoais e econômicos dos políticos. A população lida o tempo todo com personas limítrofes.

 Como no carnaval, em que figuras de personalidade distintas usam máscaras e se caracterizam para estarem nos mesmos blocos (e podem estar em outros nos anos seguintes), políticos de ideologias díspares aparecem no mesmo partido em busca de projeção na carreira, embora ninguém saiba onde eles estarão no ano que vem.

(...)

Este mapeamento das intervenções me levou, ainda, a perceber que, por quase nunca ser considerado um discurso potencialmente ativo nas decisões tomadas nas eleições seguintes, vários destes cartazes sobrevivem muito mais do que determinadas parcerias e relações políticas. Se pesquisados a longo prazo, eles conseguem expor as costuras realizadas entre os partidos para garantir sistemas de governabilidade ou atender os desejos pessoais que alguns candidatos nutrem de alcançar determinados cargos públicos.
 

(...)

Além disso, as marcas podem configurar outros modos de relações de poder eleitorais. Por exemplo, os bairros em que moram pessoas mais ricas têm um número significativamente menor de cartazes colados nas paredes, porque os condomínios, edifícios e donos de estabelecimentos comerciais não permitem que eles sejam fixados. Por outro lado, nos bairros em que a população tem renda menor ou que são considerados áreas de grande fluxo de circulação popular, os cartazes permanecem por muitos anos.

(...)

sexta-feira, 28 de março de 2014

Templum-Tempus

Foto: Mariana Moreira
Josias Teófilo - jornalista, cineasta* e mestrando em Filosofia pela UnB - tem-se dedicado sobremaneira à fotografia nos últimos meses, sem se descuidar da qualidade das pautas que tem emplacado na revista Continente.

Seu mais recente projeto intitula-se Templum-Tempus, que teve algumas fotos publicadas na edição 31 da revista Old. À página 24, Josias explica melhor a concepção do ensaio, baseado em um conceito do pensador romeno Mircea Eliade.

Outros ensaios produzidos pelo fotógrafo recifense envolvem retratos, como Fragmentos de espelho (página 13 da revista Pagu), produzido em Brasília, São Paulo e Recife, e nus artísticos, disponíveis no Flickr.

***

* Cujo documentário Quarteto simbólico fora elogiado pelo escritor Fernando Monteiro e pelo crítico de cinema Luiz Joaquim.

quinta-feira, 27 de março de 2014

OSR executa obra de Paulo Arruda

Paulo Arruda (primeiro plano) com o violonista André Maria. Foto: Gustavo Pimentel.
O contrabaixista e compositor foi procurado recentemente pelo maestro da Sinfônica do Recife, Marlos Nobre, para que seu poema sinfônico Cangaço de vida e morte fosse executado na atual temporada, em data ainda a definir. Você pode conferir três gravações da peça no YouTube (a mais recente das quais, no Mimo 2013, após uma revisão promovida por Paulo na partitura) com a Sinfônica Jovem do Conservatório Pernambucano de Música e regência de José Renato Accioly.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Invitatória

Foto totalmente desatualizada, exceto pelo clube do coração, claro: voltei a ter cabelo curto, usar óculos e pesar menos de cem quilos.

Aos compositores, maestros, cantores, instrumentistas, críticos, produtores e diretores artísticos do meio cultural da música de concerto brasileira

Caros,

A maioria de vocês deve me conhecer pela minha atuação na revista Continente, do Recife, e no Mimo (antiga Mostra de Música Internacional em Olinda).

Aproveitando o lançamento deste meu novo blog, e a chegada da Copa do Mundo, gostaria de convidá-los a enviar uma foto vestindo a camisa de seu time, segurando-a ou portando um objeto com o escudo dele.

Irei aguardar por duas semanas a partir de hoje o envio das imagens para os e-mails pb_amaral@hotmail.com ou audicoes@gmail.com.

À semelhança do que fez a revista Placar no anos 1990 com celebridades de todos os ramos artísticos, irei preparar um mural com elas e um levantamento informal dos times, mas focado no meio cultural da música de concerto nacional. Agradeço desde já a acolhida e sintam-se à vontade para repassar este convite.

