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Release para imprensa - Clóvis Pereira: No Reino da Pedra Verde

Arte de capa: Luiz Arrais. Foto de capa: Flora Pimentel.

Carlos Eduardo Amaral

Próxima segunda às 19h, na Igreja da Madre de Deus, no Recife Antigo, acontecerá o lançamento do livro Clóvis Pereira - No Reino da Pedra Verde, do jornalista e crítico musical Carlos Eduardo Amaral. O livro editado pela Cepe (Cia. Editora de Pernambuco) está dividido em duas partes: a primeira, um ensaio biográfico com cinco capítulos; a segunda, uma série de listagens sobre a obra e a discografia do compositor, maestro, arranjador e professor caruaruense.

Os cinco capítulos da primeira parte são:

1. O interior e o rádio, que fala sobre a juventude de Clóvis; sua paixão pela música, nascida quando ajudava o pai nos cinemas de Caruaru; sua decisão inarredável de seguir essa paixão; a vinda para o Recife, no final da adolescência; o ingresso na Rádio Jornal do Commercio; o contato com seu maior mentor musical, César Guerra-Peixe, e o início da trajetória no mundo radiofônico e sinfônico.

2. O armorial, onde o foco passa a ser o pensamento estético do movimento e o contexto em que nasceram algumas das principais obras de Clóvis, como a Grande Missa Nordestina, além de ser esclarecida a polêmica sobre a origem do Mourão. Também é mencionada a passagem de Clóvis pela gravadora Rozenblit, sucedendo o maestro Nélson Ferreira.

3. O conservatório, os concursos, os bailes e as bandas, que resume quatro universos aos quais Clóvis se dedicou nos anos 1980: o Conservatório Pernambucano de Música, o qual dirigiu entre 1983 e 1987, o Baile da Saudade os concursos de frevo e a defesa das bandas de música do interior, as conhecidas "filarmônicas".

4. Os Estados Unidos e as novas experiências, que trata dos três anos que Clóvis passou ao lado da esposa Risomar em Boston quando cursava o mestrado em Composição e experimentando novas linguagens musicais. Neste capítulo, são importantes os testemunhos do casal Ana Lúcia e Rafael Garcia, idealizadores do festival Virtuosi, que vivia na mesma cidade norte-americana à época.

5. O reconhecimento, onde os últimos anos são retratados, com as homenagens, encomendas de novas obras, em especial as que foram estimuladas pelo casal Garcia e pelo violoncelista Antonio Meneses, a descoberta pelas novas gerações de músicos recifenses, e o desvendamento do mistério da pedra verde.

A segunda parte contém a lista completa (embora não definitiva) das composições de Clóvis Pereira, incluindo dados sobre instrumentação, dedicatórias, estreia e outras particularidades; comentários estéticos e históricos sobre as obras; a discografia e a iconografia, com fotos de alguns dos principais momentos da carreira e da vida do biografado.

Foto: Claudio Portela/Divulgação.

Texto para a primeira orelha do livro

Clóvis Pereira (Caruaru, 1932) tem sido um músico dividido entre a paixão pela música de concerto e as obrigações como arranjador, maestro e professor, que garantiram o sustento da família. A música clássica veio primeiro, quando Clóvis se encantou pelas trilhas sonoras dos filmes que via no cinema onde o pai trabalhava. O encantamento fez o jovem ajudante de projetista decidir ser músico, contrariando os desejos familiares, e aprender piano popular por conta própria. Depois de chegar ao Recife, no final da adolescência, o contato com o universo radiofônico rendeu prêmios, contratos, empregos e, o mais importante para Clóvis, o aprendizado com o compositor César Guerra-Peixe (1914-1993), de quem herdou o posto de maestro e principal arranjador da Rádio Jornal do Commercio. Mesmo sem nunca ter feito um curso de música, a experiência na rádio e com seu mentor musical lhe deu o conhecimento necessário para ser professor universitário nos anos 1960 e fazer o mestrado nos EUA cerca de 30 anos depois. Nesse meio tempo, Clóvis atuou no Movimento Armorial, produziu e gravou diversos discos, liderou a própria orquestra de frevo e dirigiu o Conservatório Pernambucano de Música. Com a aposentadoria e o estímulo de amigos, seu modesto catálogo de obras sinfônicas e de câmara dobrou, e a ele Clóvis têm se dedicado desde então.


Sobre o autor

Carlos Eduardo Amaral (Olinda, 1980) é jornalista, crítico musical, pesquisador e mestre em Comunicação pela UFPE. Como pesquisador, foi agraciado com bolsas ou prêmios da Funarte, da Facepe e do Ministério da Cultura; organizou a Coletânea de crítica musical – Alunos da UFPE (produção independente, 2010) e colaborou com o livro O ofício do compositor (Editora Perspectiva, 2012). Como jornalista, escreve para a revista Continente, da Cepe, desde 2006 e atuou no festival Mimo entre 2007 e 2014. Atualmente aventura-se pela seara da composição musical e coordena a assessoria de imprensa e comunicação da Orquestra Criança Cidadã ("Orquestra dos Meninos do Coque").


Serviço
Clóvis Pereira: No Reino da Pedra Verde
Autor: Carlos Eduardo Amaral
Editora: Cepe - Cia. Editora de Pernambuco
236 páginas
Preço: R$ 35,00
Diretor com o autor (audicoes@gmail.com) ou com a editora.

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