sábado, 29 de junho de 2013

Cronograma de aulas do II Opera Studio do Recife

01. História da Pedagogia Vocal


02. Alfabeto Fonético Internacional


03. Fisiologia e Técnica
  • Postura e Respiração
  • Fonação
  • Ressonância e Qualidade Vocal
  • Articulação

04. Acústica e Espectrografia


05. História da Ópera: Gênese, Evolução e Revoluções


06. Estilos de Época


07. Escolas Nacionais de Canto


08. Pedagogia: Imagem vs. Função


09. Rotina e Saúde Vocal

sexta-feira, 28 de junho de 2013

II Opera Studio do Recife abre inscrições

Projeto aprovado pelo Funcultura visa à qualificação de cantores líricos profissionais e pianistas (coaches)

A segunda edição do projeto Opera Studio do Recife, curso avançado para cantores líricos profissionais e pianistas (coaches), está com inscrições abertas até o dia 1º de julho de 2013, feitas online por meio do formulário na página http://goo.gl/AzJTy . O curso é gratuito e acontecerá no Conservatório Pernambucano de Música

Em um formato inédito no Estado, o curso acontecerá entre os dias 22 de julho e 9 de agosto de 2013, sendo de segunda a sexta em dois períodos (das 9h às 12h com aulas expositivas e das 14h às 18h, com atividades práticas). O Opera será ministrado pelos professores Marcelo Ferreira (coordenador do projeto - foto abaixo), Tatiana Aguiar, Vitor Philomeno e Marcello Cormio, que acompanharão os alunos nas aulas em grupo e individuais. Ao final do curso, será realizado um recital de conclusão.

Foto: Divulgação


A oficina será composta por uma turma de 20 cantores (podendo ser estendida para 25 alunos, caso haja demanda), e um máximo de quatro pianistas. Durante todo o curso haverá sessões de orientação (coaching) individuais numa sala separada. A realização do II Opera Studio é da Jaraguá Produções.

SELEÇÃO - A escolha dos participantes (tanto cantores quanto pianistas) será feita exclusivamente por meio de gravações e análise de currículo. A seleção será baseada em técnica vocal, interpretação musical, estilo, dicção e interpretação do texto, interpretação dramática e, sobretudo, potencial profissional e o quanto o curso poderá beneficiar o participante.

Gravações devem ser enviadas em MP3, com boa qualidade sonora e sem edições, por meio de um link disponibilizado para download no formulário. Links para vídeos também serão aceitos. A gravação deve ser de uma ária de ópera, na língua e tom originais, sem edições, e o nome do arquivo deve indicar o nome do candidato, nome da ária e da ópera e do compositor.

Arquivos não deverão exceder cinco megabytes. Confira mais informações do programa através do edital: http://migre.me/eXmW3

Os selecionados para participar do 2º Opera Studio do Recife terão seus nomes divulgados no dia 08/07/13 e serão contactados por e-mail. A lista dos aprovados também será divulgada na página do Opera Studio (http://www.facebook.com/OperaStudioDoRecife) e na da Jaraguá Produções (https://www.facebook.com/jaraguaproducoes).

O projeto é oferecido gratuitamente aos participantes, graças ao incentivo do Funcultura/Governo do Estado de Pernambuco e do apoio do Conservatório Pernambucano de Música.

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SERVIÇO
II Opera Studio do Recife Inscrições: Até 1º de julho, através do link http://goo.gl/AzJTy
Período do curso: De 22/07 a 09/08
Local: Conservatório Pernambucano de Música (Av. João de Barros, 594 - Boa Vista)
Informações: (81) 3032-3184

Raquel Monteath | Imprensa e produção de conteúdo
@corujasrec

John Dowland recorded in PE (2)

Pelo Facebook, assim como fiz com Pedro Martins, convidei Bruno Oliveira a falar sobre o álbum de John Dowland. Pelo modo com que estruturou sua fala, preferi deixá-la como um relato, tal qual segue.

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Tanto eu como Pedro estudávamos bacharelado em Música na UFPE, mas nos conhecemos desde 2005, quando estudávamos no Colégio Damas, e já tivemos duas bandas de rock.


Comecei a tocar violão aos 12 anos, em 2001, e também guitarra, mas passei a estudar mais a fundo o violão erudito somente em 2007, quando me preparava pro vestibular de música. Em 2008, comecei meu bacharelado e, em paralelo, fiz piano no Conservatório e harmonia contemporânea com Thales Silveira.

Pedro entrou na UFPE em 2009 e, em 2010, quando estávamos na cadeira de música de câmara, onde você tem que formar grupos e executar algumas peças, resolvemos nos juntar para desenvolver um repertório para duo de voz e violão. Como sou muito fã de peças pra alaúde, sugeri algumas canções de Dowland para tocarmos e deu muito certo.


Em 2012, entrei no curso de produção fonográfica da AESO, que possui um estudio de áudio, e eles abrem um edital para os alunos e professores, para projetos de gravação no estúdio. Inscrevi o projeto de gravarmos um CD com em torno de 7 músicas e fui aprovado.

Ao longo de 2012, fomos ensaiando. Participamos do Encontro de Música Antiga de Olinda e Recife, onde executamos uma peça no encerramento [vídeo abaixo] e a recepção foi boa. Entramos em estudio no final de setembro, gravamos em duas semanas, aproximadamente, e recebemos o primeiro convite para apresentar o projeto na Livraria Cultura.

Com isso, um produtor nos buscou e conseguiu uma apresentação na Livraria Saraiva do Shopping RioMar, em janeiro de 2013. Então Pedro foi embora, estudar no Chile, o CD entrou em fase de mixagem e masterização no estúdio Mr. Mouse, em Olinda, e agora está sendo prensado.

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Nesse vídeo, Bruno e Pedro executam uma canção de Dowland (que não estará no EP), na Igreja do Convento de São Francisco, em Olinda. Para executar as peças do compositor inglês com fidelidade à afinação do alaúde, Bruno usa um capotraste na terceira casa e afina a terceira corda em si. "Dessa forma, as tablaturas antigas de alaúde funcionam identicamente no violão" explica.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

John Dowland recorded in PE

Foto: Divulgação em primeira mão

Para em breve, está previsto o lançamento do EP John Dowland - Songs from Book of Songs or Aryes I, do tenor Pedro Martins e do violonista Bruno Oliveira. O álbum, uma produção independente, foi gravado em setembro e outubro de 2012 no estúdio da AESO Faculdades Barros Melo, em Olinda e será disponibilizado na íntegra pela internet, gratuitamente.

Ele também será dado fisicamente aos espectadores do recital de lançamento e contém cinco faixas: 1 a obrigatória Flow my tears, 2. Can she excuse my wrongs?, 3. All ye, whom love or fortune hath betray'd, 4. Now, o now, I needs must part e 5. Awake, sweet love, thou art return'd. Priscila Gama e Marcelo Cabral de Melo participam como soprano e tenor na penúltima peça e Bruno Oliveira atua solo na faixa bônus, Fancy.

Pedro, que também estudou piano e violão clássico e integrou o grupo de teatro do Colégio Damas dos 10 aos 21 anos, teve como professores Elizete Galvão (no Conservatório Pernambucano de Música), Lindenberg Pires, Márcia Rangel (na UFPE, onde entrou em primeiro lugar no vestibular de Bacharelado em Canto Erudito), Adriano Pinheiro e Marilia Vargas. Atualmente estuda em Santiago do Chile com Rodrigo del Pozo.

