sábado, 23 de maio de 2020

Release: Gargalos da mobilidade urbana no Recife chegam ao campo da literatura

Foto: Edilson Bispo / Divulgação

Gargalos da mobilidade urbana no Recife chegam ao campo da literatura

Primeiro romance do jornalista, escritor e crítico musical Carlos Eduardo Amaral ambienta um conflito de gerações em um cenário de convulsão social instigado pelos problemas do transporte coletivo na capital pernambucana

Comunicado pela polícia sobre a detenção de seu filho, um estudante universitário de Ciências Sociais, em um protesto pela melhoria do transporte público no Recife, um pastor evangélico se dirige ao local do interrogatório para tentar liberá-lo. Ambos acabam se vendo obrigados a tratar de suas diferenças, acirradas por visões de mundo antagônicas, e tentando resolvê-las durante os intervalos dos depoimentos à polícia. Esse é o pano de fundo para a condução da narrativa de Sem relva, primeiro romance do jornalista, escritor e crítico musical Carlos Eduardo Amaral, que já está à venda pela Amazon, em versões e-book e impressa.

Em um quadro de ampla insatisfação popular em relação aos serviços públicos de transporte e à mobilidade urbana em geral no Recife, é organizado um violento protesto que resulta na detenção de diversos manifestantes, após confronto com a polícia. Um dos detidos, um black bloc, e seu pai, líder religioso de periferia, têm finalmente a oportunidade de revelar ressalvas e mágoas entre si, e desnudam mazelas das pequenas e grandes corrupções do dia a dia, que alimentaram com o intuito de garantir aceitação de grupo e ascensão social. Durante a detenção policial, a investigação sobre a rede de contatos que sustenta o movimento dos manifestantes consegue atingir seu objetivo, mas descobre existir um ponto inconveniente a ser resolvido...

TEMÁTICAS COADJUVANTES
Os maus-tratos aos animais, os preconceitos burgueses, o trabalho de base das comunidades evangélicas e a diversidade de abordagens da imprensa completam o quadro sociológico de Sem relva, que o autor define como “uma ópera contemporânea, travestida de romance, acerca do cotidiano recifense”.

“Após uma trajetória produtiva como crítico musical e pesquisador, com foco na música clássica e na música popular pernambucana, me motivei a me dedicar ao processo criativo do meu primeiro romance – na verdade o primeiro de uma trilogia onde abordo, gradativa e respectivamente, temáticas políticas e sociais locais, nacionais e internacionais como pano de fundo para desvelar comportamentos e subterfúgios que vão de encontro ao bem comum, e também para abordar a superação de conflitos morais e interpessoais pela via que segue da dor ao perdão, passando pelo inevitável sofrimento desse exercício espiritual”, detalha Amaral.

Como observado no sumário do romance, o enredo de Sem relva é estruturado sob a forma de uma ópera, sugerindo a possibilidade de adaptação para esse gênero artístico, bem como para o teatro e para o cinema. A história então se desenvolve por meio de eventuais alternâncias entre um mordaz narrador em terceira pessoa (que eventualmente provoca o leitor) e alguns personagens, de modo que é preciso que o legente tenha atenção à linha cronológica ao longo da progressão dos capítulos.

Carlos Eduardo Amaral acrescenta: “O Recife não escapa às consequências de graves problemas de infraestrutura espalhados por todos os continentes, especialmente em muitas metrópoles, nesta era de globalização e contraglobalização que vivemos. Esse é o caso dos gargalos do sistema de transporte público. Além disso, busco superar visões provincianas e românticas que construíram o imaginário da capital pernambucana na literatura regional. Assim, cada capítulo de Sem relva é uma crônica sobre o Recife de hoje”.

O AUTOR
CARLOS EDUARDO AMARAL (Olinda, 1980) é jornalista, crítico musical, escritor, compositor, arranjador, pesquisador e mestre em Comunicação pela UFPE como bolsista da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe). Na mesma universidade, graduou-se em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo e concluiu pós-graduação lato sensu em Jornalismo e Crítica Cultural.

Como pesquisador, foi agraciado com prêmios da Fundação Nacional de Artes (Funarte), da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) e do Ministério da Cultura; organizou a Coletânea de crítica musical – Alunos da UFPE (produção independente, 2010); colaborou com o livro O ofício do compositor (Editora Perspectiva, 2012) e apresentou trabalhos acadêmicos sobre música e ativismo político em Ottawa, Canadá, e sobre música armorial em Buenos Aires, Argentina.

Como escritor e crítico musical, publicou pela Cepe Editora cinco livros-reportagem, que têm como protagonistas compositores referenciais da música pernambucana (os quatro últimos compõem o selo Frevo, Memória Viva, idealizado pelo autor):

Clóvis Pereira – No Reino da Pedra Verde (2015)
Maestro Formiga – Frevo na tempestade (2017)
Maestro Duda – Uma visão nordestina (2018)
Getúlio Cavalcanti – Último regresso (2018)
Jota Michiles – Recife, manhã de sol (2019)

Como compositor, escreveu mais de trinta peças para instrumentos solistas, conjuntos de câmara e orquestra sinfônica, incluindo o Noturno de consagração, op. 19, utilizado como trilha sonora dos teasers do lançamento do livro, em interpretação do pianista pernambucano Gabriel Fernandes.

PRESS KIT
• Fotos do autor, teasers e capa do livro: http://www.mediafire.com/folder/jq9b8n8nwjj87/Sem_relva_-_press_kit
• Capítulo de degustação: https://tinyurl.com/y7koo74a

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