Orquestra Criança Cidadã inicia construção de sua sede

Foto: Thiago Medeiros, via Flickr
Desde dezembro que está sendo preparada a construção da sede da OCC, no mesmo bairro onde ela tem desenvolvido, desde 2006, suas atividades: o Cabanga. O projeto, executado pela Odebrecht e com apoio da Lei Rouanet, prevê juntamente uma sala de concertos com capacidade para 816 pessoas - um pouco maior do que a do Teatro Santa Isabel, por exemplo. Para saber melhor sobre as novidades do grupo, a OCC possui uma revista que pode ser acessada online e já vai na décima quinta edição.

terça-feira, 25 de março de 2014

Musical work in memoriam Jacques de Molay


Last Tuesday, 18, was remembered the 700th year of the last templar Grand Master's death, Jacques de Molay, who died condemned by the Inquisition after a seven years lawsuit opened by pope Clement V under pressure of king Philip IV of France. Such lawsuit first began closing the Order of Knights Templar, which was the mightest para-militar organisation serving to the Church in the Crusades.

Many members of institutions linked to templar ideals, including DeMolay's, met in Paris downtown to some hommages. In YouTube, I've found this piece which refers the templar leader. Non nobis Domine: a portrait of Jacques de Molay was written in 2011 by the Italian Gian Luigi Zampieri and evokes the templar motto: "Non nobis Domine, sed nomine Tuo da Gloriam", extracted from Psalms.

The symphony episode has circa ten minutes and its content is described in the info under the video.

Obra in memoriam Jacques de Molay



Na última terça, dia 18, foram lembrados os 700 anos da morte de Jacques/Tiago/Jacó de Molay, último Grão Mestre da Ordem dos Cavaleiros do Templo. De Molay morreu condenado pela Inquisição em um processo que durou cerca de sete anos, desde que o rei Felipe IV (O Belo) da França pressionou o papa Clemente V a extinguir a ordem dos Templários, a qual havia sido a organização paramilitar mais poderosa a serviço da Igreja durante as Cruzadas.

Vários membros de instituições ligadas aos ideais templários, incluindo os da Ordem DeMolay (entidade paramaçônica juvenil masculina fundada nos EUA em 1919), reuniram-se no lugar onde de Molay foi queimado, no Centro de Paris, para prestar-lhe tributo.

No próprio dia 18, no perfil de um amigo no Facebook, descobri essa peça, que homenageia o último líder templário. Non nobis Domine: um retrato de Jacques de Molay foi escrita em 2011 pelo italiano Gian Luigi Zampieri, quem teve uma passagem pelo Brasil regendo a Sinfônica de Ribeirão Preto, e remete ao lema dos Cavaleiros Templários: "Non nobis Domine, sed nomine Tuo da Gloriam", extraído do Livro dos Salmos.

O episódio sinfônico tem cerca de dez minutos de duração e seu conteúdo programático está descrito nas informações sobre o vídeo. Daí pergunto: quem conhece outras obras musicais relacionadas aos Templários?

segunda-feira, 24 de março de 2014

Curso: Música Clássica na Contemporaneidade

O compositor Mateus Alves irá ministrar, a partir do dia 08 abril, um curso de iniciação à música clássica que terá duração de quatro encontros e abordará obras do Barroco ao Romantismo. Confira o programa do curso e todos os outros detalhes.

Cursos diversos para músicos de frevo

Paço do Frevo, na Praça do Arsenal. Foto: site da Prefeitura do Recife
Há uma semana foi divulgada uma das melhores notícias de que tive o prazer de ouvir quanto ao frevo, porque envolve ao mesmo tempo aspectos de preservação cultural, qualificação e reciclagem técnica. Os cursos ministrados pelo Paço do Frevo, além disso, serão ministrados por grandes nomes do gênero, sejam declarados patrimônios vivos ou não: Prática de Orquestra (Spok), Técnica e Interpretação Musical do Frevo (Edson Rodrigues), Harmonia Popular (Nenéu Liberalquino) e Orquestração e Arranjo (professor não divulgado).

Como já disse Guerra-Peixe (1914-1993), cujo centenário comemoramos dia 18 (última terça), o frevo é o único gênero de música popular no Brasil cujas composições nascem com o próprio arranjo, ou seja, seus compositores são competentes na escrita musical e escrevem para músicos que correspondam ao nível técnico exigido. Espalhem a notícia porque "as vagas são limitadas".

domingo, 23 de março de 2014

Why is my blog so viewed in USA?