Dos 18 aos 23, Pedro dividiu os estudos líricos com a música popular e chegou a gravar um CD de rock'n'roll. Sobre o repertório do presente álbum, ele conta que a motivação do projeto partiu do ineditismo do trabalho e da beleza das peças. "Eu não tenho certeza, mas muito provavelmente este é o primeiro CD com canções de Dowland no Brasil", complementa.

No próximo post, o Bruno Oliveira faz um making of do disco.

Abaixo, uma performance de Pedro Martins em recital no Chile.


(Além da capa lá em cima, ainda tive acesso à contracapa e à primeira faixa, mas vou mantê-las em segredo).

A polêmica da audiência

(Para encerrar a série de postagens que teve como tema a audiência pública sobre a Sinfônica do Recife, na última quinta pela manhã.)

Rita Marize, diretora do Santa Isabel, havia passado um bilhete para o vereador André Régis informando que o site do teatro tem um link destinado à orquestra, posto que o vereador havia dito que a OSR não tinha um site próprio.

André Régis reagiu incisivo: "O que tem no site do teatro é inadmissível para a história da orquestra", e defendeu que a OSR é uma instituição independente do Santa Isabel e deve possuir um site próprio (a rigor, acrescento que tanto a OSR quanto o Santa Isabel deveriam ter, ademais, um assessor de imprensa cada uma).

Marlos Nobre acrescentou que no site do teatro ainda constava o nome de Osman Gioia como regente titular (o que foi corrigido em menos de 24h) e a secretária de cultura Leda Alves, ao perguntar quanto dos músicos sabia que a orquestra tinham um site, só viu quatro braços levantados - para sua própria surpresa.

O vereador retomou a palavra e perguntou a Rita Marize se o Santa Isabel está capacitado para dar as condições de trabalho necessárias para a orquestra, posto que encontrou o arquivo da OSR deteriorado. "Está em situação de miséria", resumiu.

Rita, que assumiu a diretoria do teatro em abril, respondeu que o teatro não tem tanto espaço e que se está fazendo um levantamento nele, dizendo ainda que tudo da OSR está sendo respeitado. Porém, não retrucou acerca do arquivo da orquestra.

Alguns músicos, por sua vez, reclamaram entre si, na plateia, porque não estão tendo mais acesso ao banheiro social do teatro - e os dos camarins não comportam tanta gente, sendo para uso individual.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Projeto Espiral

No post de ontem "Mortes na estrada", foi mencionado o Projeto Espiral, criado por Marlos Nobre em 1979 quando esteve à frente da Funarte. O violinista Dadá Malheiros, que falou quando a palavra foi franqueada à lista de inscritos na audiência sobre a OSR, enfatizou que ele e outros seis músicos da orquestra foram frutos do projeto.

Marlos, por sua vez, ressaltou a importância de propostas como a do Espiral para revelar novos talentos e criticou orquestras que trazem músicos de outras cidades para preencher o quadro durante um concerto: "Se eu fizer isso, eu estou mentindo". O compositor e gente concordou que, para tal, será preciso garantir primeiro melhores condições salariais e abrir novo concurso público pra OSR.

Quem foi Rinaldo Rossi?

Um dos nomes mais destacados dentre os compositores e maestros baianos dos anos 60/70 foi o pernambucano Rinaldo Rossi (não Reginaldo Rossi), que conheci ao ouvir dois vinis regidos por ele com peças dele mesmo (um réquiem, salvo engano), de Marlos Nobre e de compositores da Bahia. No entanto, a busca por informações sobre ele pelo Google foi infrutífera. Queria saber se alguém pode fornecer relatos a respeito dele para eu postar aqui no blog e assim disponibilizarmos um mínimo de informações no mundo virtual (audicoes@gmail.com).

Update: Graças a Frederico Barreto, vide comentário abaixo, um link foi encontrado. Muito obrigado pela consideração.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Mudanças na Osesp

Acabei de saber pelo Facebook, por meu colega de ofício Leonardo Martinelli, da revista Concerto:

Últimas notícias da Osesp: saem Fernando Henrique Cardoso da presidência da fundação e Horacio Lafer Piva, Pedro Moreira Salles e Rubens Barbosa do conselho. O novo presidente do conselho é Fábio Colletti Barbosa (presidente da Abril S.A.), e o conselho passa a ser integrado por Heitor Martins (ex-presidente da Fundação Bienal e sócio da McKinsey), Helio Mattar (Instituto Akatu), Eliana Cardoso (membro do conselho consultivo da Osesp e economista) e Antonio Quintella (membro do board of trustees da New York Philharmonic e presidente do conselho de administração do Credit Suisse Hedging Griffo). Marin Alsop passa a atender pelo título de "Diretora Musical da Osesp" e não apenas regente titular. Arthur Nestrovsky e Marcelo Lopes seguem em seus respectivos postos.

Concerto da OSR nesta quarta, dia 26

Veja a programação, com obras de Carlos Gomes, Ottorino Respighi e Beethoven.

Mortes na estrada

Na audiência sobre a OSR, os músicos que faziam "pontes rodoviárias" (como Recife-Natal ou Recife-João Pessoa) e faleceram na estrada foram lembrados nos discursos de Marlos Nobre e Elyr Alves como exemplos de profissionais que eram obrigados a tocar em diferentes lugares para compensar os baixos contracheques.

Foram citados, especialmente: Radegundis Feitosa, o maestro Eugene Egan, o violoncelista Piero Severi e o violista Emílio Sobel.

Elyr, em seu discurso representando os músicos da OSR (após pronunciamento de Tales Silveira, o outro representante dos músicos), frisou ainda a conhecida falta de continuidade nas políticas públicas (citando como exemplo o Projeto Espiral, que Marlos criou na Funarte no final dos anos 1970 e depois foi abandonado) e a defasagem da proposta de reajuste do salário base dos músicos da OSR para R$ 2.400,00, lembrando que esse valor foi apresentado há mais de três anos.

Também foram destacados por Elyr o assédio de maestros autoritários aos músicos e a necessidade não só da verba para manutenção de instrumentos, mas também para seus trajes (quatro tipos de trajes são usados pela OSR). O violista denunciou ainda que a baixa remuneração no Recife tem feito com que jovens talentos pernambucanos continuem indo embora, a exemplo dos instrumentistas que passaram em recente concurso em Goiás.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Pérola do futurismo russo

A revolução bolchevique e sua glorificação tardia da revolução industrial tinham o objetivo de o evidenciar a força do proletariado como sustentáculo econômico da nação soviética. No entanto, a apologia às inovações industriais já vinha de alguns tempos atrás e eclodiu nas artes por meio do movimento futurista, lançado em 1909. A proposta do movimento, de exaltar o poder da máquina sobre o homem, veio a calhar à propaganda do regime leninista e produziu interessantes obras artísticas, notadamente na música.

Talvez a peça mais conhecida do movimento soviético seja Zavod, de Alexander Mosolov, palavra russa que pode ser traduzida como "forjaria" (o lugar onde se fabrica peças de aço). Nela, a orquestra aproxima-se ao máximo de como soaria uma indústria siderúrgica, não só pelas sonoridades peculiares que ela reproduz (com o pulso marcado pelos tímpanos, em um constante 4 por 4, e o reforço de uma bigorna e uma folha de zinco no ritornello da seção inicial), mas também pela atmosfera obsediante (repetitiva, enfatizada pelos ostinati) que traduz a opressão derivada do pensamento mecanicista.

Essa versão abaixo não foi bem gravada, porém - dentre as que achei no YouTube - mostra melhor a atuação da bigorna e da folha de flandres. Qualquer coisa, é só fazer uma busca por "zavod mosolov". Há pelo menos cinco interpretações da peça à disposição.

domingo, 23 de junho de 2013

OS? Não!

Marlos Nobre, ao falar sobre a ascensão da Osesp na Era Neschling na audiência da última quinta, citou o modelo de organização social (OS) que a orquestra adotou, desvinculando-se administrativamente do governo estadual paulista e gerindo a si mesma e a Sala São Paulo através de contratos firmados com o dito governo.

Os músicos da OSR, somente em ouvir a expressão "organização social", rechaçaram a ideia com sonoros "não", a ponto de Marlos Nobre ter de acalmá-los.

Quando a palavra foi aberta à lista de inscritos da plateia, a violinista Carla Gadelha respondeu que o modelo de OS foi tentado em 1984 e a orquestra quase se acaba, e recomendou que a verba dos patrocinadores que venham a fechar parcerias com a OSR seja destinada a pagar solistas, regentes assistentes, instrumentos etc., mas que a responsabilidade de honrar os salários não seja retirada da Prefeitura.

O assistente de produção Toinho pediu um aparte para frisar que a orquestra não parou de tocar em todas as crises que viveu até o momento.

Gadelha também disse que, como advogada, ajudou a preparar e a coordenar o último concurso público para a Orquestra Sinfônica do Recife e a Banda Sinfônica da Cidade do Recife, sem ônus para a prefeitura, e que onze vagas na OSR não foram preenchidas por conta do baixo salário oferecido - o que se espera que seja reparado junto com a aprovação do Plano de Cargos e Carreiras em tramitação na Câmara.

sábado, 22 de junho de 2013

Para Calimerio

Faz dois anos que o compositor mineiro Calimerio Soares faleceu, em Uberlândia, de complicações decorrentes de uma neoplasia gástrica (câncer de estômago). Eu o conhecia desde o tempo do programa Audições Brasileiras, 2005, e chegamos a ter uma longa conversa via VoIP (creio que por Skype), mas nosso contato constante se dava via e-mail.
 
Chamado de discreto mestre por Harry Crowl, tivemos duas chances de nos conhecer pessoalmente - nas Bienais de Música da Funarte de 2007 e 2009 -, porém nunca coincidiam os dias em que eu faria a cobertura do evento e que ele acompanharia a apresentação de obras dele. Mesmo assim, nunca perdemos o contato e ele me falava do desejo de rever a Grã-Bretanha, após me acompanhar pela internet durante minha viagem à Irlanda em 2008.

Aliás, nas duas viagens que fiz à Europa, eu tirava uma foto de qualquer órgão que encontrasse para mostrar a Calimerio. Registrada minha lembrança por ele, deixo abaixo um depoimento de Harry Crowl que encontrei no blog PQP Bach e, em seguida, um vídeo caseiro que encontrei no YouTube, onde Calimerio toca cravo em casa, poucos meses antes de partir.
 
"Fiquei muito chocado com a notícia da morte do Calimerio, que recebi ontem também. Acompanhava a trajetória dele de longe. Sempre enviava notícias de suas apresentações pelas cidades do Triângulo Mineiro, principalmente, mas também do mundo afora. Era uma pessoa generosa e muita simpática com os colegas, dos poucos compositores brasileiros que se interessam pela obra dos outros. Sua linguagem era contida, mas muito bem cuidada, muito apropriada tecnicamente, especialmente para os instrumentos que dominava melhor, como o cravo e o órgão, além do piano. Tínhamos também o interesse pela música antiga em comum. Certamente, o discreto mestre vai fazer muita falta".


Sidar Hulok (sic)

Que o nome do gestor geral do Conservatório Pernambucano de Música causa sempre confusão, é fato. E ontem mais uma gafe entrou para a série de relatos cômicos de Sidor Hulak*. Foi quando o vereador André Régis, depois de se causar risos na primeira tentativa de ler o nome, finalmente passou a palavra para "Sidar Hulok" (cidaruloque).

* Em tempo: a pronúncia certa é SÍdor HuLAK, com a primeira palavra paroxítona e a segunda oxítona. O agá é mudo.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Sugestões de Raul Jungmann

O vereador Raul Jungmann sugeriu na audiência a volta da Associação dos Amigos da Sinfônica, para possibilitar a toda a sociedade contribuir com a OSR (eu ainda acrescento que ela poderia captar recursos via Lei Rouanet e propor projetos de apoio, como aconteceu no Conservatório Pernambucano na década passada), e que deve voltar à pauta a questão da sede da orquestra, a fim de que ela só ocupe o Santa Isabel para fazer seus concertos. Jungmann também convidou a OSR a fazer um concerto na Câmara Municipal.

Frases da audiência sobre a OSR

"O que a gente viveu [sobre as crises na OSR de uns anos pra cá] não é nenhum cataclismo. Agora temos de olhar pra frente". Leda Alves, secretária de cultura do Recife.

"Quem pensa em projeto pessoal em uma ação coletiva [a reestruturação da orquestra] só vai prejudicar". Idem

"Não vamos brincar como menino buchudo, como menino amarelo. Aqui é todo mundo crescido". Idem

"Tenham certeza de que vocês têm um líder amável, mas também exigente". Marlos Nobre, regente titular interino, aos músicos da OSR

"Os músicos emprestam seus instrumentos à cidade [não recebendo adicional de manutenção] e cada instrumento vale mais que muitos anos de salário de seus donos". Vereador André Régis

"Nunca houve uma época de ouro da OSR porque ela ainda virá. Estamos trabalhando para isso. Mas é certo que nunca houve um período tão ruim quanto os últimos doze anos [aplausos]". Idem

"Nós da oposição estamos sempre à disposição do governo e a Comissão [de Educação, Cultura, Esportes e Turismo da Câmara Municipal] tem membros do governo também. A causa da orquestra é suprapartidária". Idem

"A preocupação com a vida do artista é uma prioridade. E o trabalho de uma orquestra é suprepartidário". Elyr Alves, violista da OSR.

"Apoio a condução da questão por André Régis. Quero participar e contribuir. A orquestra [OSR] representa a alma da cidade: existe para nos dar prazer, para nos dar cultura". Vereador Raul Jungmann

Fontes em mãos

Ontem, na audiência pública sobre a OSR na Câmara, André Régis mencionou que havia lido a edição de abril da Continente, com a entrevista de Marlos Nobre, e por isso sabia dos posicionamentos do compositor sobre a crise na orquestra. Já o maestro Rafael Garcia citou estatísticas do Anuário VivaMúsica! sobre a Sinfônica de Sergipe, uma orquestra de estado próximo que desde 2006 vem mantendo um padrão artístico de qualidade.

Nosacuda

Pernambuco agora tem um site de arrecadação coletiva para projetos culturais, o Nosacuda.

Hoje, em João Pessoa

Concerto da seção de percussão da Orquestra Sinfônica da Universidade Federal da Paraíba (OSUFPB Percussão) celebrando os 10 anos do COMPOMUS (Laboratório de Composição Musical da UFPB). Somente obras inéditas e de compositores atuantes na Paraíba.