One in four visits to this blog is from USA - and until today I don't know who is visiting and why. Perhaps the visitors are Brazilian living in America but in anycase I'd like to thank them for their interest in searching news about Brazilian classical music. If I can help in another way please let me know.

sábado, 22 de março de 2014

"Mais perto, meu Deus, de Ti"

No século 19, a poetisa inglesa Sarah Flower Adams escreveu várias letras para hinos da Igreja Unitária (um movimento teológico protestante iniciado nos anos 1500 que transformou-se uma igreja independente e que não comunga do dogma cristão majoritário da trinitariedade, isto é, da manifestação de Deus em três pessoas, mas de mesma substância divina: o Pai, o Filho e o Espírito Santo).

A mais famosa delas foi Nearer, My God, to Thee, literalmente "Mais perto, meu Deus, de Ti"*, só depois musicada (como é prática na composição de hinos protestantes ingleses e americanos). Ocorre que a composição de melodias (ou tunes, como se diz especificamente em inglês) para posterior inclusão de texto também é uma praxe na criação de hinários, e mesmo na música popular em geral.

Assim, a irmã de Sarah, Eliza Flower, compôs a primeira melodia para Nearer, My God, to Thee, em 1841, contudo não a que costumamos ouvir hoje, aquela que teria ficado marcada no naufrágio do Titanic** (e reproduzida no filme de James Cameron de 1998), pois a letra veio a ser adaptada a pelo menos outros quatro tunes, de autoria de Mason, Dykes e Arthur Sullivan (duas) - o primeiro, um americano; os outros dois, ingleses.

Os versos da canção baseada em um trecho do Gênesis, sobre um sonho de Jacó, podiam ser ouvidos em qualquer uma das quatro melodias, embora as que prevalecessem fossem as de John Bacchus Dykes, conhecida como Horbury, e de Lowell Mason, intitulada Bethany - esta a mais tocada, gravada, citada na cultura americana e parafraseada por compositores de música clássica como Charles Ives e Carl Nielsen.

Bethany é também a melodia utilizada nas cerimônias das Filhas de Jó, integrantes da Ordem Internacional das Filhas de Jó, organização feminina juvenil ligada à Maçonaria***.

***

* Conhecida assim em português, bem como por "Mais perto quero estar [de Ti]".

** E que foi tocada, comprovadamente, no naufrágio de outro navio, o SS Valencia, em 1906.

*** Como brinde, seguem partituras com arranjos para coro misto a quatro vozes, orquestra de cordas e para estudantes de violino solo.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Economia criativa na música clássica recifense

A partir do acompanhamento dos dois maiores festivais que envolvem música clássica no Nordeste, o Mimo e o Virtuosi, elaborei o projeto de minha dissertação de mestrado em Comunicação, que desenvolvi entre 2009 e 2011 na UFPE sob orientação do Prof. Dr. Felipe Trotta.

Posteriormente, a dissertação veio a ser premiada pela Secretaria de Economia Criativa do Ministério da Cultura em 2012 e encontra-se disponível para download. A UFPE chegou até a fazer matéria a respeito, após a época da premiação.

No trabalho, são abordados os seguintes tópicos:

1. Contextualização – A cadeia de produção da música clássica
1.1 A presença da música clássica no Recife e as bases da atual cadeia produtiva na cidade
1.2 A concepção original e a estruturação básica da Mimo e do Virtuosi

2. A função social da música e o mercado da música clássica em Pernambuco
2.1 A atitude valorativa e sua ligação com a função social da música
2.2 A função social da música sob a perspectiva de produtores e músicos locais e algumas reivindicações do meio musical local

3. Contingências e estímulos financeiros na definição de programação de concertos
3.1 Utilização de recursos financeiros conforme a formatação dos festivais
3.2 Fatores orçamentários principais dos festivais estudados

4. Diretrizes de direção artística e a relevância do prestígio artístico
4.1 As articulações da Mimo e do Virtuosi com os valores do campo de produção musical erudita

5. O repertório standard como guia primordial do gosto do público
5.1 Processos valorativos paralelos à do repertório standard na programação da Mimo e do Virtuosi: o repertório crossover e o ensino conservatorial

6. Exercício valorativo em matérias sobre música clássica na imprensa escrita
6.1 Outras insuficiências da valoração de cunho musical na imprensa local

quinta-feira, 20 de março de 2014

Qual sua obra sacra [musical] nacional favorita?