Sexta-feira, 21 de junho de 2013, 20h, Sala de Concertos Radegundis Feitosa
Entrada Franca

Obras de
Arimatéia de Melo
Henry Krutzen
José Orlando Alves
Samuel Cavalcanti Correia
Tom K
Valério Fiel da Costa
Wilson Guerreiro

LAMUSI-CCTA-UFPB

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Doutorado em Música na UFPB - resultado da primeira etapa

A próxima etapa acontecerá entre os dias 08 e 10 de julho. Confiram os selecionados.

As confrarias

Continua em cartaz a peça As confrarias (confira matéria e informações sobre preço e horários), com direção de Antonio Cadengue, que adaptou para o teatro o livro de Jorge Andrade, e trilha sonora de Eli-Eri Moura.

Neste vídeo, divulgado pelo compositor, estão os principais trechos da trilha. Quem quiser ir à peça e não tiver companhia é só me chamar.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Agradecimento aos brasileiros nos EUA

As estatísticas do blog apontam que, desde a volta às atividades, há cerca de dois meses, um terço de todos os visitantes do Audições Brasileiras é dos Estados Unidos - presumo que de brasileiros que moram lá. Aproveito para agradecer muitíssimo pela estima.

Anuário VivaMúsica! 2013


Recebi anteontem a edição 2013 do Anuário VivaMúsica!, pelo qual o mainstream da música clássica nacional aguarda - ano a ano - desde 1998 para conferir a lista atualizada de quem é quem no métier do ramo e qual o tema de capa, sempre tratado em um longo e informativo ensaio.

Desta vez, o tema foi a atividade orquestral brasileira, ou seja, como as principais orquestras sinfônicas do país funcionam. Doze conjuntos passaram três meses levantando dados para responder com precisão e franqueza ao questionário enviado pela equipe do Anuário, e o resultado foi bastante rico.

O levantamento incluiu os seguintes tópicos: arrecadação e orçamento (incluindo captação via Lei Rouanet), postos de trabalho (do número do pessoal administrativo e de apoio aos benefícios oferecidos aos músicos), concertos realizados (com porcentagem de obras nacionais), ingressos vendidos, números de público, ações educativas e produtos culturais lançados (CDs, DVDs etc.).

Lembrando da audiência pública que haverá nesta quinta pela manhã na Câmara Municipal sobre a Sinfônica do Recife, escusado dizer que o Anuário VivaMúsica pode ajudar bastante como leitura para a reorientação da orquestra - aliás, de qualquer orquestra do país.

Para quem quiser adquirir a publicação: http://www.vivamusica.com.br/

O primeiro furo...

...a gente nunca esquece.

Besteira. Nunca persegui isso e aconteceu por felicidade minha. "Por força das circunstâncias", digamos.

Divulguei no face que Marlos Nobre iria ser o regente titular da Sinfônica do Recife pouco depois das duas da tarde, primeiro no Facebook e logo em seguida aqui no blog. O JC/NE10 nem esperou pela coletiva às cinco e soltou a notícia no ar depois das três. Os demais órgãos, só depois da apresentação do maestro ao público.

[Correção: JC/NE divulgou às 15h18; Pernambuco.com, às 15h17; e portal LeiaJá, às 15h14]

Pós-coletiva com Marlos Nobre

Como último a falar na coletiva, o violista Elyr Alves - que é casado com a spalla, Marie Savine Egan - pediu a palavra para transmitir o voto de confiança ao prefeito e pedir que ele aprove o plano de carreira que está em tramitação na Câmara Municipal, o primeiro nos 83 anos de história da OSR. Elyr, que falou com brevidade e objetividade, dentro do ambiente de cortesia que reinava nessa primeira conversa entre músicos e maestro, acabou, dessa forma, sendo o mais intensamente aplaudido.

Já o violinista Dadá Malheiros, reforçou, em depoimento direto a mim, que a expectativa é positiva para que se restitua a OSR ao patamar onde ela deseja estar: "A gente encontrou um apoio histórico: um prefeito que veio até a orquestra e não uma orquestra que teve de ir ao prefeito, como todas as vezes atrás".

Conversando com os jornalistas após a coletiva, Marlos Nobre explicou que está interinamente com a direção artística e a regência titular da OSR, mas sem prazo definido. Também não há data para o primeiro concerto dele à frente da orquestra: "a Sinfônica só dá o primeiro concerto comigo quando estiver com o som apurado. Não é pra ser como a Filarmônica de Berlim, mas tem de estar bonito".

Em contrapartida, Nobre confirmou que pretende chamar regentes convidados e idealiza que, para lhe suceder, um maestro jovem e talentoso tem de abraçar a orquestra e decidir crescer com ela, ou seja, não deve ser um "figurão" que assuma "mais uma" orquestra (aspas e palavras minhas).

Sobre os planos que possui para refortalecer a presença do público e da imagem da orquestra perante o empresariado, o compositor declarou que pretende atrair patrocinadores para bancar séries de concertos (como acontece na maior parte das orquestras bem organizadas) e prometeu, sobretudo, empenho no acompanhamento das negociações salariais da OSR, de modo que os músicos não precisem fazer bico para complementar o salário, como vêm fazendo.

"Eu não quero enganar. Eu trabalho claro", reforçou Marlos Nobre à imprensa e depois aos músicos, em posterior conversa reservada com eles.

Marlos Nobre fala à imprensa como regente titular interino da OSR

Nesta quinta, às 17h28 (quase meia hora após o horário marcado, por conta do aguardo ao prefeito do Recife, Geraldo Júlio), aconteceu a coletiva de imprensa para apresentar oficialmente Marlos Nobre como regente titular e diretor artístico interino da Sinfônica do Recife.

(Mais de três horas antes, eu havia divulgado no Facebook e no Twitter que Nobre assumiria a orquestra, mas não disse que era em caráter interino. Segundo um jornalista amigo meu, a Secretaria de Cultura do Recife não confirmava nem negava o nome do compositor/maestro e pedia que se aguardasse a coletiva, mas o NE10 já havia anunciado o caráter de interinidade após as 15h.)

A secretária de cultura, Leda Alves, e Nobre ladearam o sempre sorridente prefeito na mesa colocada no Salão Nobre do Teatro de Santa Isabel. No total, a coletiva durou 26 minutos e foi seguida por uma conversa do maestro interino com os jornalistas e depois com os músicos da orquestra.

Geraldo Júlio comentou, após as saudações iniciais de Leda Alves, que vinha acompanhando a situação da OSR desde outubro e que, após assumir a prefeitura, teve de dar conta das demandas referentes ao carnaval até voltar-se ao caso da orquestra.

"Todo governo, quando assume, tem esse turbilhão [para enfrentar] que é o carnaval. Depois, pudemos nos sentar para escutar, conversar e dialogar [sobre a OSR]", disse GJ emendando um agradecimento aos regentes que passaram pela Sinfônica desde sua fundação, "por tudo o que fizeram pela orquestra". Por fim, o prefeito comprometeu-se com a "valorização profissional, o desenvolvimento e a ampliação" da OSR.

Marlos, por sua vez, falou de sua relação com a OSR e o Santa Isabel, onde deu seu primeiro recital de piano, aos 5 anos de idade, e explicou que veio ao Recife com uma missão: realizar uma nova etapa na história da Sinfônica do Recife, no caso uma etapa de transição. Ele voltará à capital pernambucana em julho para ensaiar com a orquestra e tratar de perto dos demais problemas, mas permanece na cidade até sexta e acompanhará a audiência pública desta quinta.

Leda Alves, a seguir, enfatizou que a receptividade que encontrou em GJ ao tratar da orquestra foi a melhor possível: "Nunca levei um sonho para uma pessoa hierarquicamente superior a mim, o prefeito, no caso, para ele adotar sem criar dificuldades ('não tenho dinheiro', 'a prefeitura é pobre' etc.). Foi um negócio inexplicável".

[Continua no próximo post.]

terça-feira, 18 de junho de 2013

Marlos Nobre assume Sinfônica do Recife

Foto: Facebook/Perfil do compositor.
Será anunciado hoje no Teatro de Santa Isabel, às 17h, o nome do novo regente titular da Sinfônica do Recife. Dentre os vários candidatos possíveis, foi escolhido o menos especulado de todos, por se tratar de um compositor de carreira, e não maestro: Marlos Nobre. Mais informações pela imprensa, de hoje pra amanhã.

Banda Sinfônica presta homenagem a Dominguinhos em clima de São João

Considerado pelo próprio Luiz Gonzaga o seu “herdeiro artístico”, e conceituado como o mais importante sanfoneiro do país na atualidade, o cantor e compositor Dominguinhos é o grande homenageado do IV Concerto Oficial – Temporada 2013 da Banda Sinfônica da Cidade do Recife, às 20 desta quarta-feira 19 de junho, no Teatro de Santa Isabel, com regência do maestro Nenéu Liberalquino e entrada franca.

Ganhador do Grammy Latino de 2002, o artista pernambucano será homenageado com a execução de duas famosas composições: Lamento Sertanejo, do próprio Dominguinhos, em parceria com Gilberto Gil; e Vozes do Agreste, de E. Villani-Côrtes, música intensamente marcada pelo espírito de nordestinidade.          

Como em concertos anteriores, a Banda Sinfônica executará uma trilha sonora de grande sucesso, pois esse gênero musical foi apontado como um dos mais apreciados pelo público que costuma acompanhar as apresentações do grupo. A escolhida, dessa vez, é a suíte sinfônica Piratas do Caribe, de Klaus Badelt.

As outras obras que compõem o repertório do concerto são: Maxixeando (Dimas Sedícias),  With Pleasure (John P. Sousa),  Arioso  (Johann Sebastian Bach),  Dança dos Atores – da ópera A Dama de Orleans  (Peter I. Tchaikovsky)  e The Symphonic Gershwin,  reunindo três composições do compositor norte-americano George Gershwin: An American in Paris,  Rhapsody in Blue  e Cuban Overture.  

Aberto ao público

Mais informações: 3355-6890 (Sede da Banda Sinfônica)

segunda-feira, 17 de junho de 2013

[OFF] Aulas de português, inglês e espanhol

Quem quiser aproveitar as férias para ter aulas de reforço em português, inglês e espanhol, pra ensino médio ou para concursos, é só me contactar (audicoes@gmail.com). Atendo em Olinda, Jaboatão e Recife e faço a hora-aula por trinta reais. Mas é só o início de agosto, quando voltarei às atividades normais.

Aula de percussão

Se você é estudante de percussão e quer saber o máximo possível de técnica instrumental sobre todas as famílias do naipe, este vídeo (de mais de duas horas de duração) é um presente.

sábado, 15 de junho de 2013

Motivos

Como comentei no post anterior, contactei outras personalidades para saber o que esperam da audiência pública sobre a Sinfônica do Recife, dia 20 que vem, e não obtive retorno. Não fiz questão alguma de insistir porque não era para nenhuma matéria, e sim para uma consulta pessoal, senão eu teria até telefonado. Sem hierarquizar ou associar cada item a alguém em particular, os fatores que pesaram para ter havido silêncio a essa minha abordagem foram os seguintes: 1. evitar comentários pela metade (ou seja, a vontade era de falar pontos positivos e negativos, mas, sabendo que os negativos não pegariam bem, o mais honesto consigo mesmo foi não dar um depoimento somente elogioso); 2. evitar comentários contra a orquestra (a despeito da situação que os músicos enfrentam, isso era algo de que se gostaria de mencionar); 3. evitar comentários contra o ex-regente titular (posto que, cedo ou tarde, depararão com o professor Osman Gioia e talvez ninguém compreendesse que as observações feitas fossem rigorosamente profissionais); 4. "Meu plano para a OSR não deu certo, então estou cuidando da minha vida"; 5. "Só chuto cachorro morto, sempre gritando"; 6. "Problema de vocês aí 'do' Pernambuco". Foi estranho ver um grupo de pessoas - não relacionadas entre si - optar pelo "fico na minha".

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Expectativa para a audiência pública da OSR

Foto: Facebook/perfil pessoal.

Quinta que vem acontecerá a audiência pública proposta pelo vereador André Régis e aprovada pela Câmara Municipal para discutir a situação atuação da Sinfônica do Recife. Nos próximos dias, iria publicar depoimentos de importantes personalidades que acompanham a questão e que me responderiam sobre o que pensam da iniciativa dessa discussão a portas abertas com a sociedade.

A primeira convidada foi a professora Ana Lúcia Altino Garcia, pianista e diretora executiva do Virtuosi, bastante conhecida das plateias de concertos recifenses e que confirmou a presença do marido, maestro Rafael Garcia, para falar na audiência como diretor artístico do Virtuosi.

No entanto, os demais convidados, gente com quem sempre tive abertura, decidiram não se manifestar - por motivos desconhecidos, que não compreendi a princípio, mas que estou começando a compreender agora. Assim, ficam aqui apenas as palavras de professora Ana Lúcia Altino Garcia.

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Eu não acredito que uma audiência pública resolva alguma coisa mas sem dúvida nenhuma é um passo para mostrar a situação da OSR atual, como ela se encontra, suas dificuldades, os problemas salariais, a falta de uma programação, enfim tudo que já se sabe e o que se deve fazer para melhorar e principalmente para resgatar a credibilidade que hoje não existe. É certamente uma forma de mobilizar a sociedade para  a importância de uma orquestra sinfônica numa cidade como o Recife assim como para os problemas que afligem a orquestra hoje, e para a busca de soluções que irão depender unicamente da vontade política. Que não seja apenas uma audiência pública, mas várias, até que se encontre o ponto de equilíbrio entre o artístico e o material fazendo com que a OSR retome suas atividades e atenda os anseios de seus músicos.  Acho que é essa nossa esperança.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

A Sagração da Primavera Brasileira

Já que tenho falado de Salvador nos últimos dias, tem algo que quero colocar em pauta em breve. Recebi de Paulo Rios Filho, quando estive lá há pouco mais de dois anos, um monte de gravações em mp3 de obras de compositores baianos. Estou até hoje ouvindo-as e assimilando-as aos poucos (vim a descobrir alguns vinis raros na casa do artista plástico Raul Córdula, em Olinda, de cuja família sou amigo, regidos por um pernambucano falecido precocemente e do qual ninguém fala até hoje: Rinaldo Rossi), mas Paulo me mostrou ainda na casa dele a gravação de Ritual.

Na primeira audição, a despeito das explicações de Paulo, não consegui me empolgar com a peça. Já na segunda vez - mais de um ano depois, em minha casa - descobri o quanto ela é poderosa, sem falar de que se trata da partitura de influência stravinskiana mais forte no Brasil desde sempre (mais do que o Choros n° 8 do Villa e mesmo do que o balé Estância, de Ginastera). Aproveitando o embalo dos cem anos da Sagração, pedi a Paulo Costa Lima que procurasse ver com seus alunos se eles poderiam colocar no YouTube a gravação acompanhada da partitura. Quando isso rolar, divulgarei por aqui - em memória de Lindembergue Cardoso, que, se vivo estivesse, continuaria sendo um dos expoentes máximos da música de concerto brasileira.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Sala Nordeste agora abriga apresentações musicais

Concerto reinaugural do espaço artístico do MinC acontece nesta quinta no Recife Antigo com a Orquestra Jovem de Pernambuco e o maestro Rafael Garcia.