Mosteiro de São Bento, Olinda. Foto: Josias Teófilo.
Muitos dos que apreciam música clássica, especialmente obras sacras, citariam, sem titubear, alguma obra-prima de Bach, Vivaldi, Händel, Mozart, Beethoven ou Pergolesi. Porém, vocês já ouviram algo do gênero que tenha sido escrito por Amaral Vieira, Villa-Lobos, Eli-Eri Moura, Camargo Guarnieri, Clóvis Pereira ou Padre Penalva? Queria saber (no campo de comentários) qual ou quais impressiona(ra)(m) vocês e por quê.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Anuário VivaMúsica! encerra atividades

Heloísa Fischer e Luiz Alfredo Moraes, idealizadores da grife VivaMúsica!, divulgaram hoje via e-mail, site e redes sociais que decidiram pelo encerramento das atividades do anuário em virtude da tendência de queda de investimentos publicitárias no setor de guias e listas impressos.

A medida lúcida e preventiva estende-se somente ao Anuário VivaMúsica!, como fizeram questão de enfatizar. A produção de conteúdo continua para o site, o boletim na Rádio CBN, a Agenda VivaMúsica! e a fan page no Facebook.

O Anuário VivaMúsica!, lançado em 1998, foi o primeiro e único da América Latina dedicado ao ramo da música clássica. Através dele, não apenas o meio musical erudito passou a se conhecer melhor, mas também integrou-se melhor aos agentes do meio paramusical (editores, produtores, jornalistas, fabricantes).

Desde já começam a torcida e a expectativa para o próximo projeto (ou os próximos) de Heloísa Fischer e Luiz Alfredo Moraes. Pessoalmente, reforço os parabéns à dupla. A partir dos anos 1990, o binômio música clássica + comunicação passou a ter um novo significado graças a eles.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Maestro Marlos Nobre divulga temporada 2014 da OSR

Foto: Andrea Rêgo Barros/PCR. Divulgação.
O maestro Marlos Nobre divulgou semana passada no Facebook as datas dos concertos da Orquestra Sinfônica do Recife para o ano de 2014.

A primeira apresentação será no dia 26 de março, às 20 horas, no Teatro de Santa Isabel (com entrada sempre franca), e terá no programa a Sinfonia nº 1 em dó maior, Op. 21 de Beethoven, que iniciará a integral das nove sinfonias do compositor alemão prevista para este ano. Constará do concerto, ainda, a abertura de A flauta mágica de Mozart e a Passacaglia, Opus 84, do próprio Marlos Nobre.

Os demais concertos da OSR ocorrerão nos dias 30 de abril, 28 de maio, 18 de junho, 23 de julho, 27 de agosto, 24 de setembro, 29 de outubro, 30 de novembro (excepcionalmente, um domingo) e 17 de dezembro (voltando à quarta-feira).

Marlos Nobre anunciou também que haverá uma série de música de câmara no Salão Nobre do Teatro de Santa Isabel e concertos populares, "provavelmente no Dona Lindu", eventos que serão divulgados posteriormente.

sábado, 8 de março de 2014

Mulheres para se ouvir neste 08 de março

Saint Hildegard of Bingen

Escolha uma delas para descobrir seu (o delas) universo musical:
  • Santa Hildegarda de Bingen, Doutora da Igreja
  • Galina Ustvolskaya
  • Jane O'Leary
  • Lili Boulanger
  • Marisa Rezende
  • Diana Burrell
  • Kaija Saariaho
  • Sofia Gubaidulina
  • Thea Musgrave
  • Jocy de Oliveira

sexta-feira, 7 de março de 2014

Feel pretty - Feliz Dia Internacional da Mulher

Sempre gosto de recomendar essa música no dia 08 de março, I feel pretty. É uma canção que faz parte do musical da Broadway mais memorável de todos os tempos (West Side Story ou, no Brasil, Amor, Sublime Amor) e tem a peculiaridade de possuir uma letra que não pode ser adaptada para que um homem possa cantá-la. É uma canção feminina, que expressa desejos femininos, estados de alegria femininos, idiossincrasias femininas. Por isso, é através dela que cumprimento todas as visitantes deste blog.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Feliz 06 de Março - Dia da Insurreição Pernambucana


Paranã-buku
Pernambukalos, pankararú
Pernambukalos, morte e mar
Cruz de pau, foice e fel
Mar que arrebenta

Pernambukalos, Armando Lôbo