Inscrições abertas para o II Opera Studio Recife

Confira notícia no site da revista Continente.

Ocaocaoca 3

Completa Paulo Rios Filho (sobre o post de ontem), para vocês verem o quanto esse pessoal da Oca está agitando Salvador (e podemos acompanhar tudo pelo YouTube, de tempos em tempos):

De certa forma ligado à Oca, através da minha pessoa, tivemos também a atuação do Camará Ensemble que, fundado no final de 2011, já coleciona mais de 20 estreias de obras dedicadas ao grupo, além da performance de uma série de outras músicas de compositores baianos e de todo o Brasil.

Foram 10 concertos do grupo até agora, dentre apresentações em Salvador, no interior da Bahia, no Ceará, além de uma participação em um show de rock na capital baiana.

Em 2013, a Oca foi ganhadora de um programa de residência artística do Teatro Vila-Velha com um projeto que envolve criação artística em música e dança. São três concertos de música contemporânea e três apresentações de um espetáculo interativo música/dança/vídeo que está sendo montado por integrantes da OCA e convidados, sob a coordenação da coreógrafa Lia Sfoggia.

Além disso, há a boa notícia da realização da segunda e terceira edições do MAB, agora com patrocínio da Petrobras, através do Programa Petrobras Cultural. O projeto foi ganhador de uma das categorias do edital e já está tramitando para entrar em fase de pré-produção. Ainda o segundo semestre de 2013 devemos ter novo MAB com uma série de novidades para a cena musical da Bahia.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Ocaocaoca 2

Sobre o Música de Agora na Bahia (MAB), o maior projeto empreendido pela Oca, Paulo Rios Filho contou o seguinte:

Foram mais de 70 atividades dedicadas ao universo da música contemporânea desde maio até dezembro [de 2012] em diversos espaços de Salvador. As atividades incluíram:
 

a) Concertos com grupos locais e obras de compositores brasileiros: teve Camará Ensemble, Quarteto de Clarinetes da UFBA, Grupo de Percussão da UFBA, GIMBA... foram mais de 30 estreias absolutas de obras.
 

b) Concertos com convidados a níveis nacional e internacional: Dan Vandewalle (Bélgica), que apresentou concerto especial em homenagem a John Cage; Pedro Rebelo e Franziska Schroeder (Irlanda do Norte); Jon Appelton e Paul Botelho (EUA); Ana Cláudia Assis (Minas Gerais); Jaime Reis e Ana Telles (Portugal).
 

c) Dois seminários de composição com professores convidados de todo o Brasil (João Pedro Oliveira, Sergio Freire, Roberto Victorio e Luis Eduardo Castelões) e oito bolsistas de vários estados brasileiros.
 

d) Oito projeções sonoras de música eletroacústica.
 

e) Performances com dança e teatro em locais públicos – em uma delas, um ator se fez de vendedor ambulante e comercializou CDs e DVDs piratas de música contemporânea nos pontos de ônibus. O resultado foi uma façanha: 3 CDs e 1 DVD vendidos em apenas uma hora de performance...!!!
 

f) Recitais-relâmpago em escolas públicas, com obras de um minuto de duração composta por alunos do curso de composição musical da UFBA.
 

g) Ciclo de palestras para a comunidade em geral, com compositores de música nova.

Vale lembrar o patrocínio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura, a parceria com o Teatro Vila-Velha e o apoio institucional da Escola de Música da UFBA. [grifo meu]

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Ocaocaoca

Visitei Salvador pela primeira e única vez em abril de 2011 para acompanhar o lançamento do projeto Bafrik, um misto de portal e rede social para conectar compositores da Bahia e da África. Fui como convidado da Oca (Oficina de Composição Agora), após prontificar-me a fazer a cobertura do evento para a Continente e a Concerto, e lá fui recepcionado por uma galera boa, liderada por Paulo Rios Filho. Alexandre Espinhara, Guilherme Bertissolo, Alex Pochat, Joélio Santos, Vitor Rios... E ainda tive o prazer de conhecer Paulo Costa Lima, o mentor do grupo, que mantém um blog no portal Terra.

De lá pra cá, a Oca organizou outro bocado de iniciativas excelentes em Salvador. Foi tanta coisa que pedi a Paulo Rios para me fazer um relato, o qual vou publicar em mais dois posts, e vocês terem uma ideia do que está rolando por lá.

sábado, 8 de junho de 2013

Especular ou não especular...

Neste exato momento estou em João Pessoa e deixei esta postagem agendada. Tava pensando em começar a fazer um perfil dos papabili, dos possíveis candidatos à lista triplice que os músicos da Sinfônica do Recife querem indicar à Secretaria de Cultura. Mas essa lista é, até o momento, uma reivindicação. Então vou ficar descansado aqui, curtindo hóquei sobre gelo na TV (escrevi estas linhas na sexta à noite).

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Concerto n° 195

Acabei de receber a edição de junho da revista Concerto. Destaque para mais uma das cartas à redação do musicólogo Flavio Silva, coordenador das Bienais de Música da Funarte, que desta vez critica a compositora Tatiana Catanzaro e o crítico João Marcos Coelho.

A matéria do mesmo JM Coelho sobre compositores residentes, especialmente tomando o caso de Magnus Lindberg, também vale a pena ser destacada. E neste exato momento estou lendo a matéria de Leonardo Martinelli sobre The rake' progress, de Stravinski.

Ou seja, ainda estou na metade da revista. Até o final deverá haver mais coisas interessantes, como as traduções de Irineu Franco Perpétuo das matérias da Gramophone.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

O pernambucano James Strauss tem uma série de CDs lançados no mundo inteiro, porém muitos de seus recitais ao vivo também foram gravados e o flautista decidiu reunir algumas delas para compartilhar com o público.

Vale a pena dar uma conferida na excelente compilação. Não é todo mundo que tem essa generosidade.

Arquivamento de foto

Cristina Braga no IX Virtuosi Brasil. Teatro de Santa Isabel. Foto: Flora Pimentel.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Quem serão?

Quais as suas apostas para novo regente titular e novo diretor artístico da Orquestra Sinfônica do Recife?. Escrevam na fan page do Audições Brasileiras no Face ou no Twitter.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Audiência pública sobre a OSR

Agora à tarde houve audiência pública no plenário da Câmara Municipal para discutir a situação da Orquestra Sinfônica do Recife, cujos músicos compareceram em peso e ocuparam todo um lado da arquibancada do plenário.

Com cerca de metade dos vereadores presentes - exclusive o presidente da casa, vereador Vicente André Gomes (PSB) -, o vereador André Régis (PSDB) ocupou a tribuna durante cinco minutos para recapitular alguns aspectos que marcam a atual crise da sinfônica (que se arrasta desde 2006, na verdade).

Régis, presidente da Comissão de Educação, Cultura, Turismo e Esportes da Câmara, reforçou que todos os grandes centros urbanos do mundo têm uma orquestra sinfônica e que portanto a audiência não era para debater se uma sinfônica é necessária ou não, mas sobre o que se poderia fazer em favor da sinfônica que o Recife possui desde 1930.

Ele relatou ter visitado o Santa Isabel para conversar com os músicos da OSR por quatro vezes desde o início de seu mandato para entender porque ela praticamente não estava mais tocando: "Estamos em junho e só dois concertos foram realizados. Outros dois concertos [um na última quarta, dia 29] foram cancelados de última hora com o público do lado de fora do Teatro, sem explicações". (De fato, até hoje nenhuma explicação foi dada para os cancelamentos.)

Por fim, o vereador disse que ouviu músicos de outras orquestras e membros da sociedade civil para entender o que estava se passando; alertou que o cargo de maestro titular estava em aberto; e enfatizou que os músicos da OSR precisam ser respeitados.

Com o microfone aberto no plenário, o vereador Henrique Leite (PT) elogiou a iniciativa da audiência mas reclamou que a discussão sobre a OSR não poderia ser partidarizada, pois nunca houve uma política pública para a orquestra.

A rigor, não havia sido mencionado na audiência que a situação era culpa do PT. O vereador petista estava se antecipando a que tal acusação fosse feita. Porém, aproveitando o embalo, é bom que se diga que o PT não foi responsável ativamente pela crise da Sinfônica: foi passivamente, omitindo-se às demandas levadas pelos músicos.

É só comparar a direção artística de Osman Gioia com a de Carlos Veiga, através, p. ex., dos CDs gravados por ambos, para se constatar que, se não havia uma política pública para a OSR ou para a música clássica em geral no município, havia uma melhor qualidade artística no final dos anos 1990, quando Roberto Magalhães dirigia a prefeitura municipal. Também não desejo politizar o debate - não é necessário e não vai ajudar em nada -, mas é um fato que precisa ser contraposto.

(Tenhamos em mente, sobretudo, o que a orquestra pede na atualidade. Vide entrevista abaixo com Gueber Santos. Isso é o importante pra OSR no momento.)

Por fim, o resumo da ópera: o tema não ocupou dez minutos da sessão da Câmara, não se chegou a nenhuma conclusão ou promessa em favor da orquestra e nenhum novo evento ou discussão a respeito foi marcado pela casa. Nenhum dos músicos foi convidado a falar ou a mandar pronunciamento por escrito, muito menos ninguém da população, e não havia cidadão inglês algum para ver o debate. Então, é de se perguntar: qual passo adiante foi dado após a tarde de hoje?

Reatualização da postagem: o que aconteceu na Câmara, conforme explica a matéria do portal LeiaJá, foi a aprovação de um requerimento de autoria do vereador André Régis para que fosse marcada a referida audiência pública. Esta ficou datada para o próximo 20 de junho e já tem presença esperada de várias pessoas do meio musical erudito recifense.

Resultados de editais da Funarte

A Fundação Nacional de Artes divulgou hoje o resultado do Prêmio Funarte de Música Brasileira e dos projetos habilitados e inabilitados no Prêmio Funarte de Concertos Didáticos 2013.

Novas perspectivas para a OSR

Hoje à tarde, as atenções do poder legislativo municipal estarão voltadas para a Orquestra Sinfônica do Recife, que será tema de audiência pública na Câmara Municipal, no Parque Treze de Maio. Antes de o debate começar, procurei um dos integrantes da Comissão de Músicos da OSR, a qual denunciou - mais uma vez - a situação da orquestra à imprensa e à sociedade e lancei-lhe três perguntas. Confiram as respostas do claronista e clarinetista Gueber Santos, que resumem as reivindicações da sinfônica mais antiga do Brasil em atividade ininterrupta.

1. Qual é a orquestra que os músicos da OSR visualizam, isto é, como é a Sinfônica do Recife que seus integrantes desejam?
Esperamos ter uma Orquestra Sinfônica que cumpra melhor o seu papel na cidade do Recife. Para isso, precisamos oferecer à população recifense concertos de qualidade, que façam parte de um programa artístico maior, ou seja, de uma Temporada Anual de Concertos. É imprescindível que o público saiba quando será e qual será o programa executado em cada concerto da OSR para que, dessa forma, possa acompanhá-la mais de perto. Nesse sentido, a criação de uma website para a orquestra figura como uma importante ferramenta tecnológica. Desejamos, ainda dentro do quesito programação, contar com a participação de renomados regentes e solistas convidados. Seria interessante termos em nossa programação artística a participação de artistas pernambucanos que se destacam no exterior, a exemplo dos violoncelistas Antonio Meneses e Leonardo Altino, do oboísta Isaac Duarte, do compositor Marlos Nobre, do maestro Lanfranco Marceletti, entre outros. Também destaco a importância dos concertos didáticos, realizados para alunos das escolas públicas da rede municipal (e por que não ampliar para a rede estadual também, por meio de parcerias entre a Prefeitura do Recife e o Governo do Estado?), bem como os concertos populares realizados em praças públicas. Além disso, gostaríamos de ter uma série de Grandes Concertos Populares, realizados dentro do teatro, com a participação de grandes artistas regionais e nacionais, a fim de incentivarmos cada vez mais a presença do público no teatro. Precisamos também contar com a colaboração do regente assistente (cargo desativado pela gestão anterior da OSR), pois cada regente (Titular, Auxiliar e Convidados) desempenha um importante papel na vida artística de uma orquestra. Bem, finalmente, desejamos um modelo de gestão para a OSR que ofereça propostas e projetos em parceria com os músicos da orquestra.

2. Num cenário com um novo regente, os músicos da OSR estão dispostos a serem remanejados numa eventual ação como as que aconteceram na Osesp no final dos anos 90 e da OSB em 2011?
Acreditamos que medidas drásticas como esta apenas deveriam ser tomadas quando esgotadas todas as possibilidades de diálogo e de engajamento do músico em questão nesse novo projeto para a Orquestra Sinfônica do Recife. Um diretor artístico competente e experiente saberá, sem dúvida, conduzir esse processo da melhor forma possível, pois antes de ser um regente, ele deve ser acima de tudo um gestor.

3. Em que consiste o plano de carreira cujo projeto tramita na Câmara?
O Plano de Cargos e Carreira da categoria especial Músicos da Orquestra Sinfônica do Recife consiste numa necessária reestruturação salarial para os músicos da orquestra. Além de reparar a defasagem salarial que existe hoje na OSR (em comparação com os salários praticados nas demais orquestra do país), o PCC representa um investimento a longo prazo na orquestra, que atualmente se encontra em processo de sucateamento e corre o risco de se extinguir. Infelizmente, hoje a nossa orquestra figura como um "degrau" momentâneo na carreira dos nossos músicos, pois estes, assim que conseguem algum outro vínculo empregatício que valorize mais o seu trabalho, abandonam legitimamente a OSR em busca de melhores condições de vida. A implantação do PCC é imprescindível para reverter esse quadro (nos últimos anos vários colegas pediram demissão da orquestra) e buscar escrever daqui para frente uma nova história, pois precisamos oferecer melhores condições salariais aos músicos a fim de que os nossos próximos concursos atraiam músicos experientes, capazes de colaborar com esse novo projeto artístico que tanto almejamos para a OSR.

domingo, 2 de junho de 2013

Videocurso de cultura musical

Não tenho por que ficar fazendo publicidade gratuita, mas vi esse videocurso numa filial da Livraria Imperatriz e achei interessante, pois possui um programa muito parecido com o do Curso de Iniciação à Música Clássica que eu iria ministrar mês passado. Se alguém o comprar, me digam se a indicação valeu a pena.

sábado, 1 de junho de 2013

Sinfonia das Florestas, de Ricardo Tacuchian

Nos dias 19, 20 e 21 de junho, nas respectivas cidades espanholas de León, Ávila e Salamanca, acontecerão as primeiras execuções europeias da Sinfonia das florestas, do carioca Ricardo Tacuchian.

A execução da peça de quarenta minutos de duração e quatro movimentos (1. Amazônia; 2. Cerrado; 3. Queimadas; 4. Mata Atlântica), que utiliza poemas de Amadeu Thiago de Mello e Gerson Valle, ficará a cargo da Orquestra Sinfônica do Conservatório Superior de Música de Castela e Leão, com regência de Javier Castro, e terá como solista a soprano Sofía Pintor Aguirre.

No mesmo concerto, serão tocados o Choros n° 10 de Villa-Lobos e El sombrero de tres picos, de Manuel de Falla. Abaixo, seguem as notas preparadas pelo próprio compositor sobre a sinfonia, a qual foi dedicada a seu mentor artístico, o paraibano José Siqueira.

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Sinfonia das Florestas
Dedicada a José Siqueira
Rio de Janeiro, 2012

I mov. Amazônia/ Amazon rain forest ca 12 min. 30 sec.
II mov. Cerrado/ Brazilian savannah ca 6min. 30 sec.
III mov. Queimadas/ Forest fire ca 8 min.
IV mov. Mata Atlântica/ Atlantic jungle ca 12 min. 15 sec.

Total time: ca 40 min.

Sinfonia em 4 movimentos para orquestra sinfônica e solo de soprano

Orquestra: 3-3-3-3/ 4-2-3-1/Timp. Perc. (3)-harp/strings; soprano solo

Textos: Thiago de Mello, Filho da Floresta (no primeiro movimento); Gerson Valle, Dentro da Mata Atlântica (no quarto movimento).

Sinfonia das Florestas é uma obra que guarda algumas referências da forma Sinfonia. Apesar de se referir às florestas brasileiras, é, na realidade, uma metáfora de todas as florestas do mundo que correm perigo de desaparecer. Assim, no 1º movimento, Amazônia, depois de uma introdução lenta, onde são explorados os ruídos da floresta, surgem duas idéias contrastantes que se alternam, criando a dialética dramática que caracteriza a forma sonata: uma parte instrumental (Allegro) segue a parte com solo de soprano (Moderato) que apresenta um caráter mais introspectivo, de acordo com a natureza do poema Filho da Floresta, de Thiago de Mello: “os silvos, os lamentos, os esturros [urros de onça]/ percorrem vibrando as distâncias/ da planície, que os tajás [tinhorões]lambem as feridas.” O poeta se diz “filho deste reino generoso” e faz um convite: “vem ver comigo o rio e as suas leis,/ vem aprender a ciência dos rebojos [redemoinhos do rio],/ vem escutar os pássaros noturnos,/ no mágico silêncio do igapó” [mata inundada de água]. O poeta encerra sua laudação, dizendo que os homens nascidos naqueles verdes são “profundamente irmãos/ das coisas poderosas, permanentes/ como as águas, os ventos e a esperança”.

O 2º movimento, Cerrado, é um Allegro Vivace que corresponderia ao Scherzo da sinfonia clássica. Ele é exclusivamente orquestral e simboliza a mata esparsa, com árvores baixas e morada de um riquíssimo bioma. O cerrado é a savana brasileira e corresponde a cerca de 22% do território nacional.

Queimadas é o movimento lento da Sinfonia (Adagio). Também é exclusivamente instrumental e começa revelando uma harmonia quase religiosa de toda a natureza, mas que é quebrada pela prática criminosa do desmatamento: derrubadas e queimadas, provocadas pelo homem para aproveitar o terreno para pastagens e plantio e o uso indiscriminado de agro-tóxicos que matam os agentes polinizadores da floresta

e contaminam a água do subsolo. Toda a harmonia inicial é substituída pelo caos, provocado por árvores centenárias abatidas e pelo fogo esterilizando o solo e pela extinção de espécies animais e vegetais. O que se segue é um imenso vazio, a seca das fontes de água ou sua contaminação, o deserto e um apocalíptico silêncio...

O 4º movimento Mata Atlântica (Vivace) tem a atmosfera do Finale das sinfonias do passado. O texto poético de Gerson Valle Dentro da Mata Atlântica foi dedicado ao compositor que nasceu na área deste ecossistema. Quando surge o solo de soprano, o andamento passa a Moderato e, depois, a Allegro Moderato. No texto, o poeta se lamenta pela destruição da Mata Atlântica. Apesar de sua catastrófica devastação, reduzindo-a a apenas 7% de sua área original ela é, ainda, um dos mais ricos ecossistemas do planeta. O poeta chora pela ação deletéria do homem, com o desaparecimento progressivo de sua rica biodiversidade como a jaguatirica, o sagui, os pássaros coloridos ou com a poluição dos rios antes caudalosos. “Aqui já não há saci oculto/ dentre os clarões desabrigados,/ devastações dos homens.” Mas o poeta não perde a esperança e, por fim, afirma: “E aqui há de vir um outro saci/ não mais escondido ou predador/ na lenda disfarçada de nossa humana maldade./ Ainda aqui tem feição o homem só/ em sua nova percepção instintiva, dobro de lobo guará/ a proteger a diversificação da sobrevida, nosso habitat”.

Prefeitura reuniu-se com músicos da OSR nesta sexta

Segue relato de Dadá Malheiros sobre o encontro que aconteceu no Teatro de Santa Isabel.

ATENÇÃO RECIFE E TODO O BRASIL: A Comissão da Orquestra Sinfônica do Recife esteve hoje em reunião com a Secretaria de Administração e Gestão de Pessoas como representantes da nossa OSR, para tratar do Plano de Cargos, Carreiras e Salários.

Um dos Secretários da Prefeitura da Cidade do Recife nos recebeu, negou ter conhecimento do nosso Plano de Cargos, solicitou uma cópia do mesmo, o qual lhe foi entregue em mão na data de hoje: 31.05.2013 pela nossa Comissão. A Secretaria de Administração garantiu analisar o Projeto do Plano de Cargos, marcou para até o dia 10 de JUNHO de 2013, outra reunião com a nossa Comissão para discutir o nosso Plano de Cargos, Carreiras e Salários. Este Plano de Cargos e Salários não onerará em muito os cofres Públicos Municipais. Esperamos que dessa vez nosso Plano de Cargos, Carreiras e Salários chegue verdadeiramente nas mãos do Excelentíssimo Senhor Prefeito da Cidade do Recife Geraldo Julio, que vem demonstrando um excelente trabalho em favor da nossa Cidade. Contamos da mesma forma, com os Excelentíssimos Senhores Vereadores do Recife, que votem o mais rápido possível e favoravelmente no Projeto de Lei da autoria do Excelentíssimo Vereador Doutor Rogério Lucca, que já tramita na Câmara Municipal do Recife desde fevereiro último aguardando a boa vontade da Plenária de Votação. COMPARTILHE POR FAVOR! Vamos salvar a nossa Orquestra Sinfônica do Recife, Patrimônio do Povo Pernambucano, e um exemplo de luta para todo o Brasil.
 

Dadá Malheiros, violista da OSR. 31.05.2013